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O Planalto não tem articulação política, o que permite a Maia “comandar a República”

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem propósitos claros e definidos, em favor de mudanças profundas que tornarão o País mais atraente para investimentos e mais justo para com o seu povo. Entretanto, esse vistoso conjunto de boas intenções esbarra na cultura da malandragem política, que não comunga com os sadios propósitos do presidente da República. Esse é o ponto central de todas as discussões dos grandes temas nacionais, que, pelo que parece, não foi ainda entendido pelo presidente Jair Bolsonaro, que costuma dizer que “a bola está com o Parlamento”, querendo, até mesmo, ser gentil com o Parlamento. E, aliás, tem se excedido em dar demonstrações de apreço ao Parlamento, chegando mesmo a visitar o Legislativo fora de agenda. De sua parte, o Parlamento não dá mostras de reconhecimento a esse gesto de boa vontade do chefe do Poder Executivo. Acontece que o Parlamento não está na mesma sintonia em que se encontra o chefe da Nação, que saiu vitorioso de uma eleição muito diferente em sua forma de campanha, em que fez prevalecer o seu discurso de compromissos com bandeiras caras a sociedade, como o combate a corrupção, ao crime organizado, ao chamado “toma lá, dá cá”, nas relações do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional. Só que boa parte dos mentores do tal sistema do “toma lá, dá cá” se reelegeu, no velho sistema do balcão de negócios, em que prevalece o compromisso de corresponder ao financiamento da campanha com favores do Poder, por meio de partilhas desse Poder. E Bolsonaro discursou romper com tudo isso, sem combinar com  os mentores desse proceder velhaco e antipatriótico.

É esse meio de campo embolado que está travando as ações do governo federal e nada indica que possa ser diferente, porque, na ingenuidade do presidente Jair Bolsonaro em deixar “a bola com o Parlamento”, ele imaginava que o Parlamento pudesse estar tão comprometido com o seu programa de reformas institucionais, econômicas e políticas, tanto quanto ele. Acreditou que os deputados Rodrigo Maia e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, por exemplo, tivessem a mesma grandeza de propósito, para com o Brasil. Nunca passou pela sua cabeça que o deputado Paulinho da Força, que é uma das figuras principais do chamado Centrão, que tem o comando de Rodrigo Maia, pudesse dizer que a reforma da Previdência Social não pode acontecer, de acordo com o projeto do governo, porque, se assim for, Bolsonaro será reeleito, em 2022. E, para ele, como para o grupo de parlamentares do Centrão, Bolsonaro não pode ser reeleito, porque Bolsonaro não convém aos interesses do grupo, que quer a parte que imagina lhe pertencer do Poder. E, por incrível que pareça, o Palácio do Planalto dá claras demonstrações de não ter ainda se convencido de que a Câmara dos Deputados, por meio do Centrão, é a grande adversária do Palácio do Planalto, nos projetos de transformação política, econômica e social que o governo sonha implantar no Brasil.

Enquanto o governo do presidente Jair Bolsonaro sonha em implantar tais reformas, indispensáveis à superação da crise a que o País foi levado, o Centrão, pela liderança do deputado Rodrigo Maia, coadjudado pelo deputado Paulinho da Força, pensa nos benefícios dos parlamentares do próprio grupo, por meio da reconquista da divisão de poder, de modo a poderem nomear ministros, diretores, dirigentes de autarquias e empresas públicos, para alcançar os fins nada republicanos, pouco ou nada se importando com as carências e necessidades  da população brasileira.

É como diz o senador Oriovisto Guimarães, como pode um deputado de 74 mil votos, referindo-se a Rodrigo Maia, comandar a Nação, ignorando o poder de senadores, como ele, de três milhões de votos, major Olímpio, de São Paulo, que fez 9 milhões e outros tantos senadores.

Pior, o deputado de 74 mil votos tem peitado o presidente Jair Bolsonaro, que fez 58 milhões de votos. Eis a dimensão do problema do Brasil, que o Palácio do Planalto precisa reconhecer.

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