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O povo precisa voltar às ruas, antes que Toffoli, Maia e Alcolumbre concluam sua obra

Os líderes dos movimentos populares, que comandaram a saída de Dilma Rousseff e foram decisivos na vitória de Jair Bolsonaro, precisam, com a maior urgência, voltar para as ruas, com uma agenda forte e corajosa, que alcance o ministro Dias Toffoli, o deputado Rodrigo Maia e o senador David Alcolumbre, antes que continuem avançando em suas agendas de claro favorecimento a corrupção e ao próprio crime organizado. A aliança estabelecida entre os três não tem o presidente Jair Bolsonaro como aliado, mas conseguiram transformá-lo em refém, ou seja, ele não os combate. E tudo pelo favor feito ao filho que andou se envolvendo em estripulias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Pai é pai, mas o presidente da República, que é pai, não deveria sobrepujar o papel de pai ao papel de presidente da República, por comprometer e apequenar a função de governante do Brasil. O erro do filho, que virou senador, deveria ser pago pelo próprio filho, até como exemplo de grandeza do pai, presidente da República, a demonstrar que seu compromisso em combater a corrupção e o crime organizado é inegociável. Até mesmo com o próprio filho. Mas, lamentavelmente, não é o que está acontecendo, eis que o filho está constrangendo o pai em exercer a plenitude da Presidência da República.

Por coisa parecida, mas em outro departamento, o povo saiu às ruas em 64 para pedir a intervenção militar, para salvar o Brasil, que caminhava para se transformar na República Popular do Brasil, isto é, uma república socialista. E, naquele tempo, socialista soviética.

A despeito de um presidente fraco e de um cunhado que dava um grito no Rio Grande do Sul e fazia o governo avançar nas suas predileções ideológicas, como a preparar o caminho para sua chegada ao Palácio do Planalto, haviam vozes autorizadas no Congresso Nacional a estimular a resistência popular, da mesma forma, como não havia contaminação na Suprema Corte, que era Suprema Corte.

Hoje, não temos o pretendente ao Palácio do Planalto na conspiração legalista que se faz à luz do dia, mas temos uma originalidade no combate a ordem institucional do País, porque se, naquele tempo, a sociedade se organizou para se contrapor a um regime de força de esquerda, hoje, o inimigo é outro, tão perigoso quanto o do passado, com a diferença de agir por meios legais, eis que esse inimigo está instalado, estrategicamente, em três relevantes cargos do poder republicano.

O STF, hoje, deixou de ser a Suprema Corte, que inspirava respeito no cidadão comum do passado, para se transformar na casa de tolerância da esquina, que incomoda e provoca protestos da vizinhança. Nunca, antes, o STF esteve tão desacreditado e tão sujeito a críticas do cidadão comum, com ministros sendo citados, nominalmente, como agentes favorecedores de criminosos, presos e investigados, verdadeiros inimigos da sociedade. E, dando claras demonstrações de desapareço a sociedade nacional, esses ministros do STF dão de ombro às manifestações populares, estribados no poder que lhes foi conferido, e por eles próprios elevados e desvirtuados, de modo a se convencerem que não devem satisfações a quem quer que seja, por serem, cada um, um próprio Supremo, na definição genial do advogado Roberto Busato, ex-presidente da OAB. E que faz muita falta ao Brasil, porque a oab de hoje nem de longe se aproxima da OAB do passado, do Busato.

Sim, estamos vivendo dias preocupantes, porque os agentes do Mal estão avançando, sem nenhuma resistência.

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