Alianças partidárias municipais precisam estar conectadas com alianças nacionais

Novato em política, tem muito a aprender. Ainda que estejamos sob a égide de um anarquizado sistema multipartidário, existe, ao menos nos partidos de maior expressão, um razoável proceder de coerência, que procura preservar um pouco de seu posicionamento nacional. Continuar lendo Alianças partidárias municipais precisam estar conectadas com alianças nacionais

Plauto quer que o DEM se assuma como direita e que dispute eleição municipal

 
Plauto Miró Guimarães Filho está cumprindo um histórico sétimo mandato consecutivo de deputado estadual, tendo, na metade de seu segundo mandato, disputado a Prefeitura Municipal, em que o vitorioso foi o então colega de Assembleia Legislativa Jocelito Canto. Depois de 96, Plauto se fixou na carreira de deputado estadual, com seguidas reeleições. Aliás, ninguém antes dele e, muito dificilmente depois, haverá de repetir essa vistosa carreira de vinte e cinco anos, a caminho de completar vinte e oito, de maneira ininterrupta.
Plauto se iniciou na política como oposição, em 90, ao governo de Roberto Requião. Depois, oito anos como situação com Jaime Lerner no Palácio Iguaçu. Outros oito anos como oposição a Requião e, de novo, situação, agora com Beto Richa, em seu segundo mandato no Palácio Iguaçu. Nesse tempo todo, Plauto nunca titubeou em sua fidelidade, primeiro, ao PFL e, depois, ao DEM, substituto do PFL. É um exemplo de homem público com posição declarada. Exemplo também de fidelidade política. No auge da discussão emocional da venda da Copel, em que Jaime Lerner viveu instantes delicados, Plauto se manteve ao lado do governador. Agora mesmo, nas circunstâncias de conflito aberto do governador Beto Richa com os servidores públicos do Estado, especialmente os professores, Plauto continuou, sem pestanejar, ao lado de seu amigo, quase irmão Beto Richa.
Decidido a não disputar mais a Prefeitura Municipal, Plauto está a preparar o seu partido, o DEM, para ser protagonista no embate eleitoral do ano que vem, em Ponta Grossa e em municípios da região.
Mesmo sinalizando a possibilidade de deixar a militância partidária, numa eventualidade de ida para o Tribunal de Contas do Estado, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho está a adotar uma bonita postura de homem público responsável e comprometido com os problemas de sua gente, ao promover, de certa forma, uma refundação do DEM, com uma orientação firme a seus comandados demistas, no sentido de que adotem um discurso afirmativo de direita, proclamando o DEM como partido de direita e que estaria chegando a hora de apresentar um candidato a prefeito, com uma proposta de direita, diante da evidência do fracasso das esquerdas, tanto por aqui, quanto no cenário nacional.
E a decisão já teria sido tomada, no sentido de que, em Ponta Grossa, o DEM vai ter candidato próprio, vai ser cabeça de chapa, vai disputar a sucessão municipal, com um discurso afirmativo de direita, em que o Estado, entendido assim a figura institucional do Poder, em seus três níveis, deixe de ser paternalista com o dinheiro público, que é finito, e passe a ser protagonista de uma ação de governo aliado à iniciativa privada, num projeto de estímulo à produção e que faça a parte que lhe compete na priorização de ações de infra-estrutura. Um Estado forte e produtivo que promova ações que contemplem oportunidades consistentes de trabalho, como instrumento de efetiva e perene dignidade, sem o discurso mirabolante da mentira e das promessas vazias, com políticas paternalistas, que não se sustentam ao longo do tempo, porque até o dinheiro público, que parece bastante, tem um limite.
Em resumo, o deputado Plauto já deu ordem unida sobre a presença do DEM na disputa eleitoral, já ditou o rumo do discurso do partido e, agora, sem muita preocupação vai administrar o processo sereno da definição do nome do candidato, com a tranqüilidade de dispor, nas fileiras do DEM, de dois grandes nomes, por coincidência, dois ex-secretários municipais, Álvaro Scheffer e João Ney Marçal Filho.
Interessante, mesmo, é constatar que o DEM deverá ocupar, por inteiro, o espaço da chamada terceira via. Quem sabe, inclusive, com uma chapa reunindo os dois nomes do partido.

