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Bolsonaro preferiu liberar emendas a entregar ministérios

A deputada federal Bia Kicis, do PSL de Brasília, entrevistada pela revista Crusoé, e convidada a fazer um balanço do governo de Jair Bolsonaro, começou a dizer que “eu levanto todos os dias, e a primeira coisa que eu faço é agradecer a Deus por Jair Bolsonaro ser o presidente do Brasil”, emendando com uma indagação: “Já pensaram se fosse o segundo colocado?”, nas eleições presidenciais de 2018, que foi o ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, indicado por Lula.

E ela poderia ter acrescentado em sua oração de agradecer a Deus, “todos os dias, por Jair Bolsonaro ser o presidente do Brasil”, “apesar de todos os seus defeitos”. Sim, porque enquanto os defeitos de Jair Bolsonaro são alguns escorregões, especialmente no falar e em algumas decisões precipitadas, nem de longe, muito longe, da Terra a Marte, se assemelham a práticas de improbidade administrativa e de assalto a dinheiro público, como consta do histórico dos petistas mais reluzentes, a começar pelo padrinho do próprio Haddad, que, suspeito, foi investigado, acusado, processado, condenado e se encontra preso, por ser o criminoso-mor do mundo da corrupção e do crime organizado no Brasil, chamado Luiz Inácio Lula da Silva.

A corrupção, naturalmente, não foi inventada pelo Lula, enquanto presidente da República, porque ela existe desde que o Homem foi colocado na Terra. Entretanto, está provado e demonstrado que Lula foi o maior impulsionador da corrupção transformando o partido que criou, o PT, não propriamente num partido político, mas, sim, numa organização criminosa, porque, fiéis a orientação do chefe, todas as suas principais figuras, ou já estão presas, ou já estão denunciadas, ou, no mínimo, estão sendo investigadas.

Na transição do regime militar para o regime democrático, em 1985, todos os presidentes, sem exceção, a começar por José Sarney, que virou presidente com a morte de Tancredo Neves, que, sequer, chegou a ser empossado, o Palácio do Planalto foi loteado com a oferta de cargos para os partidos políticos, em troca da garantia de apoio no Congresso Nacional. O PT, em seus quatro períodos de governo, foi recordista absoluto, porque nomeava ministro que, sequer, era conhecido do presidente da República, ou da presidenta da República. E assim foi, também, no período de Michel Temer, que assumiu o Planalto com o impeachment de Dilma Rousseff. E foi esse “presidencialismo de coalisão” que produziu o extraordinário espetáculo de corrupção, que foi, não apenas o maior da História do Brasil, mas do Mundo, pelo fato de não se ter notícia de tamanha roubalheira do dinheiro público em qualquer outra democracia de algum país dos sete continentes.

Agora, na votação do primeiro turno da reforma da Previdência Social, no dia 10 do corrente, o presidente Jair Bolsonaro foi acusado de estar praticando o famoso “toma lá, dá cá”, porque estava liberando emendas parlamentares. Emendas parlamentares, que o Parlamento as transformou em impositivas, e que são, por isso, mesmo, legais e morais. E a Grande Imprensa, com ecos nas manifestações de parlamentares de oposição, não se cansa de acusar e bater no Palácio do Planalto, vendo nisso um traço da velha política. Olha só que cinismo!

Bolsonaro não entregou ministério a nenhum partido político e prometeu, na campanha, que aboliria o balcão de negócios, ou seja, que não trocaria votos no Parlamento por entrega de cargos no governo. Prometeu e cumpriu. E tem sido criticado, por isso, mesmo.

Elaborou a proposta da reforma da Previdência Social, foi à Câmara dos Deputados, no dia 20 de fevereiro, e entregou dito projeto ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, na presença do presidente do Senado, senador David Alcolumbre.

E, desde então, passou a dizer que “a bola está com o Parlamento”. E continua com o Parlamento. E sempre falou também que cabe ao Parlamento mudar, aperfeiçoar a proposta. Nada igual a tudo o que de diferente se fez nos governos passados. Especialmente, nos governos do PT.

A deputada Bia Kicis está coberta de razão, portanto.

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