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O País vive a sua fase mais delicada num processo de crise institucional

O brasileiro comum se concentra na crise econômica, como sendo ela o maior desafio para o governo e o futuro do cidadão. Da mesma forma, esse mesmo cidadão entende que a crise social, que também é séria, será superada, a despeito de todas as dificuldades, porque, bem ou mal, o governo trabalha, tanto para superar a crise econômica, quanto vencer o drama da crise social. E, a partir daí, esse cidadão comum imagina que terá chegado o momento da felicidade geral.

Mal sabe esse cidadão comum, que essas duas e outras tantas crises que podem ter por aí são café pequeno, diante da crise institucional, já instalada, e que vem sendo alimentada pela aliança entre o STF e o Congresso Nacional. E, de certa forma, pelo próprio Poder Executivo, eis que o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, anunciou ter havido um pacto de salvação nacional, reunindo os chefes dos três poderes. Como Dias Toffoli carece de credibilidade, esse pacto é muito mais de agravamento nacional, do que de salvação nacional. Aliás, o ex-senador Pedro Simon, figura de notável respeito que habitou o Senado da República por dois mandatos, ou dezesseis anos, na entrevista a revista Crusoé, desta semana, define muito bem, em avaliação própria, o tal pacto de Dias Toffoli: “Nós (STF) não julgamos vocês, e vocês (Executivo e Legislativo) não nos incomodam”. Exatamente, assim.

Essa crise institucional, que vem sendo tocada por três figuras medíocres da República, ministro Dias Toffoli, deputado Rodrigo Maia e senador David Alcolumbre, é a mais grave de todas, porquanto ela está produzindo jurisprudência e um legislação inusitadas, porque confronta a mais vistosa bandeira do governo do presidente Jair Bolsonaro, que é a de combate a corrupção e ao crime organizado no Brasil. Mas, isso, como parece claro, não interessa a Dias Toffoli, a Rodrigo Maia, nem a David Alcolumbre, porquanto as ações desses três têm sido para enfraquecer as iniciativas do Palácio do Planalto em tal direção, na produção de decisões que inibem e dificultam a vida dos órgãos de investigação, e mesmo de julgamento, ao mesmo tempo, em que facilitam os criminosos, envolvidos em práticas escandalosas de corrupção e membros ativos do crime organizado. Essa aliança criminosa do STF com o Congresso Nacional, que já se reflete no presente, maculando a razão de ser das instituições de Estado, vai ser mais danosa no futuro, pela dificuldade em desativar todas essas bombas do crime que estão sendo produzidas, agora.

De uma hora para outra, o ministro Dias Toffoli assina uma resolução e censura a Crusoé e o saite O Antagonista, por terem divulgado suspeitas de ter ele recebido mesadas polpudas de sua ex-mulher. Em ato contínuo, escala o ministro Alexandre de Moraes para punir servidores da Receita Federal que estavam investigando um grupo de pessoas, dentre as quais, os escritórios jurídicos de sua mulher e, outro, da mulher do ministro Gilmar Mendes. Ou seja, o próprio STF levanta a suspeita, investiga, processa e julga. Os outros dois poderes são acessórios. Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, desengaveta, de uma hora para outra, o projeto de abuso de autoridades e, na calada da noite, coloca em votação, e o projeto é aprovado. Vetado em vários artigos, a própria Câmara se encarrega de derrubar os vetos, e um verdadeiro monstrengo vira Lei. O mesmo Rodrigo Maia comanda uma legislação de reforma eleitoral, que é um atentado à moralidade pública, que é aprovado. Tudo favorecendo ao vigarista, safado, corrupto, desonesto, criminoso.

Em resumo, a maior crise institucional, que o País está vivendo, é a que não está preocupando o cidadão comum, mas é a que mais prejuízo irá provocar a sociedade, enquanto povo. E o povo só se dará conta disso, tarde demais.

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