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Bolsonaro parece ter trocado Sérgio Moro por Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre

A conversa de ter havido um acordão, entre o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, parece fazer sentido, porque o Brasil dá mostras de estar perdendo. E sempre que o Brasil perde, é porque há acordões em Brasília, envolvendo as principais autoridades da República. Esse acordão de agora envolve os presidentes dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. E isso é muito sério e muito grave, porque a razão disso tudo não está em nenhum projeto de interesse do País, mas envolve, como parece claro, interesses pessoais, pouco ou nada republicanos, dos presidentes envolvidos.

O presidente Jair Bolsonaro se elegeu para o Palácio do Planalto em cima do extraordinário programa de trabalho da Operação Lava Jato, no combate a corrupção e ao crime organizado, com uma associação à promoção de reformas para modernizar o Estado Brasileiro, o que, de certa forma, está andando. Em relação ao combate a corrupção e ao crime organizado, Bolsonaro, com o aplauso da Nação, levou para o Ministério da Justiça o juiz que virou símbolo da Lava Jato, Sérgio Moro, que renunciou a uma carreira vitoriosa na Magistratura, de 22 anos, para, no Ministério da Justiça, poder contribuir, ainda mais, para a guerra contra os ladrões e bandidos que assaltam os cofres públicos, num escandaloso processo que envolve as três esferas de poder no Brasil. Foi essa a grande e única motivação de Sérgio Moro, um brasileiro honrado e decente, para mudar de vida, estando a valorizar o governo de Jair Bolsonaro, tanto quanto Paulo Guedes, no comando do Ministério da Economia.

Em fevereiro, o ministro da Justiça foi ao presidente da Câmara dos Deputados e fez a entrega de um pacote de medidas a ser votado, que passou a ser chamado de “pacote anticrime”, por conter medidas duras

no combate aos corruptos e aos integrantes do crime organizado. Uma semana depois, o presidente Jair Bolsonaro foi ao mesmo Rodrigo Maia e levou o projeto da reforma da Previdência Social. Aos trancos e barrancos, a reforma da Previdência Social andou na Câmara dos Deputados, tendo o projeto sido aprovado e que, agora, se encontra no Senado, onde já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. Cumprindo tramitação legal, deve ser aprovado pelo Plenário do Senado, em outubro.

Entretanto, o pacote anticrime de Sérgio Moro não andou. E no pouco que andou já se encontra desfigurado, não se observando nenhum esforço do Palácio do Planalto para fazer valer o endurecimento da legislação criminal, razão maior de Sérgio Moro ter deixado a Magistratura e assumido o Ministério da Justiça. É que os bandidos não querem o pacote anticrime de Sérgio Moro. Especialmente os bandidos que são tratados de “excelências”.

Em meio a tudo isso, de repente, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, em atenção a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro faz parar o processo que o senador responde, por conta de coisas mal explicadas ao tempo em que foi deputado estadual, no Rio de Janeiro. E Dias Toffoli usou o filho de Jair Bolsonaro para se defender também e mais figuras de proa da República, proibindo que o antigo Coaf, a Receita Federal e o Banco Central forneçam informações de movimentação financeira suspeita a qualquer órgão investigador, sem autorização judicial. Golpeou a Operação Lava Jato.

Bolsonaro dá um fim no Coaf e cria a Unidade de Inteligência Financeira no Banco Central, anuncia mudanças na Receita Federal e no comando da Polícia Federal, sem a menor satisfação ao ministro Sérgio Moro, que vem sendo constrangido, em público, pelo próprio presidente da República.

É possível que a cabeça do ministro Sérgio Moro seja o preço do tal acordão, entre os presidentes dos três poderes da República. Com sério e grave prejuízo para o Brasil. Mas, com gritos de vivas pelos corruptos e membros do crime organizado. Pelos criminosos chamados de excelências.

Se Sérgio Moro sair do governo, o povo vai ficar com Sérgio Moro e contra Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli. E Bolsonaro nunca mais será o mesmo. Ficará com as novas companhias que escolheu. Sem Moro e sem o povo.

 

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