A campanha no Paraná parece entrar num “vale tudo” nesta reta de chegada

A campanha eleitoral deste ano entra, neste domingo, na sua reta de chegada. E a previsão, tanto em nível nacional, quanto estadual, é de que a disputa caia na vala comum da baixaria e do desespero dos que, pelos índices das pesquisas, estão perdendo. No plano nacional, a presidente Dilma está prestando um enorme desserviço à cidadania Continuar a ler A campanha no Paraná parece entrar num “vale tudo” nesta reta de chegada

O PT até pode banalizar a corrupção. Mas, onde fica a capacidade de indignação de nossa gente?

Na sessão da CPI Mista da Petrobrás, de quarta-feira, na presença do ex-diretor Paulo Roberto Costa, alguns deputados de oposição manifestaram estranheza pelo fato de a corrupção ter tido continuidade, especialmente na Petrobrás, mesmo depois de tudo o que aconteceu no Mensalão, em que a própria Petrobrás foi citada. A estranheza é sem fundamento porque os corruptos do PT são profissionais, Continuar a ler O PT até pode banalizar a corrupção. Mas, onde fica a capacidade de indignação de nossa gente?

A grande obra do PT, em seus 12 anos de governo, é a banalização da corrupção

A corrupção no Brasil virou conversa de botequim, é coisa corriqueira, banal, sem importância maior. E essa visão despreocupada, quase ingênua, da corrupção é a grande obra dos governos petistas de Lula e Dilma, que vai passar para a História. Não que tenham sido os únicos dois governos do mundo a conviver com a corrupção.

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Os hospitais do Requião mereciam uma CPI, que tivesse começo, meio e fim

No sábado, dia 13, a “Gazeta do Povo” trouxe uma interessante matéria, a respeito dos “hospitais do Requião”, que ele próprio propala, pelo Estado todo, ter reformado, melhorado e construido. E a matéria é importante, porque, pela primeira vez, esse tema mereceu um questionamento mais sério, Continuar a ler Os hospitais do Requião mereciam uma CPI, que tivesse começo, meio e fim

Uma vitória de Beto no primeiro turno antecipará a aposentadoria de Requião

O senador Roberto Requião parece estar colhendo as tempestades que foram plantadas por ele com a semente dos ventos. Ou, mais pragmaticamente, com a semente da traição a um respeitável grupo de grandes nomes da política do Paraná que lhe abriram as portas e o sustentaram nas campanhas para chegar, primeiro, à Prefeitura de Curitiba e, na sequência, ao governo do Estado. Continuar a ler Uma vitória de Beto no primeiro turno antecipará a aposentadoria de Requião

A indignação de Dilma, na tevê, contra a corrupção chega a ser hilariante

A presidente Dilma Rousseff, no papel de candidata à reeleição, chegou a se mostrar hilariante no programa eleitoral desta terça-feira ao querer interpretar o papel de indignada com a corrupção. Ela, pessoalmente, até pode ser considerada acima de qualquer suspeita. Entretanto, enquanto chefe de governo, a sua indignação não convence. A “faxineira” dos primeiros meses de 2011 parece ter desaparecido, enquanto a prática da corrupção continuou ativa, como sempre. Aliás, intensamente ativa nos três governos do PT. É verdade que os governos anteriores de outros partidos também andaram convivendo com a corrupção. Entretanto, nesses quase doze anos do PT no poder a dose aumentou, pela sucessão de grandes escândalos, como esse mais recente, que coloca a Petrobrás na vitrine das malfeitorias. E a presidente Dilma dizer que não sabia das malfeitorias praticadas na Petrobrás também soa falso, especialmente, por ser uma profissional da área, como ministro das Minas e Energia, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, chefe da Casa Civil e, agora, presidente da República. Se existe uma área do governo em que Dilma tem a obrigação de ser especialista essa é a da área de energia. E se as malfeitorias na Petrobrás fossem coisa parecida com roubo de galinha, até mereceria crédito a declaração da presidente. Entretanto, o caso da Petrobrás, que parece longe de ser mostrado nas proximidades da realidade, parece ter indicativos que se sobrepõem ao Mensalão, denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, no segundo ano do primeiro governo de Lula. E as declarações do antigo homem forte da Petrobrás, que está preso na Polícia Federal, em Curitiba, estão apenas no início, se é que ele vai ter a coragem necessária para ir bem mais longe. É claro que isso provoca desespero no Palácio do Planalto, por conta, justamente, do período eleitoral. E, aí, surge a figura da candidata à reeleição tentando dar crédito à sua indignação com a corrupção. Nem seria o caso de se mencionar que Dilma é filiada ao PT. E que o PT tem um apreciável histórico no mundo da corrupção. O seu tesoureiro foi mencionado nas declarações de Paulo Roberto da Costa. No Mensalão, o tesoureiro do PT acabou condenado e preso. Logo, a indignação da presidente Dilma Rousseff se presta muito mais para o jogo de cena da campanha eleitoral, na tentativa de amortecer o impacto no eleitorado.

De outro lado, vale a expectativa quanto ao procedimento de deputados e senadores, no trabalho nas duas CPIs sobre a Petrobrás que foram criadas e estão funcionando. Diante de gritantes evidências, os governistas querem que chegue logo o primeiro domingo de outubro para salvar suas peles, antes que a coisa se complique, de vez. Acontece que se o antigo diretor da Petrobrás estiver mesmo determinado a salvar sua própria pele, meia Brasília, pelo menos, deverá ser convidada para dançar.  E o Brasil inteiro vai continuar assistindo ao espetáculo dos desmentidos e das acusações de que o ex-homem forte da Petrobrás fala, mas não prova. Para ter validade a tal delação premiada, é preciso que as revelações feitas sejam acompanhadas de provas. Eis, aí, o clima de terror que está contaminando meia Brasília, especialmente, nas cercanias dos três poderes da República.

PT, que acusava o PSDB de querer privatizar a Petrobrás, pôs a empresa no festival de corrupção

Na campanha eleitoral de 2010, a candidata Dilma Rousseff, do PT, acusava o concorrente José Serra, do PSDB, de querer privatizar a Petrobrás. Dilma ganhou e Serra perdeu. Na verdade, quem mais perdeu foi a Petrobrás, por ter sido transformada num dos principais antros da corrupção dos governos do PT. É que, quando Dilma acusou Serra, a Petrobrás já estava sendo saqueada nos governos do presidente Lula, pelo que está sendo mostrado agora na revelação da extensão da corrupção que se processa na nossa maior empresa e naquela que chegou a ser uma das dez maiores petrolíferas do mundo.

Se era justo que o PT tivesse a oportunidade de governar o País, para fazer prevalecer a sua pregação da ética, o que acabou não acontecendo – a prática da ética -, é justo, agora, que seja dada uma oportunidade a um dos dois candidatos da oposição, Aécio Neves ou Marina Silva, porque a continuidade do impressionante processo de corrupção precisa ser estancada. E estancada pelo voto da população brasileira, agora, no primeiro domingo de outubro. Já não há mais dúvidas de que nossos alunos de História do Brasil haverão de estudar que o PT foi o partido no poder que promoveu a maior corrupção de todos os tempos. Equivocadamente, o presidenciável Aécio Neves disse que o princípio da explosão do que se deu na Petrobrás é o “Mensalão 2”. Melhor seria dizer que é a continuidade do Mensalão, pois, considerando o tempo de nove anos de permanência de Paulo Roberto Costa como diretor da Petrobrás, parece evidente que o desvio de dinheiro já se dava quando o então deputado Roberto Jefferson fez a denúncia do mensalão. E a Petrobrás só não foi investigada, porque ninguém citou a empresa na ocasião. Porém, agora, parece claro que a Petrobrás nos oito anos de governo de Lula e no atual governo de Dilma, a Petrobrás foi sangrada por gente do PT, do PP e do PMDB, ou seja, pelo partido do governo e por partidos aliados do governo, já no primeiro período de governo de Lula.

E o problema não está no instituto da reeleição, mas, sim, na cultura de nossa gente. A começar pelo fato de que a eleição não é um processo racional, mas, sim, um processo passional. As pessoas, em sua grande maioria, votam pela simpatia, pelo carisma pessoal, pelo benefício com cara de favor. Pouca gente vota pela razão, pelo critério da competência, pelo projeto mais convincente de governo. E o governo do PT, é forçoso reconhecer, tem se mostrado o mais competente em matéria de propaganda política. Foi essa propaganda que elegeu Dilma. Foi essa propaganda que transformou Lula em herói nacional. Mas, nada como o tempo para colocar as coisas em seus devidos lugares.

A edição desta semana da revista “Veja” é um primor de revelação do que aconteceu na Petrobrás. E que, de repente, continua a acontecer, pois, o PT e seus aliados, pelo que está demonstrado, são insaciáveis no assalto ao dinheiro público. Em situação normal, após o episódio do Mensalão, o governo teria que ter reciclado o seu proceder, fazendo, de alguma forma, emergir o respeito a ética, tão propalado enquanto o PT foi oposição no Brasil. Era o discurso do engodo, do oportunismo, da mentira. E até parece uma ironia, mas faz sentido a figura do cidadão que se diz contra a corrupção, porque não pode participar dela. A semelhança impressiona.

Se prevalecerem a serenidade e o bom senso, o PT encerra, a partir do primeiro domingo de outubro, seu período de doze anos de poder. Mas, quem decide isso é a sociedade brasileira, que vem sendo vilipendiada pelo escandaloso processo da corrupção, sob os três governos do PT.  É a herança de Lula e de Dilma para o futuro do Brasil.

A disparada de Marina Silva guarda todos os caracteres de uma predestinada

É sabido que na vida nada acontece, por acaso. Tudo tem uma razão de ser, ainda que nem sempre a mente humana seja capaz de captar esse lado misterioso de nossa presença neste plano do Universo.