Se a manifestação de domingo for igual ou maior que a de março, pobre da Dilma

No domingo, 15 de março, o Brasil pareceu viver um espécie de renascimento de sua consciência política, pela surpreendente presença da população nas capitais e cidades importantes do País, protestando contra o desgoverno da presidente Dilma. Os índices de popularidade de Dilma despencaram Continuar lendo Se a manifestação de domingo for igual ou maior que a de março, pobre da Dilma

O que o SOS fez com o Banco de Alimentos? Quebrou?…

O ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho se tivesse ficado somente em seu primeiro governo – quem sabe até no segundo -, teria deixado uma imagem bastante positiva. Em seu primeiro e produtivo governo, dentre outras importantes obras, adquiriu o antigo Hospital 26 de Outubro, que era o hospital dos ferroviários, e o transformou num excepcional espaço para a Assistência Social, criando ali o Centro de Ação Social, que deu nova vida e forma a Secretaria da Assistência Social. E, nesse contexto, surgiu a UPA – Unidade de Produção de Alimentos -, que me parece que acabou tendo a denominação de Banco de Alimentos. Essa unidade, criativa, cumpriu um papel importante em todos os governos, desde a sua criação, com ênfase para o período do ex-prefeito Péricles de Holleben Mello, que colocou para comandar esse órgão o profissional Roberto Mryczka, que deu organização e eficiência ao Banco de Alimentos, que, reconhecido na sua competência, continuou no cargo durante os dois últimos governos de Pedro Wosgrau, que se seguiram ao de Péricles. Pelo “pecado” de sua competência, acabou por deixar o cargo no atual governo. Claro, só os iguais se atraem…
Sem que se conheçam as razões, o Banco de Alimentos está sendo transformado numa miragem neste atual governo, pela gestão ineficiente do discutido Serviço de Obras Sociais, para cuja órbita o Banco de Alimentos foi transferido mais atrás. Aliás, o SOS, há tempos, perdeu sua originalidade e finalidade, parecendo, hoje, muito mais um braço político do gestor municipal, do que propriamente uma instituição voltada ao espírito maior das políticas públicas da Assistência Social. Mais, parece ter se tornando uma entidade intocável, pelas seguidas demonstrações de força política, pela ação tanto de uma maioria dos membros do Conselho Municipal da Assistência Social, quanto da maioria dos integrantes da Câmara Municipal. Há casos risíveis, e até provocativos, do que faz hoje o Banco de Alimentos, como enviar para um Centro de Educação Infantil, que atende 90 crianças, um pacote com um quilo de carne moída, e três quilos de feijão para uma outra entidade, que trabalha com crianças e também pessoas adultas. Seria melhor que o Banco de Alimentos fosse fechado, de vez, do que estar provocando e irritando dirigentes de entidades assistenciais, que, aliás, têm sido vítimas, de um modo geral, dessa presente gestão municipal, tida e havida como um dos maiores desastres da história de nossa administração pública municipal.
De um lado, a Prefeitura Municipal atrasa o repasse financeiro para nossas entidades, pelo convênio existente para pagamento de pessoal, em especial, enquanto de outro lado, o Banco de Alimentos, que apoiava as entidades,  com a garantia da entrega de alimentos, dá mostras visíveis de ter sido quebrado, pois, até o pão que era fornecido e produzido na UPA, a Unidade de Produção de Alimentos, estaria desaparecendo, pelas reclamações havidas na semana passada.
Mas, no rádio, a cidade virtual continua uma maravilha…
 
 

As entidades receberam setembro, mas outubro já venceu

Há dez dias, nossas entidades assistenciais se reuniram, em assembléia, para discutir o atraso no repasse financeiro, por parte da Prefeitura Municipal, do estabelecido no convênio celebrado no início do ano. É bom lembrar que esse convênio estabelece, fundamentalmente, um repasse financeiro para pagamento dos funcionários Continuar lendo As entidades receberam setembro, mas outubro já venceu

O silêncio do eleitor pode não significar indiferença, mas, sim um aviso de surpresa

