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Bolsonaro precisa ser lembrado todos os dias, que ele fez 57 milhões de votos

Muito dificilmente, haverá repetição na História de uma campanha presidencial como a havida no ano passado, em que um candidato, que carregava consigo todas as desvantagens, sem ser líder de ninguém ou de coisa alguma, virou sensação na campanha e ganhou a eleição, a rigor, sem fazer campanha, até pelo tempo que esteve hospitalizado, por conta do atentado que sofreu, e cujo criminoso é dado, por impressionante falta de determinação profissional numa investigação séria, como um doente mental, que meteu uma faca na barriga do candidato que estava ganhando a eleição presidencial, apenas, para se promover. Mas, preso em flagrante, teve ao seu dispor uma verdadeira de banca características de um derrotado, pela falta de expressão pessoal, de expressão política de advogados. Doente mental…

O presidente Jair Bolsonaro fez 57 milhões de votos, com as pessoas assumindo a sua campanha nas ruas e levando a sua mensagem de combate a corrupção e ao crime organizado. O povo, num eloqüente movimento de civismo, transformou a campanha de Bolsonaro numa razão de amor a Pátria, de resgate do patriotismo, do ressurgimento da dignidade pessoal e de uma vida pública mais decente, com pessoas mais comprometidas com o ideal de servir fazendo parte dela. E, nesse embalo, a Câmara dos Deputados foi renovada em, praticamente, cinqüenta por cento, enquanto o Senado viu uma maioria de cidadãos comuns chegando em Brasília como os novos senadores da República. Um extraordinário acontecimento, um invejável capital político, um novo e notável Brasil para os brasileiros.

É verdade que, no meio de toda essa mudança e transformação, políticos comprometidos com a Operação Lava Jato, a plataforma de lançamento de Jair Bolsonaro para navegar nos braços do povo, também conseguiram se reeleger. E, reeleitos, estão a se recompor, a se organizar, a anunciar que estão prontos para a guerra, para defender seus próprios interesses criminosos, no intuito de fazer com que o presidente da República, consagrado nas urnas com 57 milhões de votos, se curve a eles e a eles se renda, devolvendo-lhes o poder que sempre tiveram e que sempre utilizaram para as práticas de uma condenável velhacaria política. O que levou o País a sua mais grave e profunda crise econômica, social e moral.

Por conseguinte, o presidente Jair Bolsonaro precisa ser convencido de toda essa realidade, precisa ser acordado para ela, de modo a fazer valer a expressão daquela faixa que colocou no peito no dia de sua posse, no Palácio do Planalto. Rompe com aquele falastrão, que está morando nos Estados Unidos e que só vem gerando crise no governo, uma, defenda e comande o grupo de militares que levou para o Palácio do Planalto, porque esse grupo representa a garantia da moralidade pública desse governo, jurada em praça pública. Mais, o presidente Jair Bolsonaro precisa exibir competência política de seu governo, de modo a chamar aos brios os novos deputados e senadores, convocando também deputados e senadores do tempo da velha política, mas que nunca foram contaminados por ela, para uma composição de uma grande e vistosa base de sustentação política do governo, sem barganha, sem troca de cargo por voto, sem roubalheira do dinheiro público. Não faz sentido o governo de Jair Bolsonaro estar sofrendo derrotas no Congresso Nacional, derrotas humilhantes que em nada favorecem aos interesses do povo. Se o ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, não tem capacidade para comandar o processo de negociação política, devolva-o a Câmara dos Deputados, e, em seu lugar, coloque o general Augusto Heleno, que tem todo o perfil do grande e hábil negociador político do regime militar, o general Golbery do Couto e Silva.

O governo precisa enfrentar, e desmascarar, o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Não será Onix, jamais; mas poderá ser Augusto Heleno. Rodrigo Maia não interessa ao Brasil de Bolsonaro.

 

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