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Acabou a brincadeira. Ou Bolsonaro reage, ou vai ter vida curta no Planalto

O presidente Jair Bolsonaro vive a mais delicada crise política de seu governo, sem se dar conta disso, pelo visto, eis que, ontem mesmo, embarcou para os Estados Unidos para um compromisso irrelevante, como o de receber uma homenagem. Está no governo há quatro meses e meio, e não houve tempo, ainda, para produzir fatos que justifiquem esse tipo de badalação política, tão comum na vida pública dos governantes. A convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ontem, pelo plenário da Câmara dos Deputados, pelo placar acachapante de 307 votos a favor contra, apenas, 82, é um recado duro ao Palácio do Planalto, que justificava a permanência de Bolsonaro em Brasília.

Ontem, antes de embarcar, o presidente Jair Bolsonaro tentou reunir lideranças partidárias no Palácio do Planalto, mas amargou a ausência do grupo de líderes do Centrão, a força de resistência a moralidade pública mais poderosa da Câmara dos Deputados. Partidos como o DEM e o PP, por exemplo, não compareceram.

Isso faz lembrar o ex-presidente Collor de Mello, que, no desespero de sua situação, tentou cooptar um partido recém constituído, o PSDB, em reunião no Palácio da Alvorada, de modo a tentar salvar o seu governo, diante da crise por falta de apoio no Congresso Nacional. O PSDB não aceitou a oferta, e Collor foi tirado do Palácio do Planalto. Mais recentemente, uma rebelião na Câmara dos Deputados arrancou do mesmo Palácio do Planalto a ex-presidente Dilma Rousseff. Bolsonaro, que participou desses episódios da História Política do Brasil deveria rever alguns posicionamentos, por poder estar se encaminhando para o mesmo pódio político, em que foram sacrificados, em praça pública, Collor e Dilma.

Parece claro que a falta de coordenação política do governo – até onde vai sustentar Onix Lorenzoni na Casa Civil? – está favorecendo o povo bandido do Centrão a cooptar os deputados de primeiro mandato, que se elegeram na esteira reformista de Jair Bolsonaro, para colocar o governo contra a parede e demonstrar ao Palácio do Planalto que quem tem a força é o grupo de líderes políticos da Câmara dos Deputados.

Pela vistosa e preocupante derrota de ontem, o povo bandido do Centrão mandou avisar ao Palácio do Planalto que a guerra está declarada e que a Câmara dos Deputados tem o poder de se impor perante do Palácio do Planalto, a começar pelo lote de MPs que precisa ser aprovado até o final de maio e que nada indica que isso possa acontecer, com o que estará, praticamente, a desmontar o governo. E Bolsonaro faz de conta que tudo isso é pouco, e embarca para ser homenageado nos Estados Unidos. Grande homenagem!…

O cenário é sério, preocupante, grave. Militar por formação, salta aos olhos o desconhecimento e o despreparo de Jair Bolsonaro em partir para uma guerra política com os representantes da velha política, que ele deveria conhecer muito bem, sem organizar a própria artilharia para o sabido enfrentamento. Ao contrário disso, assinou medidas importantes no compromisso de reformar os hábitos políticos do País, mexendo em interesses dos poderosos bandidos do Centrão, e ficou na expectativa de que os deputados se enchessem de brio nacional e aprovassem tudo, na mais bonita demonstração de espírito público pelo Brasil.

Pelo visto, ficou 30 anos na Câmara dos Deputados e não aprendeu nada do mundo do crime organizado, que existe lá e que funciona com força e poder. E se não correr, não agir rápido, poderá ver seu mandato reduzido, muito antes do tempo concedido a Collor e a Dilma.

 

Um comentário em “Acabou a brincadeira. Ou Bolsonaro reage, ou vai ter vida curta no Planalto

  • maio 15, 2019 em 12:46
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    realmente é a hora de reagir dar uma resposte a a velha politica temos que o futuro deste pais lutar pqrq que realmente acontece recursos temos basta direcionar na rumos certo que Deus nos ajude

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