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Paulo Guedes chama a classe política a assumir responsabilidade orçamentária

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que só entende de economia e “nada” de política, está se revelando um político com rara habilidade. Conhecedor profundo da área que comanda, está sabendo conciliar os interesses do governo no Congresso Nacional com anúncio de medidas que chamam à responsabilidade a classe política.

Em longa entrevista ao “Estadão”, neste domingo, Paulo Guedes tratou, naturalmente, do encaminhamento da reforma da Previdência Social, enfatizando a necessidade de economizar R$ 1 trilhão, nos próximos dez anos. Desde que preservado esse objetivo central, destacou que não se incomoda em eventuais alterações que possam ser feitas no projeto, reconhecendo o direito de deputados e senadores em propor e aprovar emendas. E seu principal interlocutor, no caso, tem sido o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.

A entrevista, objetiva e concisa, guarda coerência com toda a pregação da campanha eleitoral, em que o presidente Jair Bolsonaro centrou seu discurso no combate a corrupção e ao crime organizado, enquanto transferia para seu futuro ministro da Economia a responsabilidade pelo comando da área com foco especial na reformada Previdência Social. E Paulo Guedes seguiu, à risca, esse enunciado da campanha eleitoral. Mas, foi mais longe, pois, anunciou que está a caminho uma nova Reforma Trabalhista, para aliviar os pesados encargos empresariais, de modo que tais mudanças ajudem a estimular a contratação de funcionários. E diz que imagina que tal iniciativa terá o apoio do Congresso Nacional, porquanto é uma proposta inovadora, que diminui o ônus do emprego, e, em contrapartida, abre um facilitador para que o empresário se veja motivado a empregar mais. É um projeto que não havia sido anunciado, antes.

E a entrevista vai mais longe e trata de uma nova ousadia, que vai mexer com a Constituição, de novo, porquanto o ministro Paulo Guedes anunciou, também, que está em formatação final uma nova mensagem, que deverá começar a tramitar pelo Senado da República, eliminando todo o tipo de indexação orçamentária, como os existentes na Saúde e na Educação, de modo que o administrador público, do prefeito ao presidente da República, passando pelo governador do Estado, tenha à sua disposição e responsabilidade o gerenciamento de cem por cento de seu respectivo orçamento. Ou seja, está chamando a classe política à sua responsabilidade e devolvendo ao ente público a liberdade de administrar, eliminando o engessamento orçamentário e a capacidade do administrador na definição de prioridades de políticas públicas no respectivo ambiente de governança.

Medidas de grande alcance político e de grande repercussão social, comprovando o compromisso do atual governo em promover, de fato, grandes e importantes reformas, de indiscutível interesse para o Brasil. Aliás, o ministro disse, na entrevista, que, às vezes, fica contrariado ao ver importantes figuras da política brasileira perdendo tempo com discussões de temas pequenos, diante do desafio colocado à frente para decisões desafiadoras, em favor do interesse do povo brasileiro.

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem, apenas, 90 dias e já dá passos largos, na direção de reformas profundas, sem a menor semelhança com qualquer outro governo, dos últimos trinta anos. Firmeza, segurança e ousadia parecem ser a marca desse governo, que ganhou nas urnas a legitimidade para promover todas essas alterações. Ou, melhor dizendo, fazer o Brasil voltar, simplesmente, a normalidade. A começar pelo combate a corrupção, eis que o normal é ser honesto, e não ladrão e assassino, como parecia ser a normalidade há pouco, ainda.

E, na área econômica, o ministro Paulo Guedes diz, com naturalidade, tudo o que pode ser resolvido, no âmbito da responsabilidade pública.

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