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Pelas próprias pernas, o PSDB do Paraná não irá se recompor. Até por não ter pernas

As eleições de outubro, de um lado, revelaram o princípio da desmoralização da esquerda e, do lado da direita, desfiguraram o PSDB, que nasceu do MDB para ser uma força lustrosa de um partido de centro-esquerda, que caminhou mais para a direita e que, hoje, tem feitos desastrosos a recolher do que sobrou da campanha eleitoral, como a derrota humilhante do candidato Geraldo Alckmin, uma derrota branca do ex-senador Aécio Neves, que, para não ser derrotado para o Senado, se contentou em voltar para a Câmara dos Deputados, além do extraordinário desastre aqui no Paraná, com a derrota e duas prisões do ex-governador Beto Richa. Desfigurada também ficou a estrela do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, eis que seu legado pertence a História, virou nome do passado, sem qualquer influência no presente. Sócio de Alckmin na derrota nas eleições do ano passado.

E o que passa a valer para o PSDB do Paraná, passa a valer para o PSDB do Brasil, porquanto a única liderança capaz de recolocar esse partido nos trilhos, já a partir das eleições municipais do ano que vem, é o governador de São Paulo, João Dória, que venceu a eleição em São Paulo, pela força do próprio prestígio, sem o apoio e a participação das figuras tradicionais do ninho tucano. Ele trabalha para tirar Alckmin da presidência nacional do partido e, assim, assumir, ele próprio, o comando da agremiação, com o compromisso de restaurar a força política, que o partido já teve, mas em novo formato e com discurso renovado e atualizado, sem nenhum viés de esquerda. Como Dória, inteiramente, de direita.

Aqui no Paraná, já houve um ensaio para a recomposição do partido, por um grupo de novos políticos, como o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, e o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e mais uns quatro ou cinco. Todos cheios de boas intenções, mas nenhum com visibilidade estadual para comandar uma recomposição de forças. E o caminho é a busca do governador João Dória, pois somente ele pode desfraldar a bandeira do novo PSDB, que apóoia, por exemplo, o governo do presidente Jair Bolsonaro, contrariando posições de Alckmin e FHC, que gostariam de levar o ninho tucano para o grupo das esquerdas, para fazer oposição a Bolsonaro.

Entretanto, a presença do governador João Dia aqui no Paraná, promovendo reuniões regionais e arregimentando gente para o novo PSDB pode gerar um princípio de conflito com o governador Ratinho Júnior, eis que, de princípio, os dois alimentam projetos semelhantes para 2026, a Presidência da República, depois, naturalmente, das respectivas reeleições em 2022, com o reconhecimento de paulistas e paranaenses pelos bons governos desenvolvidos por ambos, em seus respectivos Estados.

Depois, é bom lembrar também que o antigo e leal parceiro de antes, o DEM, o PSDB perdeu, sem qualquer chance de recuperar, pois, se os tucanos saíram em baixa da campanha eleitoral, os democratas estão tendo muito o que comemorar, com três ministérios importantes – Casa Civil, Saúde e Agricultura – e as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Ou seja, o DEM virou partido de primeira grandeza, com a responsabilidade de deixar de ser força auxiliar para se transformar em cabeça de chave, nas eleições municipais do ano que vem.

E essa é uma missão que, por aqui, em Ponta Grossa e nos Campos Gerais, pertence ao deputado Plauto Miró Guimarães, a figura mais representativa do DEM do Paraná no apoio às candidaturas de Jair Bolsonaro, à Presidência da República, e a Ratinho Júnior, ao governo do Estado.

Em relação ao prefeito Marcelo Rangel, de repente, ao contrário de uma missão complicada, de recompor o PSDB, ele pode se juntar ao irmão, Sandro Alex, no partido do governador Ratinho Júnior, o PSD. Com muito mais vantagem.

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