Intervenção na Segurança é pouco. O certo seria intervenção no governo do Rio

O Estado do Rio de Janeiro se tornou ingovernável, porque o problema da Segurança Pública não está, apenas, nas favelas dos morros, mas, sim, no próprio Palácio Guanabara, pela roubalheira que se instalou no governo, que levou à falecia do Estado, que não tem dinheiro para honrar a folha de pagamento dos servidores, para a manutenção dos próprios do Estado, para a Saúde e, aí,

a Segurança Pública, propriamente dita. O Estado se inviabilizou, pela gerência desonesta e ineficiente.
Logo, o governa federal deveria fazer uma intervenção no governo do Estado, em si, e não apenas num de seus compartimentos, a Segurança Pública. Ainda que, de repente, a intervenção, ironicamente falando, se mostre necessária no próprio governo federal, pela continuidade da ineficiência e de alguma forma da corrupção também, a realidade está a indicar que o correto seria uma intervenção no governo do Estado, pela flagrante evidência do despreparo do governo, pela pouca apetência do governador pelo cargo que exerce e pelo descalabro generalizado da administração pública estadual. Mais, até como exemplo para outros Estados, que parecem rumar para a situação do Rio de Janeiro. Ainda há pouco, o Brasil todo assistiu ao grave problema da Segurança Pública no Rio Grande do Norte, com uma greve da Polícia Militar, que beirou a uma desobediência civil. Lá, também, uma intervenção seria desejável. Mas, o governo federal, pela sua fragilidade administrativa, política e moral, não se sente com força para uma ousadia de tal natureza, pela incerteza de poder reverter o caos instalado, seja no Rio de Janeiro, seja no Rio Grande do Norte, eis que não tem conseguido reverter a própria situação interna de descalabro de ordem administrativa e de probidade gerencial.
A reunião da noite de quinta-feira decidiu pela intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Porém, na manhã desta sexta-feira, já se discutia a possibilidade de deixar a assinatura do decreto da intervenção para daqui a dez, quinze dias, a fim de avaliar a possibilidade da votação da Reforma da Previdência, porquanto, instalada a intervenção, o Congresso Nacional fica impedido de promover qualquer alteração na Carta Magna da República. Ou seja, o próprio governo se revela inquieto, inseguro, sem rumo, sem direção. Aponta, mas não atira. Decide, mas não age.
Se o governo já investiu tanto no projeto da Reforça da Previdência, seria importante que finalizasse essa obra política, com a votação na Câmara dos Deputados, para o bem ou para o mal. E, vencida essa etapa, parte para a intervenção no Rio de Janeiro, Tudo com determinação política e disposição de governar, de administrar a coisa pública, de avançar na direção do interesse da sociedade nacional. Eis, aí, o problema maior.
O senador Álvaro Dias, nesta fase de pré-campanha eleitoral, está pregando a necessidade da refundação da República.
E, diante do quadro geral dos governos federal, estaduais e municipais, parece, mesmo, que a refundação da República Federativa do Brasil ganhe ares de prioridade absoluta, de modo que o Brasil retome um caminho que conduza o povo a um porto seguro. Diferente de Brasília e do domínio dos morros e dos palácios do Rio de Janeiro.

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