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Ex-governadores se movimentam para defender suas aposentadorias imorais

A Comissão Especial, da Assembleia Legislativa do Paraná, deve apreciar, no dia de hoje, o projeto do governador Ratinho Júnior que propõe o fim da aposentadoria de ex-governadores, com uma emenda do deputado Homero Marchese, que cassa tais aposentadorias a partir da aprovação da matéria, ou seja, os oito ex-governadores vivos e as três viúvas que percebem a aposentadoria de seus ex-maridos, se aprovado o projeto com a emenda, não verão mais a cor do dinheiro do contribuinte do Paraná.

O deputado Homero Marchese está confiante, eis que conseguiu a adesão de mais trinta e dois deputados para a sua emenda. Mas, de outro lado, ex-governadores se movimentam no sentido de apelar para que os deputados aprovem o projeto, com validade apenas para futuros ex-governadores, sem atingi-los, isto é, querem continuar na boa vida, com uma renda de R$ 30 mil por mês. Recebem essa aposentadoria, hoje, os ex-governadores Paulo Pimentel, Emílio Hoffmann Gomes, Roberto Requião, Jaime Lerner e Beto Richa e mais três ex-vice-governadores que cumpriram mandatos tampões de governadores, como João Elísio Ferraz de Campos, vice do falecido ex-governador José Richa, Mário Pereira, vice de Roberto Requião, em seu primeiro mandato, e Orlando Pessuti, vice de Requião em seus dois últimos mandatos. E as três viúvas são Madalena Mansur (João Mansura), Rosi Costa Gomes da Silva (Mário Gomes da Silva, interventor do Paraná na década de quarenta, por quatro meses) e Arlete Richa (José Richa).

Afora os três ex-vice-governadores, que cumpriram mandatos tampões de nove meses, vale o destaque para as duas viúvas, do interventor Mário Gomes da Silva, Rosi Costa Gomes da Silva, que governou o Estado por quatro meses e passou o governo para o empresário Moisés Lupion, e do deputado estadual João Mansur, que governou o Estado entre 4 de julho e 11 de agosto de 1973, por conta do falecimento do governador Pedro Viriato Parigot de Souza, que assumiu o Palácio Iguaçu, na condição de vice de Haroldo Leon Peres, que foi apeado do poder, pelo mesmo regime militar que o havia nomeado, razão pela qual o deputado João Mansur assumiu o governo na condição de presidente da Assembleia Legislativa.

Das três viúvas, apenas, a do interventor Mário Gomes da Silva, por uma razão especial qualquer, é a recebe o menor valor, algo entre R$ 5 e 6 mil por mês, enquanto as outras duas percebem o valor de R$ 30 mil.

Seria desejável, por exemplo, que a tal sociedade civil organizada do Paraná se mobilizasse em torno desse assunto, de modo a demonstrar aos deputados estaduais a necessidade da aprovação da emenda constitucional que elimina a aposentadoria de ex-governadores, com a emenda do deputado Homero Marchese, eliminando, por conseguinte, as atuais e futuras aposentadorias. Com o claro recado de que, quem quiser ganhar dinheiro, que trabalhe na iniciativa privada, porquanto a vida pública oferece tempo para um trabalho em favor do interesse coletivo sem a confusão, que ainda persiste de alguma maneira, de ser uma fonte de enriquecimento pessoal. Os ex-governadores, pelo poder que exerceram, têm bons motivos para cobrar dos deputados o pagamento de algumas das atenções recebidas. O que recomenda a entrada, nessa briga, das lideranças da comunidade.  Sem essa presença forte da comunidade, dificilmente, o projeto da extinção das aposentadorias será aprovado, com a emenda do deputado Homero Marchese, que tem forte e oportuno apela de moralização, para já, não somente para o futuro.

2 comentários em “Ex-governadores se movimentam para defender suas aposentadorias imorais

  • maio 5, 2019 em 08:14
    Permalink

    É uma vergonha o povo sustentar esses ex-governadores que emriqieceram às custas do Estado do PARANÁ

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