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Bolsonaro, já com atraso, precisa se render ao ritual do cargo de presidente da República

O presidente Jair Bolsonaro precisa ter vivo, todos os dias, o discurso de sua campanha eleitoral de combate a corrupção e ao crime organizado, eis que foi esse discurso que o tornou mito, porque as pessoas não agüentavam mais tanta corrupção e roubalheira do dinheiro público no País. No instante em que surgiu alguém se propondo a enfrentar o mundo do banditismo, os ladrões de colarinho branco, o povo não pensou duas vezes e saiu às ruas para manifestar apoio e assumir a própria campanha.

Bolsonaro não tem o direito de desconsiderar o fato de representar o sonho e a esperança de mais de 58 milhões de pessoas em ver triunfar o mundo do bem, da moralidade pública, da dignidade pessoal no Brasil. Ele encarou essa promessa, e 58 milhões de pessoas o consagraram como o mito dessa esperança.

Pois bem, o seu governo não está conseguindo avançar na direção desse prometido combate, enfrentando resistências claras, tanto no Supremo Tribunal Federal, quanto no Congresso Nacional. Se na Economia, o ministro Paulo Guedes está conseguindo avançar, aos trancos e barrancos, mas ainda assim avançar, na Segurança Pública o ministro Sérgio Moro está enfrentando, sozinho, muitas resistências, com uma clara campanha de tentativa de transformá-lo no bandido de toda a história da corrupção e do crime organizado no Brasil, com Lula sendo preparado para ser entronizado no altar da moralidade pública. Moro não tem merecido a defesa de Bolsonaro, que merece, porque o governo de Bolsonaro tem sustentação em dois pilares, o pilar chamado Paulo Guedes e o pilar chamado Sérgio Moro. Se um desses pilares ruir, ruindo estará o governo.

Ora, quem se dispõe a enfrentar a corrupção e o crime organizado no Brasil precisa saber o que vai ter pela frente, considerando que o pessoal da corrupção e do crime organizado não está, apenas, nas favelas e nos morros do Rio de Janeiro, mas, sim, em imponentes gabinetes de Brasília. Agora, mesmo, a prisão por sentença de Segunda Instância caminha para ser derrubada pelo impressionante escore de 7 votos a 4, dos onze ministros da antiga chamada Suprema Corte. Será a maior demonstração de apoio e de sustentação da corrupção e do crime organizado no País. E o Palácio do Planalto permitiu que essa tendência corresse solta. Tudo pelo filho-problema chamado Fl

Agora, o presidente Jair Bolsonaro acaba de produzir uma crise política, que vai muito além do PSL, aumentando a resistência que já tem na Câmara dos Deputados, em especial, e no Senado da República, para fazer avançar as prometidas reformas estruturais que o País precisa. Se o pacote anti-crime de Sérgio Moro tinha oposição na Câmara dos Deputados, agora, mais do que nunca, vai ser desfigurado, porque o próprio Bolsonaro está alimentando, com sangue, os vampiros engravatados que povoam os corredores do Congresso Nacional.

Essa crise política aponta para situações delicadas no horizonte do quadro nacional. E, muito provavelmente, Bolsonaro deveria atender ao pedido do senador Major Olímpio e entregar, não uma, mas três embaixadas para os seus três filhos-problemas da República: manda o deputado Eduardo Bolsonaro para os Estados Unidos, manda o senador Flávio Bolsonaro para a China e manda o vereador Carlos Bolsonaro para a Síria.

Pronto, a partir daí, poderá ter condições de governar o País. O povo não pode perder a esperança. Mas, no horizonte já surgem sinais claros de que o combate a corrupção e ao crime organizado não terá mais a força prometida pelo mito na campanha eleitoral. A fragilidade política do presidente Jair Bolsonaro está permitindo esse feito inacreditável do STF e as barbaridades que tem acontecido na Câmara dos Deputados e no Senado da República.

E, como se nada estivesse acontecendo, Bolsonaro inventa de criar essa crise com o PSL. Que não é só com o PSL.

 

Um comentário em “Bolsonaro, já com atraso, precisa se render ao ritual do cargo de presidente da República

  • outubro 19, 2019 em 11:52
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    Perfeita tua análise . Será que o Bolsonaro, um deputado até inexpressivo não entendeu que o povo acreditou no seu discurso? E agora a Nação está exposta a vontade desses 3 filhos? Não está dando para aguentar nem defender. Manda esses guris para as Embaixadas citadas acima, embora eu ache que até lá conseguirão desestabilizar ao que se propõe, porque são completamente despreparados para assumir qualquer coisa. Penso no governo sem o Guedes , Moro e alguns outros ministros . Será que teremos que nos fazer de bobos e esperar terminar esses 3 anos que ainda faltam ? Lastimável.

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