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Beto Richa acabou com o PSDB, que quis ser tolerante com ele. Parece o PT

O ex-governador Beto Richa, dadas as circunstâncias conhecidas, colou seu nome ao PSDB, da pior maneira possível, eis que, ao se entregar ao mundo da corrupção, da roubalheira do dinheiro público e do próprio crime organizado, traiu seu partido, traiu seus companheiros, trocando-os por meia dúzia de comparsas, e traiu o povo de Curitiba, eis que foi prefeito por dois mandatos, e o povo do Paraná, eleito governador também para dois mandatos.

Esse proceder criminoso de Beto Richa, e de seu irmão, que tem o nome do pai, José Richa, que não souberam honrar, e que se encontra foragido, impressiona pelo fato de ter conseguido enganar, por bastante tempo, quase todo mundo. Como ninguém engana todo mundo, durante todo o tempo, ele enganou quase todo mundo, por quase vinte anos. E só não enganou todo mundo, mas sim quase todo mundo, porque sua família, pelo que tem sido revelado, sabia de tudo, e seus comparsas também, naturalmente. E comparsas da Operação Radiopatrulha, das estradas rurais; da Operação Integração, das concessionárias de rodovias; da Operação Quadro Negro, das escolas pagas e que não foram construídas. Ou seja, agiu, criminosamente, em três frentes distintas, em que, seguramente, uma não sabia da outra. E o mais interessante é que o ex-governador estaria sendo investigado em nove processos, ou seja, muito além dessas três frentes das peraltices malandras de um cidadão que tinha um belo futuro pela frente, não tivesse ele trocado todo esse futuro de brilho por um futuro de humilhação e desonra, numa cadeia. De que adiantou todo o dinheiro acumulado, de forma desonesta? E na terra da Operação Lava Jato? Pensou que era muito inteligente…

E, nesse contexto todo, o PSDB não tomou nenhuma iniciativa para se afirmar como força política leal aos compromissos de seu próprio estatuto, como instrumento de ação popular pelo bem da causa comum, rompendo relações com Beto Richa. Salvo melhor juízo, o PSDB não é uma boa companhia para as eleições municipais do ano que vem. É que, ao não tomar nenhuma atitude para demonstrar que não compactua com a corrupção, com a roubalheira do dinheiro público, o PSDB se carimbou, em definitivo, como o partido do Beto Richa. Igual ao PT, que é o partido do Lula, o partido do Zé Dirceu, o partido do Vaccari Neto, todos condenados e presos, mas firmes dentro do partido, porque o PT não reconhece a Justiça Brasileira. (Zé Dirceu foi preso, está solto, com mala pronta para voltar para a cadeia).

O ex-governador Beto Richa escreveu uma página na História do Paraná para não ser esquecida por ninguém, uma página para ser aprendida por todo mundo, eis que versa sobre moral, ou a falta dela, sobre bons costumes, ou a falta deles, sobre honestidade, ou a falta dela. No primeiro, para não ser esquecida de que o crime não compensa, de que a corrupção não constrói respeito, de que o futuro do ladrão do dinheiro público é a cadeia. Como ele é um exemplo vivo. E. no segundo caso, para ser aprendida que só a honestidade, o caráter bem formado e a prática dos bons costumes são que constroem o respeito, a consideração, o apreço dos semelhantes. Como ele demonstrou não ter, rigorosamente, nada disso. E, em consequência, não ter, hoje, o respeito, a consideração e o apreço de seus semelhantes. E, nisso tudo, arrastou sua família.

Mas, de repente, é possível que Beto Richa não tenha agido, sozinho, dentro do PSDB, eis que o PSDB tem outras figuras importantes, envolvidas ou suspeitas de pertencerem ao mundo da corrupção, como Geraldo Alckmin, José Serra e Aloysio Nunes Ferreira, em São Paulo; Aécio Neves e Eduardo Azeredo, em Minas Gerais; Marconi Perillo, em Goiás; e Teotônio Vilela Filho, em Alagoas. Assim, o PSDB é nacional, também, nas suas ações nada republicanas, tanto, quanto o PT.

Coincidência, ou não, esses dois partidos sempre tiveram suas raízes fincadas em São Paulo. Até por isso, quem sabe, é que são bastante iguais.

 

 

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