Plauto nunca teve dobrada fechada, com federal; Péricles deve fechar com Aliel

Dobradinha tradicional em Ponta Grossa só houve, mesmo, na década de setenta, entre os saudosos médico e deputado estadual David Federmann e empresário e deputado federal João Vargas de Oliveira. Os dois compunham um grupo político, do qual fazia parte também o saudoso ex-prefeito Plauto Miró Guimarães. Ainda que fosse um grupo forte, pelas lideranças que o compunham,

sempre tiveram dificuldades eleitorais, porquanto, como já abordamos aqui, Davi e João Vargas precisavam correr o trecho, além de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, para se manterem vivos na política. Mesmo com a força do grupo, Plauto nunca conseguiu ganhar uma eleição. E, aí, convém explicar que só foi prefeito da cidade, porque o regime militar criou a figura do vice-prefeito, do vice-governador e do vice-presidente da República. Assim, a ocupação desses postos se deu por via indireta, ou seja, o vice-prefeito foi eleito pela Câmara Municipal, o vice-governador pela Assembleia Legislativa e o vice-presidente pelo Congresso Nacional. Concorrendo com o vereador Adyb Laidane, que era presidente da Câmara Municipal, em 65, Plauto saiu vitorioso, vindo, na sequência, a assumir a Prefeitura Municipal, com a renúncia de Juca Hoffmann, por imposição dos militares.
De lá para cá, temos lideranças políticas, não propriamente grupos. Aliás, grupo político, mesmo, hoje, só o do prefeito Marcelo Rangel com seu irmão, o deputado federal Sandro Alex. Não fora a irmandade sanguínea, e cada um estaria correndo em raia própria.
O deputado estadual Plauto Miró Guimarães, que está buscando seu oitavo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa, algo inédito na História Política de Ponta Grossa e não muito comum no próprio Palácio 19 de Dezembro, tem se sustentado em seu próprio prestígio, em sua capacidade de trabalho e na lealdade que dedica aos seus companheiros, desde a sua primeira campanha, em 1990. Naquela eleição, inclusive, ele, inteligentemente, se aproximou do ex-prefeito Otto Cunha, que se candidatou a deputado federal e se elegeu, com bastante facilidade. Mas, não houve uma dobradinha, propriamente dita, porque outros candidatos a Assembleia Legislativa também procuraram fazer campanha ao lado de Otto, porque era um bom negócio. Fora disso, uma ou outra eventual composição, mas nada mais consistente, capaz de merecer a qualificação de grupo político.
Plauto, por exemplo, sempre se colocou como apoiador de primeira hora do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho. Mas, em suas campanhas, nunca se viu Wosgrau Filho vestindo a camisa de Plauto, com a mesma intensidade como Plauto sempre vestiu a camisa do ex-prefeito. Ainda que isso seja verdade, nunca ninguém ouviu alguma queixa pública de Plauto.
Agora mesmo, pelo fato de Plauto ter aberto mão de sua candidatura a prefeito em 2012 e apoiado a candidatura do então deputado Marcelo Rangel e de sua reeleição, agora em 2016, parecia natural que pudesse haver uma vistosa composição na cidade de Plauto, para estadual, e Sandro Alex, para federal. Mas, em praça pública, ninguém viu ou soube de algo, nessa direção.
Enquanto isso, o deputado Péricles de Holleben Mello parece tranquilo na aliança que está firmando, ou confirmando, com o jovem deputado federal Aliel Machado, que pode estar se encaminhando para o MDB, do senador Roberto Requião. É que o MDB e o PT, no Paraná, deverão caminhar juntos, numa espécie de homenagem de Requião a Lula.

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