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Moro queria o Coaf para o combate ao crime organizado. Mas a Câmara negou

A Câmara dos Deputados aprovou a reforma da Previdência Social, cumprindo o dever de legislar em favor dos interesses do povo brasileiro. É para defender os interesses do povo brasileiro que existem o Poder Legislativo e o Poder Executivo, enquanto o Poder Judiciário tem a obrigação de cuidar do equilíbrio desses dois poderes, zelando pelo bom funcionamento da República. Mas, a Câmara dos Deputados não tem tido um comportamento retilíneo, porquanto tem reagido ao projeto central do governo do presidente Jair Bolsonaro de combate a corrupção e ao crime organizado, em meio ao compromisso de respeitar as atribuições do Parlamento e de pedir respeito às atribuições do Poder Executivo, como o de nomear os ocupantes de cargos em toda a hierarquia da estrutura de sua máquina administrativa. Sem negociar cargo por voto, uma das grandes fontes da corrupção no Brasil. Contra o que boa parte dos deputados reage.

E essa luta do governo do presidente Jair Bolsonaro de combater a corrupção e o crime organizado não tem encontrado a devida parceria nem no Poder Legislativo, nem na Suprema Corte, o que parece impressionante, porquanto a agenda de combater a roubalheira do dinheiro público e a existência do crime organizado deveria ser comum entre os três poderes da República. Entretanto, o STF, por parte de três ou quatro ministros, tem dificultado no que pode – e pode muito – a ação da Operação Lava Jato, que tem o apoio de toda a sociedade nacional. Só não apóia a Lava Jato o bandido, o ladrão do dinheiro público, o criminoso, justamente, por serem todos os eles a razão de existir da Lava Jato, que é o mais festejado instrumento de ação pública em favor dos legítimos interesses da sociedade brasileira. E, para espanto das pessoas bem formadas, ministros do STF, como o próprio presidente da Corte, Dias Toffoli, e Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes têm promovido intervenções que clamam por uma pronta barreira de parte da instituição que tem esse dever constitucional, mas que se mantém omissa e indiferente, que é o Senado Federal. E essa omissão e essa indiferença fazem sentido na constatação de que o Senado abriga senadores que têm contas a ajustar com a Justiça. E se são devedores também do caráter da moralidade pública, como poderão se insurgir contra seus próprios julgadores, os ministros do STF, alguns tão iguais a eles.

Na guerra aberta contra a corrupção e o crime organizado, por parte da Operação Lava Jato, os procuradores da República que compõem o cerne da Lava Jato organizaram uma proposta de lei, com dez artigos, para reforçar o arsenal legal para o combate ao mundo do crime. Entretanto, a Câmara dos Deputados, ao apreciar a proposição, desfigurou-a por completo, eis que o projeto da moralização era uma ameaça clara a muitos deputados, tão criminosos quanto os criminosos sem mandato de representação popular. E a sociedade nacional fica a se perguntar como pode o País conquistar a cultura da moralidade pública se há uma forte resistência a tudo isso em dois dos três poderes da República? Até o governo passado, a resistência era nos três poderes. Com Jair Bolsonaro na Presidência da República, a resistência está no Poder Judiciário e no Poder Legislativo, porquanto o presidente Jair Bolsonaro, que fala bobagens, mas não as pratica, nem é um homem público desonesto, determinou ao seu governo que é proibido roubar. A palavra corrupção, tão corriqueira nos governos civis, a partir do regime militar, com ênfase nos governos de Lula, de Dilma e de Temer, desapareceu no governo de Bolsonaro. Mas, ninguém fala disso, ninguém procura enfatizar esse ponto positivo de Bolsonaro. É que não interessa valorizar as virtudes de Bolsonaro; só seus destemperos verbais.

Aliás, o seu ministro da Justiça, o respeitado ex-juiz que deu notoriedade e prestígio à Operação Lava Jato, Sérgio Moro, quis o Coaf sob sua guarda no Ministério da Justiça, para, com mais facilidade, quebrar as pernas do crime organizado, tendo prontas as informações de movimentação irregular de dinheiro nas instituições financeiras do País, mas foi impedido, pela Câmara dos Deputados, para preservar os membros do crime organizado que possuem mandato de representação popular.

Assim, a Câmara dos Deputados, que aprova da reforma da Previdência Social, é a mesma que dificulta o combate a corrupção e ao crime organizado. Ao lado de ministros da Suprema Corte.

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