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É melhor esperar chegar o mês de outubro. O STF não pode se negar ao Brasil

É verdade que estamos atravessando um período delicado de incertezas no Brasil, por conta de composições que inspiram insegurança nos poderes da República. No Supremo Tribunal Federal, há um ministro que foi militante do PT, o partido que traiu a confiança do povo, que mais se apropriou do dinheiro público, que mais consentiu na expansão da corrupção e do crime organizado no País. Indicado para o STF, foi aprovado pelo Senado da República, jurando defender a Constituição e afirmando que passava a pertencer ao passado todo o seu histórico de vinculação partidária. Parece não ser esse o seu comportamento, mas tem a legitimidade do mandato que lhe foi conferido pela Câmara Alta do Congresso Nacional. Quem o indicou para o honroso cargo de ministro da Suprema Corte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encontra-se preso, por ter sido investigado, denunciado, julgado e condenado, na Operação Lava Jato, pela prática de crimes de corrupção. Não é um preso político; é, sim, um criminoso preso, cuja defesa tem inundado os tribunais com toda a sorte possível e imaginável de pedidos de revisão, de soltura, de anulação mesmo de sentenças condenatórias.

Na Câmara dos Deputados, o deputado Rodrigo Maia, seu presidente, tem tido uma postura de altos e baixos, sendo declaradamente contrário às proposituras do ministro Sérgio Moro, no aprimoramento da legislação criminal, para que o Estado possa, com mais força e eficiência, combater a corrupção e o crime organizado. Líder do grupo chamado Centrão, Rodrigo Maia está com o controle da Câmara dos Deputados em suas mãos.

No Palácio do Planalto, encontra-se o presidente Jair Bolsonaro, eleito com o discurso e o compromisso de promover grandes reformas, para recuperar a Economia do País, e de oferecer um combate duro a corrupção e ao crime organizado, começando por colocar um ponto final no balcão de negócios, que sempre ligou o Palácio do Planalto ao Congresso Nacional, na negociação de votos por troca de cargos, “com porteira fechada”, o que, historicamente, foi propício ao mundo da corrupção e do crime organizado, que a Operação Lava Jato tem se empenhado para desbaratar.

Mas, relativamente ao STF, há uma clara divisão entre os ministros, que tem produzido um desgaste sem precedente na História da Suprema Corte, justamente, pela atuação do grupo minoritário. Esse grupo, para todos os efeitos, considerado como de cinco ministros – Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Dias, Marco Aurélio e Ricardo Lewandoswki – tem demonstrado simpatia aos meliantes condenados pela Lava Jato, com notória indisposição às decisões tomadas pela Justiça Federal da “República de Curitiba”, denominação dada por Lula, enquanto usufruía de sua liberdade, como ex-presidente da República. Ele se dizia preocupado com o que estava acontecendo na “República de Curitiba”. Uma espécie de premonição.

Por fim, parece razoável apostar-se na grandeza dos outros seis ministros – Carmen Lúcia, Celso de Mello, Edson Fachin, Luiz Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber -, na preservação da Suprema Corte no caminho da defesa intransigente da Constituição Federal, de modo a não permitir que haja um comprometimento e um desfazimento de todo o avanço havido com a Operação Lava Jato, na inauguração de um novo tempo em que o corrupto está sendo levado a acertar contas com a Justiça, pouco importando o seu grau de importância social ou política, numa inusitada prevalência de que, de fato, a Lei é para todos.

Esses seis ministros, que tem garantindo a dignidade do STF, não haverão de manchar suas biografias, em desfavor da dignidade da Pátria, para favorecer os indignos e malfeitores que a tem desmerecido.

Esses honrados seis ministros constituem a última esperança da Pátria, na salvaguarda da moral de nossas instituições e da dignidade de nosso povo.

Um comentário em “É melhor esperar chegar o mês de outubro. O STF não pode se negar ao Brasil

  • setembro 13, 2019 em 09:46
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    SEI QUE O SR ADAIL É UM GRANDE JORNALISTA, ANTES DA INTERNETE , LIA SUAS MATÉRIAS NOS JORNAIS IMPRESSOS , QUANDO EM TEMPOS PASSADOS AI VIVI E ESTUDEI NA CIDADE DE PONTA GROSSA. SOU DE RESERVA FALE UM POUCO DA POLITICA DA NOSSA CIDADE, UM CERTA FAMILIA QUASE 50 , ANOS NO PODER . UM CERTO PREFEITO TEM 5, MANDATOS , EMBORA TENHA MÉRITOS COMO GESTOR PÚBLICO , PRECISAMOS RENOVAR O PODER SEMPRE QUE POSSIVEL , COM NOVAS LIDERANÇAS E IDEIAS , POIS DEMOCRACIA QUE SE PREZA , SE RENOVA , PELO MENOS DE VEZ EM QUANDO , AO LONGO DO TEMPO . UM ABRAÇO… PROF EDIMAR CARNEIRO RESERVA PR.

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