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Os que querem ver o sangramento de Moro são os que se opõem a Lava Jato

De repente, o ministro Sérgio Moro vira réu e precisa ser afastado do Ministério da Justiça, enquanto Lula se torna herói e deve ser solto. E os recursos por sua liberdade são examinados, em meio a esse clima de tensão, pelo STF. Extraordinário esse jogo de cena que a esquerda consegue difundir, se valendo do amplo espaço que possui na Grande Imprensa. Para contestar tudo isso, é preciso que as vozes da sociedade se levantem e proclamem que o ministro Sérgio Moro é o herói da moralidade e do combate aos corruptos e criminosos do País, como Lula, José Dirceu, João Vaccari Neto, Antonio Palocci, Eduardo Cunha, Michel Temer e, por aí, segue.

E ganha força a idéia de que tudo faz parte de uma grande orquestração para, antes de tudo, desgastar e comprometer a figura do ministro Sérgio Moro, com o propósito de forçar uma saída dele do governo, de modo que o projeto do combate a corrupção e ao crime organizado perca força, e Moro seja tirado de campo. Ao mesmo tempo, a esquerda organizada e orquestrada espera desgastar a Operação Lava Jato, com a investida contra o procurador Deltan Dalagnol. E tudo isso reforça a idéia da força do crime organizado, pois, gravações de dois, três anos atrás, ficaram armazenadas à espera de um momento estratégico para serem divulgadas, de modo a criar um clima favorável aos objetivos centrais, quais sejam, o de atacar Sérgio Moro, desgastar a Operação Lava Jato e atingir o governo do presidente Jair Bolsonaro, no instante estratégico da votação da reforma da Previdência Social.

O ministro Sérgio Moro passa pelo seu maior desafio, pois, mesmo sendo uma figura honrada e acatada em todo o Brasil, precisa provar que é honrado e que presta um serviço decente ao Brasil. E esse desafio vai se dar, nem tanto na sua ida ao Senado da República, onde o debate até poderá ser produtivo, mas na Câmara dos Deputados, onde o debate haverá de ser emocional e ideológico, ganhando força a presença de parlamentares petistas, como Gleisi Hoffmann, Zeca Dirceu e Maria do Rosário, que devem partir para o ataque pessoal e desrespeitoso.

Se, na Itália, o crime organizado matou o juiz Giovanni Falcone, comandante da Operação Mãos Limpas, que inspirou a Operação Lava Jato, aqui, no Brasil, o crime organizado, diante dos cuidados especiais de segurança que cercam os integrantes da Lava Jato, fez a opção por estratégias perseverantes de críticas, acusações e denúncias a membros da Lava Jato, como se revelam agora, fazendo até com que o STF esteja a apreciar questões caras a Lava Jato, como a condenação em Segunda Instância, por exemplo. E um julgamento em meio a um clima que pretende ver desgastadas as principais figuras da Operação Lava Jato, como ex-juiz e ministro Sérgio Moro e o procurador-chefe Deltan Dalagnol.

E o governo, ao contrário de se retrair, precisa assumir, de frente, a defesa de seu ministro da Justiça, porquanto está mais do que claro que é uma reação orquestrada do crime organizado para impedir o avanço das ações do governo no projeto do combate a corrupção e ao crime organizado. Desgastando e derrubando Sérgio Moro, o crime organizado cantará vitória, pois o governo não terá outro ministro da Justiça, com força e prestígio para levar avante a tramitação do projeto anti-crime.

A propósito, como anda a tramitação desse projeto do ministro Sérgio Moro? Ou alguém duvida de que a má vontade com essa matéria nada tenha a ver com o crime organizado?…

Esse ataque, de agora, merece ter resposta à altura, diante da ameaça da desmoralização das instituições democráticas, eis que o ministro Sérgio Moro não é mais uma pessoa física comum, ele é a grande figura do combate a corrupção e ao crime organizado no Brasil. Ou seja, ele é uma instituição da moralidade pública.

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