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Forma-se uma corrente no STF e outra na Câmara para combater Sérgio Moro

O ministro Sérgio Moro, que virou o símbolo da Operação Lava Jato enquanto juiz da 13ª Vara Criminal Federal em Curitiba, agora, virou o alvo preferido de um grupo de ministros do STF e de força representativa da Câmara dos Deputados, com o deputado Rodrigo Maia à frente, em duas frentes de ataque, no STF, anulações de sentenças de Moro, enquanto juiz, de modo a enfraquecer a Lava Jato; e na Câmara, esvaziamento do poder de Moro, como ministro, a fim de enfraquecê-lo, politicamente, de modo a levar o presidente Jair Bolsonaro a dar-lhe o mesmo destino que acaba de ser dado ao ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra. Mas, por razões muito diversas, eis que se Cintra foi mandado para casa por contrariar o presidente Bolsonaro, Moro corre o risco de deixar o governo por contrariar corruptos e criminosos, que encontram amparo no STF e na Câmara dos Deputados. E, naturalmente, com repercussões diferentes.

É preciso colocar as coisas em seus devidos lugares, diante da ameaça evidente que se anuncia contra os interesses da sociedade brasileira. Mais, contra o sonho, o desejo, a necessidade do povo em viver num país decente, onde o honesto tenha valor, bandeira desfraldada pelo ex-juiz e ministro Sérgio Moro, agora, transformado em alvo predileto dos que oferecem apoio e garantia aos corruptos e criminosos, tanto no STF, quanto na Câmara dos Deputados. Moro, definitivamente, é o inimigo público número um dos corruptos, dos bandidos, dos integrantes do crime organizado e seus simpatizantes. Tudo por ter mandado para a cadeia membros dessa organização diabólica, em especial, o mais ilustre deles, o ex-presidente Lula, que o STF avisa que vai soltá-lo, por considerar que Sérgio Moro, enquanto juiz, agiu com suspeição.

De outro lado, o STF reconhece que Lula nunca agiu com suspeição, nunca governou com suspeição, nunca roubou com suspeição, nunca deixou roubar com suspeição, nunca desbaratou a Petrobrás com suspeição, nunca fez o BNDES distribuir dinheiro para ditaduras sanguinárias com suspeição, em, troca de gordas propinas.

Desde que o ministro Dias Toffoli deixou a Segunda Turma para assumir a presidência do STF, havia certa normalidade nas decisões da Segunda Turma, com os três votos normais dos ministros Carmen Lúcia, Celso de Mello e Edson Fachin contra os votos dos ministros simpatizantes dos investigados pela Lava Jato Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Entretanto, a coisa começou a se alterar, com uma inimaginável mudança de postura da ministra Carmen Lúcia, que se junto a Gilmar e a Lewandowski, na anulação da sentença de prisão ao ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás Aldemir Bendine, anunciando-se, agora, que outra inimaginável mudança está a caminho e que seria do ministro Celso de Mello, na mesma direção tomada pela surpreendente ministra Carmen Lúcia.

Se isso tudo ficar confirmado, no outubro que promete ser negro pela pauta a ser estabelecida nas votações do STF, pelo ministro Dias Toffoli, o Brasil vai ter na insegurança jurídica uma norma jurídica, pela espetacular inversão de valores, com uma ampla abertura de espaço para se discutir o Direito, na sua mais fantástica capacidade de abrigar alterações radicais de comportamento de ministros da Suprema Corte, tudo dentro da legalidade e no maior respeito a Constituição…

Com isso, teremos o reconhecimento do crime e a proclamação da validade do crime, trazendo, de vez, para a atualidade a célebre sentença do grande Rui Barbosa sobre a desonestidade: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

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