É sabido que esse nosso processo eleitoral está ultrapassado, que o Brasil precisa de uma reforma política, que a corrupção eleitoral continua a desafiar a Justiça Eleitoral. Mas, como as coisas estão assim estabelecidas, é preciso que se aceite essa realidade. É que o eleitor promova a sua própria reforma e vote com sinceridade, escolhendo os candidatos que melhor lhe pareçam para cuidar do interesse maior da população. Aliás, essa é a maior reforma política que pode acontecer no Brasil. E começar por Ponta Grossa, por Santa Maria, por Sorocaba, por Natal e, assim, por diante. O eleitor precisa se reformar, precisa deixar de ser mercadoria exposta na prateleira da campanha eleitoral e se virar cidadão comprometido com a construção de uma sociedade mais justa, mais solidária, mais fraterna. Pode parecer utopia, mas essa reforma é indispensável, porque somente o eleitor, como cidadão reformado e consciente, é quem poderá privilegiar o candidato melhor preparado, o candidato de melhor conteúdo, o candidato que mais inspire a confiança da seriedade. E esse candidato existe em todos os postos que estão sendo disputados nestas eleições, seja para deputado estadual, deputado federal, senador, governador, presidente da República.
É preciso desmistificar o populismo, o tal carisma que cega o eleitor. É necessário que o eleitor acompanhe, com real interesse, o processo eleitoral e examine cada candidato. O jornal “Folha de S. Paulo” trouxe, em sua edição de ontem, a história conhecida dos paranaenses sobre os mais de 80 cavalos do senador Roberto Requião, que foram, nos seus oito anos de governador, cuidados e tratados pela Polícia Militar do Paraná. Esse mesmo assunto já mereceu ampla matéria do jornal “Gazeta do Povo”. Esse é um assunto para ser analisado, estudado, questionado. Requião costuma adotar um discurso duro contra seus adversários, que são tratados por ele como inimigos, mas não admite que ninguém lhe aponte o dedo, como se fora a suprema figura da moralidade pública. Esse caso dos cavalos é concreto e verdadeiro. Na matéria de ontem, foi registrado que havia constrangimento no comando da Polícia Militar, diante da ordem do governador para transportar seus cavalos para uma cidade de Goiás, por membros da própria Polícia Militar do Paraná.
Em relação ao governo federal, há denúncias escabrosas, como nunca se viu neste País. Está aí o escândalo da semana, trazido pela revista Veja desta semana, sobre o fornecimento das perguntas de membros da CPI da Petrobrás do Senado aos convocados para depor. Não foi sem razão que a oposição no Senado se negou a fazer parte dessa CPI, porque era dito que, pela sua composição majoritariamente governista, não apuraria nada do que efetivamente interessasse a sociedade brasileira.
O eleitor precisa refletir e fazer com que seu voto seja o produto dessa reflexão. A campanha deste ano está curta e ainda um pouco distante de chamar a atenção do eleitorado, muito embora quando o eleitorado se mostra silencioso e, aparentemente, indiferente, é porque vem surpresa, por aí. E que essa surpresa aconteça neste ano, mas aconteça para o bem, para a construção de uma cidadania mais condizente com a decência de nossa gente, para a edificação de uma moral pública, que um dia precisa se estabelecer neste País.

Pela cidadania, é preciso identificar virtudes nesse corrompido mundo eleitoral

Num processo viciado, estamos em pleno período de campanha eleitoral, sem que as pessoas demonstrem algum tipo de interesse. Há um risco real de voto nulo em quantidade razoável. É que as pessoas, em bom número, não acreditam nos políticos, com mandato, e nos políticos que estão em busca de um mandato, fazendo de conta que são renovação. Continuar lendo Pela cidadania, é preciso identificar virtudes nesse corrompido mundo eleitoral

Cenoura vai à Curitiba discutir projeto do SDD para as eleições deste ano

O vereador Valdenor Paulo do Nascimento – Paulo Cenoura – viajou ontem à Curitiba, de onde retorna ao final da tarde desta terça-feira, para participar de um encontro do Solidariedade, que vai tratar, Continuar lendo Cenoura vai à Curitiba discutir projeto do SDD para as eleições deste ano