Se o grupo governar, terá sucesso em 2018. Se ficar de fora, prevalecerá o “eu sozinho”

O prefeito Marcelo Rangel está caminhando para o final de seu primeiro governo, em que teve um desempenho razoável. A sua grande alavanca foi o governador Beto Richa, com o programa “Paraná Competitivo”, que tem patrocinado a conquista de grandes indústrias para o Estado e, em especial, para Ponta Grossa. Fora da Região Metropolitana de Curitiba, Ponta Grossa tem tido a preferência desses empresários.

Eleitoralmente falando, Marcelo tem tido no PT a sua estrela-guia, porque, graças ao PT, foi eleito em 2012 e, agora, reeleito em 2016. Aos votos naturais que conquistou, teve a somar o contingente eleitoral que, sem alternativa, sufragou o seu nome, por não votar, de jeito nenhum, no PT. Não votou em Péricles, em 2012, e não votou agora em Aliel, que, embora pertencendo à Rede Sustentabilidade, teve o apoio explícito do PT. Aliás, foi lançado pelo deputado Péricles de Holleben Mello, figura de maior expressão do PT desta Região dos Campos Gerais, dentro do Paraná.

Ou seja, Marcelo tem no PT a sua estrela-guia da sorte.

É bom considerar que o jovem deputado federal Aliel Machado não ganhou, mas fez, em números redondos, 80 mil votos, firmando-se como a liderança de maior expressão da esquerda na cidade e na região. Seguramente, é o sucessor do padrinho Péricles de Mello.

Diante dessa realidade revelada pelas urnas e olhando para 2018, o prefeito Marcelo Rangel precisará fazer um governo de mais realizações para, talvez, se credenciar a alguma disputa em 2018, ou, ao menos, se firmar como grande liderança para a sua sucessão em 2020, para cujo pleito já existe um candidato na praça, que se chama Aliel Machado.

É, nesse contexto, que o prefeito Marcelo Rangel deve olhar ao seu redor e conversar com as direções dos partidos que o apoiaram, notadamente, os de maior expressão, como o DEM, o PSDB, PSD, PSB, PV, o próprio PP, descartando o seu presidente, naturalmente.

A experiência demonstrou, por exemplo, que não deve convidar vereador para compor a equipe de governo, eis que os dois vereadores que ficaram no governo até o último dia do prazo para a desincompatibilização, Júlio Kuller e Paulo Cenoura, se transformaram muito mais que adversários, em inimigos.

Se Marcelo tiver a humildade de reconhecer que não é dono dos, praticamente, cem mil votos que fez, e ouvir as lideranças dos partidos citados, seguramente, terá condições de formar uma boa equipe de governo, capaz de assegurar a realização de um vistoso e consistente programa de trabalho, que beneficie a população, valorize a cidade e credencie o próprio grupo a uma influência positiva na composição dos quadros para as eleições de 2018, tanto para o governo do Estado, quanto para o Senado da República, lembrando que, para a Câmara Alta do Congresso, estarão em disputa as cadeiras dos senadores Gleisi Hoffmann e Roberto Requião. E esse credenciamento para uma disputa majoritária no Estado só será possível por meio de um desempenho administrativo, que vá do bom para o excelente. Fora disso, continuaremos de fora de qualquer conversa na montagem das chapas para o Palácio Iguaçu e para o Senado da República, como sempre.

O desafio para tal empreendimento está na mudança da equipe do primeiro governo, desse governo que está se encerrando. E é bom lembrar que, para 2018, a disputa haverá de se dar dentro dos grupos dos partidos conservadores, eis que o PT, com Gleisi e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, denunciados na Lava Jato, não representa qualquer ameaça. E, talvez, o próprio PMDB do senador Roberto Requião, pela proximidade com o PT, com Lula e com Dilma.

A mesa está servida; basta saber quem são os convidados para o banquete, portanto.

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