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Lula chama Moro de ladrão, e Renan diz que Lava Jato é sindicato do crime

Está tudo combinado e perfeito para o golpe fatal na Operação Lava Jato. Enquanto a defesa de Lula continuou cumprindo o seu papel elocubrativo com recursos protocolados no STF, e o próprio STF, por meio de seu presidente, Dias Toffoli, se encarregou de secar a fonte preciosa de informações da Lava Jato, proibindo o Coaf, a Receita Federal e o Banco Central de passar informações sem autorização judicial, surgiu a divulgação das mensagens, criminosamente gravadas, entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Lato. Inicialmente no saite do The Intercept Brasil. Porém, dado o pequeno alcance do saite do vigarista americano, o crime organizado resolveu ampliar a divulgação, por meio da revista Veja e do jornal Folha de S. Paulo, com repercussão na Rede Globo de Televisão. E se valeram até do El País, da Espanha, para dar uma certa repercussão internacional ao objetivo da inviabilização da Lava Jato. E o último tiro, com efeito de ser certeiro, partiu do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, com uma articulação comprometedora para, num espetáculo de incrível rapidez, ter aprovado o projeto do abuso de autoridade, que estava na Câmara e já ter sido aprovado no Senado. Por que Rodrigo Maia, se mais honesto e mais brasileiro, não faz o mesmo em relação ao projeto do fim do foro privilegiado, também já aprovado pelo Senado e que se encontra numa gaveta qualquer da Câmara dos Deputados? Ah, mas essa matéria não interessa ao pessoal do crime organizado, que se encontra na Câmara!…

Estabelecido esse clima de ataque final, no STF e no Conselho Nacional do Ministério Público Federal estabelecem-se agendas para julgamento, no STF, de Sérgio Moro, e, no CNMPF, de Deltan Dallagnol. Para atender Lula, que chama Sérgio Moro de ladrão, e Renan Calheiros, que está chamando a Lava Jato de sindicato do crime.

Curiosamente, neste mesmo momento em que se dá esse ataque, que tem tudo para ser fatal a Lava Jato, estão sendo divulgados trechos de depoimentos da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, com graves e insuspeitas revelações, mas que não alcançam a mesma repercussão dos feitos que partem do pessoal do crime organizado. E Palocci é uma fonte conhecida, que participou do palco dos grandes acontecimentos da roubalheira do PT, de Lula e de Dilma no Palácio do Planalto. Palocci está contando crimes dos quais participou, enquanto as gravações criminosas tentam desmoralizar, justamente, as autoridades que combatem a corrupção e o crime organizado. E o STF e o CNMPF parecem mais interessados nas tais gravações criminosas, que, a rigor, não podem ter força de prova, É que o crime organizado cuidou de plantar raízes em todos os compartimentos da chamada sociedade civil organizada. E em todos os compartimentos da organização da República.

Há vozes condenando Sérgio Moro e Deltaln Dallagnol por terem trocado mensagens, em relação aos casos da Lava Jato. Entretanto, não há um único registro em que Moro e Dallagnol tratem de interesses pessoais, de vigaristagem, de investigação em cima de quem possa lhes render vantagem financeira. Não. Tudo o que já foi divulgado e do venha a ser ainda divulgado se restringe ao propósito maior da Operação Lava Jato, no combate a corrupção e ao crime organizado. “Ah, mas Moro, como juiz, não poderia conversar com Dallagnol!”, acusam os críticos estrelados de Brasília, detentores de mandatos. Mas, interessante que ninguém desse mesmo povo diz que “Lula, como presidente da República, não podia roubar”. E que “Renan Calheiros, como senador e mesmo Presidente do Senado, não poderia roubar!”. Lula e Renan podiam roubar; quem não podia combinar ações para combater ladrões, como Lula e Renan, eram Moro e Dallagnol.

Antes que Rodrigo Maia preste outro favor ao crime organizado seria desejável que as vozes das ruas se façam ouvir, novamente. E pra já e com endereço certo, o STF e Rodrigo Maia.

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