Desativa Fundação do Turismo e assume Vila Velha?…

Vencido o primeiro mandato de quatro anos, o prefeito Marcelo Rangel não tem mais o direito de agir de acordo com o sopro do vento. Não faz sentido, por exemplo, querer jogar para torcida, fazendo de conta que está economizando, quando, na verdade, está dando continuidade a um governo sem rumo, sem direção, sem planejamento. Sim, porque, de um lado desativa a Fundação Municipal do Turismo, incorporando o Turismo num departamento da Secretaria da Indústria e Comércio, e, ao mesmo tempo, vai a Curitiba negociar com o IAP a transferência da administração do Parque Estadual de Vila Velha para o Município, com o discurso de incrementar o turismo. São coisas de marinheiro de primeira viagem na administração pública. Ora, se tinha a ideia de assumir a administração do Parque Estadual de Vila Velha, no mínimo, teria de reforçar a estrutura da Fundação do Turismo, de modo a tornar a tal Fundação um instrumento capaz de estabelecer uma política pública para o setor, motivando os agentes do turismo a estabelecer uma agenda positiva de eventos. Como não existe essa profissionalização na área, não existe também essa desejada agenda positiva de eventos.

Como os dirigentes da antiga Fundação do Turismo, pelo visto, serão os diretores do Departamento de Turismo, da Secretaria Municipal da Indústria e Comércio, a economia seria de meia dúzia de reais, de vez que o vencimento que os diretores percebiam na Fundação deverão ser reduzidos, pela condição de diretores de um departamento. Coisa ridícula, tanto a economia, quanto a persistência das mesmas pessoas no comando do setor.

No passado, no governo do saudoso prefeito Paulo Cunha Nascimento, o Estado já havia passado a administração do Parque de Vila Velha ao Município, que não teve competência de corresponder a expectativa, tendo, então, Vila Velha retornado ao governo do Estado, que, a rigor, nunca tratou de fazer de Vila Velha um grande produto turístico, para usar um jargão do setor. Hoje, o Estado mais preserva Vila Velha, do que vende Vila Velha, eis que a sua administração pertence ao Instituto Ambiental do Paraná e a EcoParaná, que, vale um trocadilho, jamais conseguiu fazer eco no Paraná de Vila Velha.

Naturalmente, é interessante trazer a administração do Parque de Vila Velha para o Município, desde que, entretanto, o governo municipal tenha capacidade de investir em Vila Velha, por meio de uma competente política pública para o setor. Melhor seria, ainda, se a administração de Vila Velha fosse entregue à iniciativa privada, a fim de que se estabelecesse um equilíbrio entre a contemplação dos arenitos e a oferta de uma estrutura de conforto ao turista. E que esse turista tivesse uma motivação convincente para não ser apenas um transeunte de Vila Velha, mas um visitante que desejasse conhecer Ponta Grossa.

Se o prefeito Marcelo Rangel desativou a Fundação do Turismo é por ter considerado que a fundação não correspondeu as suas expectativas para o setor. Mas, aí, como compreender que vai em busca de um ousado projeto, que é administrar Vila Velha, entregando essa responsabilidade às mesmas pessoas que não demonstraram competência para justificar a manutenção da fundação?

Oxalá, não haja necessidade de nova devolução de Vila Velha ao governo do Estado…

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