No Paraná, há uma chapa pronta para vencer: Ratinho, Beto e Ricardo. Com Cida, no governo

Nossas lideranças políticas se mostram distantes de contemplar o horizonte, preferindo se manter no entretenimento do dia-a-dia e de olhar o nascer e do por-do-sol. Em resumo, pensar na próxima eleição, ainda que com um desapreço por uma composição de um grupo consistente e consequente. No Paraná, o último grupo político foi do grande e saudoso ex-governador Ney Braga.

Ney reunia gente, tanto para comandar o governo do Estado, quanto para se instalar em Ministérios da República e, aí, nas casas legislativas do Paraná e do Congresso Nacional.
Hoje, há um quadro interessante de desarranjo para as eleições deste ano. Para o Palácio Iguaçu, são falados os nomes do deputado estadual Ratinho Júnior, da vice-governadora Cida Borghetti e do ex-senador Osmar Dias. Ratinho e Cida pertencem, a rigor, a um mesmo agrupamento político, eis que Ratinho ocupou a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, até o ano passado, do governo de Beto Richa e Cida Borghetti. De outro lado, Osmar Dias tende a se reagrupar com o senador Roberto Requião, que sonha em arrastar o PT consigo.
Olhando para o horizonte, vê-se com facilidade que há um grupo pronto, para vencer as eleições, mas que parece não se aceitar, por uma falta de maior visibilidade política, ou por excesso de vaidade e ânsia de poder. A vice-governadora Cida Borghetti não reúne condições políticas para ser competitiva numa corrida para o Palácio Iguaçu. Sua condição de vice-governadora é produto de uma jogada política de sua família, com o marido Ricardo Barros à frente, de lançar seu irmão Silvio para o governo do Estado, o que, de alguma forma, enfraqueceria a candidatura, à reeleição, do governador Beto Richa. Silvio não foi lançado e Cida ocupou a vaga de vice-governadora. Ponto final.
Hoje, o quadro mais promissor que se desenha no horizonte seria o deputado Ratinho Júnior para o governo do Estado, o governador Beto Richa e o ministro Ricardo Barros para o Senado e a vice-governador Cida Borghetti no Palácio Iguaçu, apoiando essa chapa. Ainda que eleição seja sempre uma caixinha de surpresa, mas, dadas as circunstâncias do quadro nacional que se reflete em cada Estado, essa composição se mostra muito mais insinuante para a vitória, comparativamente, a uma aliança de Osmar Dias, com Roberto Requião e a possibilidade da companhia do pessoal do PT, com quem Osmar conviveu nos últimos dez anos.
Uma candidatura da vice-governadora Cida Borghetti, por exemplo, remete seu marido, o ministro Ricardo Barros, para uma candidatura à reeleição à Câmara Federal. Com a possibilidade de ela, sequer, assumir o governo do Estado, eis que, diante de um quadro de duas candidaturas à sua sucessão, de seu mesmo agrupamento, pode determinar a permanência do governador Beto Richa até o final de seu mandato, no Palácio Iguaçu. E, com isso, Cida não teria como inscrever em seu currículo ter sido governadora do Paraná. Além de impedir que o marido possa virar senador da República.
Olhando-se de fora, com maior facilidade de contemplar o horizonte, a composição dessa chapa seria interessante para o Paraná e muito vantajosa para todos os seus componentes. É possível que, no contexto das vaidades de figuras do mesmo agrupamento, essa composição seja tratada com algum desdém.
Uma coisa é olhar, apenas, para o nascer e o por-do-sol; outra, contemplar o horizonte. Especialmente, de fora das intrigas do poder.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

For spam filtering purposes, please copy the number 3304 to the field below: