O crime organizado de Brasília faz de tudo para conter a Lava Jato

Se não fossem as manifestações populares de claro apoio a Operação Lava Jato e ao ex-juiz e ministro Sérgio Moro, e a Lava Jato estaria a caminho do fim, por conta do braço forte do crime organizado, instalado em Brasília, pelos ataques que partem, ora do STF, com o fim da prisão em Segunda Instância, ora, do Congresso Nacional, com o deputado Rodrigo Maia à frente, na dificultação a tudo que o represente avanço da legislação criminal. Rodrigo Maia se tornou o comandante do grupo majoritário da Câmara dos Deputados e o mentor do senador David Alcolumbre, presidente do Senado. Só tramita no Congresso Nacional o que tem permissão de Rodrigo Maia, o que convém a Rodrigo Maia, o que interessa a Rodrigo Maia. Fora disso, vale o exemplo do que aconteceu com o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, aprovado com a desfiguração determinada e inspirada em Rodrigo Maia. Do pacote foi retirado restabelecimento da prisão em Segunda Instância e colocados dispositivos que facilitam a vida do corrupto e do criminoso. E tudo à luz do dia.
Impressiona fortemente o fato de uma maioria do STF e os presidentes da Câmara e do Senado terem se posicionado, claramente, contra os projetos do presidente Jair Bolsonaro, no combate a corrupção e ao crime organizado. E as razões determinantes para tudo isso ganham força ao se avaliar os ex-presidentes da República que nomearam os ministros do STF desde a década de oitenta e o fato de muitos deputados e senadores terem, em grau maior ou menor, envolvimento com a Operação Lava Jato, pela prática da corrupção e militância no crime organizado.
Sobre os ex-presidentes da República, temos José Sarney, que indiciou o decano do STF, ministro Celso de Mello. Afora as acusações e denúncias contra o próprio Jose Sarney, os filhos do ex-presidente, em especial, o empresário Fernando Sarney e a filha Roseana, possuem ações na Justiça, por denúncias de práticas nada republicanas. Aí, temos Fernando Collor, que nomeou o primo Marco Aurélio de Mello, parecendo dispensável maiores considerações sobre o Collor presidente e o Collor ex-presidente, que parece não ter aprendido nada com o Collor que foi apeado do poder. Vamos pular Fernando Henrique, que nomeou Gilmar Mendes, porque esse ministro resolveu se desfazer de suas convicções do passado para, por alguma conveniência, se transferir para o mundo de suas novas convicções. Temos, na sequência, Lula, Dilma e Michel Temer, também, dispensáveis de toda e qualquer referência a maus feitos praticados.Muito especialmente, os dois primeiros, campeões de todos os certames mundiais e universais no comando de quadrilhas de assalto ao dinheiro público.
Em relação a Lula e a Dilma, é preciso destacar ministros, por eles nomeados, que resolveram honrar a Suprema Corte a se prostrar como serviçais de seus padrinhos, como Luis Fux, Carmen Lúcia, Luiz Roberto Barroso e Edson Fachin. Em situações alternadas, surgem Rosa Weber, que foi voto decisivo para derrubar a prisão em Segunda Instância, que favoreceu Lula, e Alexandre de Moraes, que também surpreendeu na mesma sessão que derrubou a prisão em Segunda Instância, por ter votado a favor da manutenção de tal instituto, mesmo com seu padrinho, Michel Temer, sendo sério candidato a cumprir pena por decisão de Segunda Instância.
Por conseguinte, se considerarmos o número de deputados e senadores que têm contas a acertar com a Justiça, temos a explicação das razões determinantes dos ataques dirigidos a Lava Jato que se transformam em ataques a República.
Só para fechar o grupo dos 11 ministros do STF, vale a citação de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, ambos nomeados por Lula.

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