Vale um olhar para o possível quadro de candidatos à Câmara dos Deputados

Considerando que o quadro de candidatos à Assembleia Legislativa seja o que mais vai apresentar nomes, como normalmente acontece, parece ser possível uma primeira consideração sobre a disputa de cadeiras na Câmara dos Deputados que também deva apresentar um número significativo de pretendentes, especialmente, por conta dos chamados partidos nanicos, que precisam, a todo o custo, fazer votos

, justamente, para a Câmara Federal, de modo a se preservarem na vida partidária nacional, pois, como é sabido, o partido é medido, no plano nacional, pelo número de deputados federais e dos votos que tenha feito para a Câmara dos Deputados.
O panorama local para a disputa por cadeiras na Câmara Federal apresenta, por ora, a reeleição dos deputados Sandro Alex e Aliel Machado, com a candidatura posta do deputado estadual Márcio Pauliki para federal. Ou seja, de duas candidaturas competitivas, passamos a ter três. Naturalmente, que esse número vai aumentar, porque, como dissemos, mais gente vai aparecer. Aliás, já temos o nome do vereador George Luiz de Oliveira, convocado que foi pelo seu partido, o PMN, para enfrentar esse desafio. E ele já anunciou que o desafio está aceito, e assim vai fazer votos para o seu PMN. A vitória, claro, sempre é uma possibilidade, pois, só não tem chance de vencer, nem risco de perder, quem não se candidata.
Mas, se temos dois deputados federais, com a possibilidade de um terceiro, vale lembrar que, se de um lado ficamos quase vinte anos sem representação na Câmara dos Deputados, de 94 a 2010, de outro lado, já tivemos quatro deputados federais, um verdadeiro recorde – Ary Kffuri, João Vargas de Oliveira, José Gomes do Amaral e Mário Braga Ramos. Tudo isso em 1974, ano em que o MDB sacudiu as estruturas do regime militar. Daqui, pelo MDB, foi para Brasília José Gomes do Amaral, eis que os outros três pertenciam a Arena, partido governista.
E um dado interessante é que, dos quatro, apenas um – Amaral – foi eleito, genuinamente, pelos votos de Ponta Grossa e dos municípios dos Campos Gerais. Todos os outros três precisaram correr bons trechos do território paranaense. Ary Kffuri, por exemplo, teve sua eleição garantida pelos votos recebidos de última hora de Pitanga, por conta de um trágico acidente que tirou a vida do jovem parlamentar Ivan Ferreira do Amaral, uma semana antes do pleito. João Vargas precisava ir buscar votos no Oeste do Estado e Braga Ramos tinha votos em municípios onde o primo famoso, Ney Braga, determinava que o candidato daquela cidade a deputado federal era o seu parente.
Hoje, olhando para aquele tempo dos anos setenta, vemos que os dois deputados da cidade e mais o deputado Márcio Pauliki, que quer trocar Curitiba por Brasília, possuem suas bases eleitorais por aqui mesmo, na cidade e nos municípios da região. E das regiões vizinhas, como o Norte Velha e o Centro-Sul, coladas na Região dos Campos Gerais.
É claro que cada um guarda suas características, mas, para o eleitor daqui, da nossa região e das regiões vizinhas, a alternativa de voto será confortável. O que poderá fazer a diferença, no caso, será o candidato a governador de cada um, eis que, à primeira vista, cada um tem sua própria característica. Mas, olhando daqui para o mês de outubro, é possível dizer que, no mínimo, continuaremos tendo dois deputados federais. O terceiro, continuando o olha de hoje para o mês de outubro, será uma possibilidade.

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