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Bolsonaro não descobriu, ainda, que o presidente da República é o líder da Nação

O presidente Jair Bolsonaro é um homem público decente, com uma carreira limpa em sua vida pública, sem o menor envolvimento da consagrada prática da corrupção, que levou o País ao cansaço de tanta mentira, tanta desonestidade, tanta falsidade, quer de seus dirigentes, quer de toda a máquina pública, em seus três níveis de governo. A Nação não suportava mais.

O povo queria mudar, mas lhe faltava alternativa. E nas alternativas que apostou foi enganado, traído, roubado. Mas, nem por isso, se desfez da esperança, da crença, da convicção de que um dia haveria de surgir um brasileiro com caráter, com dignidade, com capacidade de assumir, e honrar, compromissos com a sociedade nacional.

Eis que esse brasileiro começou a despontar em 2014, quando o eleitor do Rio de Janeiro o consagrou nas urnas, como o deputado federal mais votado do Estado e o terceiro mais votado do Brasil, com 464 mil votos. Os outros dois deputados mais votados do Brasil foram de São Paulo, Celso Russomano, com 1,524 mil votos, e Tiririca, com 1.016 votos.

Com tal votação para o seu sétimo mandato seguido de deputado federal, Jair Bolsonaro resolveu viajar pelo Brasil, apresentando-se como postulante a uma candidatura à Presidência da República, em 2018, com um discurso na Linha da Operação Lava Jato de combater a corrupção e o crime organizado. Foi o bastante para que sua ascensão fosse rápida, eis que bastou meia dúzia de viagens por Estados diferentes para logo começar a ser chamado de “mito”, passando, então, a despertar a atenção popular, em meio a críticas desdenhosas de lideranças políticas.Tanto, assim, que teve duas dificuldades para viabilizar sua candidatura, a primeira, a aceitação por um partido político, tendo batido de porta em porta, até que um partido nanico, o PSL, aceitasse o desafio da aventura de sustentar a pretendida candidatura presidencial, enquanto  a segunda dificuldade foi a escolha do candidato a vice, com algumas negativas aos convites até chegar ao nome que, na sequência, se revelaria o melhor de todos os que haviam sido consultados, e não aceitaram, o general Hamilton Mourão.

A campanha foi um passeio pelo Brasil, que apenas não se completou, pelo acidente havido com a tentativa de assassiná-lo em Minas Gerais. Mesmo hospitalizado, por conta das cirurgias que sofreu, sua campanha não perdeu intensidade, tamanha era a aceitação havida pela população, que se encarregou de, por conta própria, fazer segui-la, até a notável vitória. Um acontecimento que passa para a História, porquanto, se nada houve parecido no passado, poucas são as chances de que possa se repetir no futuro, podendo, isto sim, se repetir em 2022, na eventualidade de uma candidatura à reeleição, porque só Bolsonaro pode repetir Bolsonaro.

Eleito presidente da República, Bolsonaro tem sido fiel aos compromissos de campanha, especialmente, na moralização na administração pública, em meio a um discurso, que beira a ingenuidade, no respeito à independência dos Poderes da República, com ênfase para as ações do Parlamento, que tem se enveredado para a criação de leis que mais beneficiam a corrupção e o crime organizado, na contramão das bandeiras do governo, o que passou a estimular que coisa parecida passasse a ser adotada também pelo STF.

Falta ao presidente Jair Bolsonaro a compreensão de que, na condição de presidente da República, ele é o líder maior da Nação, com todo o direito, e mais que isso, o dever de exercitar o comando da base parlamentar de apoio ao seu governo, de modo a confrontar as forças do crime organizado, que se instalaram no Congresso Nacional.

É o único, e perigoso, grave defeito do governo de Jair Bolsonaro.

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