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Juíza só pode mexer com Lula com autorização do STF, do PT e da oposição?

O episódio da transferência do ex-presidente Lula da confortável sala de alto comando da Polícia Federal de Curitiba para São Paulo mostrou a instabilidade e parcialidade do Poder Judiciário, em especial, do STF, que tem na figura do preso Lula a sua maior e absoluta prioridade. Até parece que o STF não tem mais nada importante e prioritário para atender, que não seja recurso de Lula, o mais santo de todos os santos, o mais inocente de todos os inocentes, o mais injustiçado de todos os injustiçados. Impressiona o fato de o STF não mandar os recursos de Lula para a interminável fila de recursos de outros pacientes da Justiça Brasileira, muito mais inocentes diante do criminoso-mor do Brasil.

E o curioso é que tem gente que continua denunciando e criticando a Justiça por ser lenta demais… Entretanto, o STF é de uma agilidade ímpar, que ninguém reconhece e aplaude… Eis que, no mesmo dia em que uma juíza, em Curitiba, determina a transferência de Lula do aconchego da sala de alto comando da Polícia Federal para São Paulo, e um juiz em São Paulo manda que Lula vá para a Penitenciária de Tremembé, tudo pela manhã, logo ao início da tarde, por dez votos a um, o STF manda que Lula permaneça do seu bem-estar curitibano. Tudo sem o menor constrangimento aos olhos da Nação, que não compreende como possa a Suprema Corte dispensar atendimento especial, especialíssimo, a quem, no exercício do cargo de presidente da República, cometeu os maiores crimes de corrupção e permitiu, participou, estimulou a expansão do crime organizado, em todo o País, com sérias conseqüências para o cidadão comum, o trabalhador, o brasileiro honesto e cumpridor de suas obrigações.

O STF, que teria a obrigação de valorizar o Poder Judiciário, deu, de público, um puxão de orelha na juíza de Curitiba, que agiu estritamente no cumprimento de um dever, e de um juiz de São Paulo, igualmente, correto na decisão que tomou, em mandar para uma penitenciária um grande criminoso. Com o claro recado de que, para mexer no bem-estar do bandido Lula, será preciso, primeiro, perguntar às suas excelências do STF, ao PT e aos deputados de oposição em Brasília. E para melhor entender esse aparato de cuidado com Lula, vale registrar a manifestação do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, que, diante das decisões tomadas para a transferência do condenado que mais confusão tem provocado em Curitiba, reagiu, dizendo “nós não concordamos”. Simples e direto, assim. Mas, quem é o “nós” de Okamoto? O instituto, que ele preside, o PT, o crime organizado? O que explica tamanha arrogância e afronta à Justiça, por parte de um cidadão, que tem toda a confiança do preso que mais assaltou e permitiu que assaltassem o dinheiro do povo brasileiro? Como pode alguém, que também tem contas a acertar com a Justiça, proclamar do alto de sua imponência solidária com o preso nós não aceitamos? E ninguém contestar, ninguém advertir, ninguém responder?

Ah, é preciso pedir desculpas, porque houve resposta, sim. O tal do Paulo Okamoto protestou de manhã, e logo, no início da tarde, dez dos onze ministros do STF proibiram a transferência de Lula. Só não se sabe se alguém do STF telefonou para Okamoto para lhe tranqüilizar, dizendo “oh, companheiro, estamos aqui!…”

Mais, é preciso registrar, também, o pronto atendimento do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, a um apelo de um grupo de deputados da oposição, telefonando para o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para que abrisse um espaço urgente em sua agenda para atender um desesperado grupo de deputados, que também, como Okamoto, não aceitava que trocassem a sala de alto comando da PF de Lula por uma dependência humilhante em uma penitenciária. E Toffoli atendeu e os deputados protestaram e o STF deu a palavra final: Ninguém mais mexe com Lula, sem expressa ordem nossa…

 

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