Mas, falemos da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva que está virando o centro das atenções do universo brasileiro, por conta de um repentino e não esperado salto de popularidade, na corrida pela Presidência da República.

Diante de circunstâncias tão inusitadas, não custa avançar pelo terreno da religiosidade, ou da espiritualidade, para se encontrar uma explicação, ao menos razoável. Nessa linha de raciocínio, de pronto, haveremos de concordar que Marina é uma predestinada, como predestinado é o próprio Lula, um retirante da miséria nordestina que alcança a Presidência da República. Não temos em nossa história nacional nenhum caso de tamanha persistência pela busca do Palácio do Planalto que se pareça com a de Lula, que perseverou por quatro vezes, ou dezesseis anos. Derrotado em três campanhas, não se deu por vencido, até que, mais amadurecido, acabou por descobrir que a sua vez havia chegado.

A cidadã sofrida do Acre faz uma bonita carreira pessoal na vida pública, chegando a ser eleita senadora e ministra do primeiro governo de Lula. Deixou o ministério, desligou-se do partido que ajudou a fundar, o PT, e se apresentou como candidata presidencial, em confronto direto com uma ex-colega de ministério, apresentada por Lula. Marina não ganhou a eleição de 2010, mas virou um mito, esse negócio que ninguém sabe explicar, como o tal do carisma, uma energia invisível que seduz as pessoas.

Todo mundo, até hoje, que se dispôs a criar um partido político, por aqui, conseguiu seu intento, menos Marina, o que chama a atenção. Logo ela, carismática, experiente, dona de cerca de vinte milhões de voto, de repente, tropeçou e não conseguiu registrar o partido próprio que lhe garantiria abrigo para uma nova candidatura à Presidência da República.

Sem muita alternativa diante da exigüidade do prazo para uma definição partidária, acabou se filiando ao PSB e aceitando a candidatura de vice-presidente na chapa encabeçada pelo então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, um figurino que não lhe caía bem. Dona de convicções ortodoxas, Marina sempre foi vista com reserva por boa parte da sociedade brasileira, a começar pelos empresários urbanos e rurais. Mas, na condição de vice, ninguém estava muito preocupado com ela, até porque Eduardo não conseguiu materializar a expectativa de se constituir na novidade do pleito. Num quadro de normalidade, seria o terceiro dentre os três principais concorrentes.

De repente, uma tragédia tira a vida de Eduardo Gomes e a candidatura presidencial cai no colo de Marina Silva, já de uma Marina mais “normalizada”, mais afeita ao conjunto de idéias mais moderadas do grupo que acompanhaa e sustentava a candidatura de Eduardo Campos. Feita candidata, aceitou a indicação de um vice do Rio Grande do Sul, deputado Beto Albuquerque, ligado aos produtores rurais e ao empresariado, de um modo geral. Um moderado ao lado de uma Marina em processo de mudança, de conformação com a necessidade de rever os conceitos ortodoxos até dois ou três dias atrás.

Metamorfoseada, não apenas manteve o eleitorado de Eduardo Campos, como deu um espetacular salto na arrancada de sua campanha, como cabeça de chave, e passou a rivalizar com sua antiga colega de ministério, mandando para o terceiro lugar quem havia se instalado, aparentemente em caráter definitivo, no segundo lugar.

Predestinada, Marina Silva é a mais nova empolgação do eleitorado brasileiro, que, de outro lado, não quer mais o PT no comando da Nação, ainda que Lula se imagine comandante eterno da criatura que inventou para a campanha de 2010. Doze anos é um tempo regular. A hora é de mudar. E a mudança se chama Marina Silva. Não há mais nada que o PT possa fazer, nem os argumentos fortes de racionalidade de Aécio Neves serão suficientes para obstar a ascensão de Marina Silva ao Palácio do Planalto.

Só para encerrar: Marina, de certo modo, repete o bispo Fernando Lugo do Paraguai, na derrota que impôs ao poderoso Partido Colorado. Mas, no poder, não pode continuar guardando semelhanças com ele.

A reserva de mercado é coisa do passado. Estamos no Paraná “globalizado”

Uma vez o então deputado federal Joaquim dos Santos Filhos, um dos grandes nomes da Arena e depois do PDS, ao tempo do bipartidarismo e início da redemocratização do País, ensinava que o político que aspira disputar um cargo majoritário no Estado, precisa, na disputa de um cargo proporcional, fazer voto, além de sua cidade naturalmente, na Capital e nas principais cidades do interior, como forma de se tornar conhecido. Continuar a ler A reserva de mercado é coisa do passado. Estamos no Paraná “globalizado”

O voto daqui para o candidato daqui parece ser coisa do passado. E há uma razão

Já nas eleições de 2010, a presença de candidatos de fora por aqui indicava a insatisfação do eleitor pontagrossense com a sua representação política. Como ninguém visita a casa da gente se não for convidado, é bom registrar que os candidatos de fora que fizeram campanha aqui na cidade foram trazidos por gente daqui. Continuar a ler O voto daqui para o candidato daqui parece ser coisa do passado. E há uma razão