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Os corruptos da esquerda fazem aliança com os da direita para atacar a Lava Jato

No Senado Federal, um grupo de senadores não está conseguindo garantir 27 assinaturas num requerimento para criar a CPI da Lava Toga, que quer investigar ministros do STF, como Dias Toffoli e Gilmar Mendes. É que, de outro lado, há senadores falando em “normalidade democrática” para impedir a CPI da Lava Toga, a começar pelo próprio presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que tem como aliado o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, na missão de fazer pressão para a retirada de assinaturas do tal requerimento. Por três vezes, o senador Alessandro Vieira, que lidera esse movimento, viu frustrada sua luta pela investigação de ministros do STF.

Enquanto toda essa vistosa resistência se faz presente no Senado, na Câmara dos Deputados, a deputada Jandira Fegali, do PSol do Rio, não teve dificuldades para reunir 175 assinaturas, quatro a mais da exigência de 171 assinaturas, e protocolou, na quinta-feira, o requerimento de pedido da CPI para investigar a Lava Jato, com base nas gravações criminosas do The Intercept Brasil de mensagens entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Aliados do Palácio do Planalto, pelo que se vê, agora, pouco ou nada fizeram para barrar essa CPI, que vem se juntar às forças que estão se armando para combater o ministro Sérgio Moro e desestruturar a Lava Jato.

Diferentemente do Senado, na Câmara dos Deputados, uma vez protocolado o requerimento de pedido de CPI, nenhum deputado pode retirar a sua assinatura. Mesmo com esse dispositivo no Regimento Interno, há, pelo menos, quatro deputados que querem retirar suas assinaturas, por terem se dado conta de que a CPI é para combater o ministro Sérgio Moro, de quem se dizem aliados e defensores. Diante da impossibilidade regimental, anunciam que vão apelar para o deputado Rodrigo Maia para não instalar a CPI, o que parece pouco provável.

De uma hora para outra, ainda que tudo isso não seja coisa de agora, forças políticas adversárias se unem numa impressionante causa comum, a de combater a Operação Lava Jato, porque a Lava Jato investiga e prende corruptos e criminosos da esquerda e da direita. Justamente, por isso, corruptos e criminosos da esquerda e da direita estão jogando juntos, agora, para esse enfrentamento com o ministro Sérgio Moro e com a Lava Jato, em geral. Essa CPI tem o propósito de propor mudanças na legislação criminal, começando pela alteração da figura da delação premiada, que tem sido o grande trunfo da Lava Jato no avanço do combate a corrupção e no desmonte do crime organizado.

Mas, os bandidos da esquerda, unidos com os bandidos da direita, estão a demonstrar a capacidade de constituir uma grande força para acabar com quem quer acabar com eles, sem o menor escrúpulo, eis que contam com parceiros no próprio Parlamento e com simpatizantes da causa no STF e, neste finalzinho de mandato, com a ainda procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que pediu ao ministro Edson Fachin o arquivamento de cinco anexos da delação do empresário Léo Pinheiro, onde estariam sendo citados o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, um irmão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e figuras dos tribunais superiores. Por ironia, no seu discurso de despedida na quinta-feira, no STF, Raquel Dodge pediu ao STF para cuidar da independência do Ministério Público, cuja independência ela própria não sustentou.

Há coisa grave sendo programada, sem que se constate alguma reação à altura, de modo a salvar o País do banditismo do colarinho branco.

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