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O povo da esquerda já está invertendo os papéis; Moro não é réu, é vítima

É natural que essa questão do vazamento de conversas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dalagnol, interessa, e muito, à oposição, eis que os dois principais personagens da Operação Lava Jato foram os maiores justiceiros a combater os corruptos do PT e de outros partidos, mas do PT, em especial, eis que se encontram presos o ex-presidente Lula e ex-ministro José Dirceu, figuras caras ao petismo, eis que ambos encarnam o próprio PT.

De juiz para ministro da Justiça, e ministro com poder e força para combater a corrupção e o crime organizado, Sérgio Moro passou o ser o alvo preferido do mundo do crime organizado, que está avisando que está pronto para a guerra, ao tornar públicas conversas do ex-juiz com o chefe da Procuradoria da República, na Operação Lava Jato. Gravações ilegais, criminosas, diga-se de passagem, mas graves ao ponto de provocar um princípio de crise, porquanto favorece todos os opositores da Lava Jato, como os ministros Ricardo Levandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio, que não perderam a oportunidade para, rapidamente, registrar suas posições, diante do fato novidadeiro da segunda-feira.

Considerando que essa ação criminosa, primeiro, da gravação, e, agora, da divulgação das conversas entre Moro e Dalagnol, atinge a República, parece evidente que a preocupação maior deveria ser com a investigação sobre a origem de tudo isso, porque é forçoso o dever de todas as autoridades conseqüentes da República se empenhar pelo desbaratamento da estrutura criminosa desse poder paralelo, que, dada a omissão dos governos passados, acabou por se fortalecer e se espraiar por toda a sociedade nacional e, o que é mais preocupante, em toda a estrutura de poder no Brasil, dos municípios, passando pelos Estados e, em especial, pela República. É um mal que ameaça o próprio regime democrático. E, curiosamente, se observa uma pressa de se julgar o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dalagnol, como se eles merecessem ser considerados réus, e não vítimas, dessa armadilha, cujo objetivo é claro, como a luz do dia, eis que desacreditando o ministro Sérgio Moro, enfraquece o governo do presidente Jair Bolsonaro, na área específica do combate a corrupção e ao crime organizado, da mesma forma, como fere a Operação Lava Jato, com a tentativa de emparedar, também, o procurador Deltan Dalagnol e outros procuradores.

O desvio do foco principal dessa ação portentosa do crime organizado só ajuda o próprio crime organizado, que agiu, naturalmente, de caso pensado, não devendo parecer mera coincidência toda a ação orquestrada que vem se verificando, inclusive, do chamamento do ministro Sérgio Moro para ser ouvido no Senado e na Câmara, da estranhíssima e rápida representação do PDT contra Sérgio Moro junto ao Conselho Nacional de Justiça, assim como, a pronta provocação para uma manifestação do Conselho Nacional dos Procuradores da República para punir o procurador Deltan Dalagnol. O crime organizado fez gravações ilegais, imorais, criminosas, aguardou um momento especial para a divulgação de parte dessas conversas e, agora, por meio de seus agentes espalhados na estrutura de poder se esforça para criminalizar as vítimas, de modo a enfraquecer o governo e a colocar sob suspeita a Operação Lava Jato.

A quem interessa tudo isso? Somente aos corruptos e aos membros do crime organizado, sejam os que já foram punidos, sejam para os que estão na fila da punição, eis que tudo é uma ação orquestrada, solidária mesmo, porque o mundo do crime cultiva, sim, a solidariedade. Não fora assim, e não teria montado estrutura com força de poder.

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