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Rodrigo Maia, na Câmara, e ministros do STF ameaçam o combate a corrupção

A mobilização popular, que elegeu Jair Bolsonaro para presidente da República, precisa voltar para as ruas, porquanto é preciso haver uma nova e grande manifestação popular para a defesa da democracia, eis que o STF, nas mãos de Dias Toffoli, e a Câmara dos Deputados, nas mãos de Rodrigo Maia, constituem, hoje, a maior ameaça as nossas instituições, uma vez que, tanto Toffoli, quanto Maia, são figuras que não exibem compromisso com a República, com o povo brasileiro, com a garantia da moralidadena administração pública.

Como admitir essa última criminosa iniciativa do deputado Rodrigo Maia, ao articular, de uma hora para outra, a aprovação do tal projeto de abuso de autoridade, se valendo da proposição elaborada pelo senador Renan Calheiros, enquanto ainda presidia o Senado. Renan Calheiros é produto do governo de Collor de Mello e tem, hoje, uma meia dúzia de processos no STF, todos por corrupção. E, valendo-se da certeza de que o STF nunca fará andar esses processos, se autorizou, por sentimento de pura vingança, a levantar essa questão de abuso de autoridade para reprimir, justamente, autoridades que o fiscalizam e fiscalizam seus comparsas da corrupção e do crime organizado, onde quer que ele funcione. Como no Congresso Nacional, por exemplo. Ou mesmo no STF, quando se vê tomadas de iniciativa de Dias Toffoli ao abrir processo contra a revista Crusoé e tentar intimidar o saite O Antagonista, com pronta e prestativa ajuda do ministro Alexandre de Moraes. Mais, afastar servidores da Receita Federal e determinar que a própria Receita, o Coaf e o Banco Central não prestem mais informações de movimentação financeira de ladrões e criminosos, sem, antes, haver uma consulta ao Poder Judiciário. Vale a pergunta: Que juiz vai autorizar uma investigação da movimentação financeiras das contas bancárias da advogada Guiomar Feitosa Mendes, mulher do ministro Gilmar Mendes, e da também advogada Roberta Maria Rangel, esposa do ministro Dias Toffoli? Ora, impedir que instituições do Estado, como a Receita Federal, o Coaf e o Banco Central forneçam informações de suspeitas de crime aos órgãos de investigação criminal do próprio Estado Brasileiro é uma demonstração inequívoca de favorecer o próprio crime, de retardar o poder da investigação do Estado, de dificultar o combate a corrupção e ao crime organizado.

E tudo isso está a acontecer, de forma agora mais concentrada, para desmobilizar a Operação Lava Jato, comprometer o ministro Sérgio Moro, que virou o símbolo nacional de tão notável movimento de combate a corrupção e ao crime organizado, da mesma forma, como desacreditar o procurador Deltan Dallagnol, outra figura extraordinária da frente da guerra aberta aos criminosos do Brasil, estejam aonde estiverem.

No STF, o combate a Lava Jato fica claro nas decisões de ministros como Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, enquanto na Câmara dos Deputados está o seu presidente, o deputado Rodrigo Maia, que comanda uma boa parte dos 513 deputados, muitos dos quais com razões de sobra para participar do esforço de desmontar a Lava Jato. Não custa lembrar, que o próprio deputado Rodrigo Maia já foi citado na Lava Jato, como seu pai, César Maia, por recebimento de dinheiro de caixa dois em campanhas eleitorais.

Se temos nos ministros citados a garantia da insegurança jurídica no País, temos, na Câmara dos Deputados, a certeza do perigo que representa o deputado Rodrigo Maia para o avanço das atividades das instituições que se dedicam a combater a corrupção e o crime organizado.

As ruas, portanto, precisam voltar a ter vozes. E agora, com clareza, aos ministros citados do STF e ao presidente da Câmara dos Deputados. As ameaças a Lava Jato se dão, no STF, à luz do dia e, na Câmara, no silêncio da noite. Assim, temos a obrigação de uma vigilância de 24 horas por dia.

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