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Da independência do Banco Central ao ensino domiciliar, duas ousadias

O governo do presidente Jair Bolsonaro, que tanta irritação tem causado nas esquerdas, tanto ideológicas, quanto oportunistas, já deu mostras evidentes de se tratar de um governo ousado e reformista. Em clara sintonia com os anseios populares, o que foi determinante na vitória nas urnas no ano passado, Jair Bolsonaro tem se mantido firme nos compromissos assumidos em praça pública, de pensar no Brasil, na Pátria e na Família, rompendo, radicalmente, com o sistema arcaico e corrupto das alianças de troca de cargos por votos, no Congresso Nacional.

Desde Fernando Henrique até Michel Temer, nenhum governo teve a ousadia de avançar em uma proposta de reforma da Previdência Social, como faz agora Jair Bolsonaro. E nem pensar, então, no pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, que atinge o criminoso do colarinho branco ao traficante do morro. Mais, o projeto de lei da independência do Banco Central ao ensino domiciliar, passando pelo anúncio da ideia de uma Reforma Tributária, que vai propor a criação de um imposto único, com melhor distribuição de recursos entre os entes federados da União, em especial, Estados e Municípios. Esse conjunto de medidas reformistas alcança grandes e poderosos interesses, a partir do Congresso Nacional até as favelas dos morros do Rio de Janeiro.

É preciso prestar atenção no conjunto de iniciativas do governo de Jair Bolsonaro, seja durante os primeiros cem dias, seja, agora, na comemoração dos cem dias. Se o ministro da Comunicação Social falou em “mar revolto”, referindo-se às resistências às medidas de mudança do governo, o presidente da República falou em “céu de brigadeiro”, por conta do conjunto das mudanças anunciado, que tem, sabidamente, grande e positiva repercussão perante a sociedade. Há uma trava na tramitação dessas mudanças todas, que se encontra no Congresso Nacional, pela resistência do pessoal da chamada “velha política”, que não concorda com o novo sistema de governo, que baniu a divisão de poder com a classe política do próprio Congresso Nacional, acostumada que foi a nomear ministros e preservar força e poder político. Esse povo da velha política, com o deputado Rodrigo Maia à frente, não se conforma de, agora, não poder nomear nem o porteiro do edifício do ministério, dizendo, como falou o líder da bancada do PP, deputado Arthur Lira, que “não somos empregados do governo”, referindo-se a votação do projeto da reforma da Previdência Social e a falta de negociação do Palácio do Planalto com as lideranças partidárias no Congresso Nacional. Por “negociação”, entenda-se divisão de poder, oferta de cargos, nomeação de indicados. Esse povo, que foi levado a cultura do toma lá, dá cá, não é capaz de pensar no Brasil, de assumir a defesa de um projeto que consulte os anseios nacionais, como a nova Previdência Social e o pacote anticrime. E, por esse grau de insatisfação, esse povo da velha política se opõe às mudanças propostas pelo novo governo. Mas, de outro lado, sabe que não pode se contrapor as manifestações de ruas, ao discurso de segmentos importantes da sociedade nacional, aos apelos de lideranças influentes dessa mesma sociedade. É que temem assumir o risco de perder o conforto das posições em que se encontram. Não fora isso, e estariam até se arriscando em falar e em propor um impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Daí, não ser por acaso que, no mesmo Palácio do Planalto, uma voz autorizada fale em “mar revolto”, dirigindo-se aos resistentes, e outra voz fale em “céu de brigadeiro”, indicando saber do apoio popular a propósito das medidas que o governo está a tomar e está a anunciar.

E o discurso estribado em Deus, Pátria e Família não está sendo pronunciado no deserto, não. É preciso prestar atenção, nisso.

 

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