Nova condenação de Lula é um ato de reafirmação da Justiça contra o crime

O senador Álvaro Dias, que foi oposição ao PT desde o dia em que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto, no dia 1º de janeiro de 2003, disse, por ocasião do aparecimento do Mensalão, que o PT estava banalizando a corrupção. E, efetivamente, a corrupção foi banalizada ao longo dos quatro períodos de governo do PT, como coisa corriqueira na administração pública, nos três níveis de governo. Nunca, na História do Brasil, se viu tanta roubalheira do dinheiro público, como nos tempos do PT no Palácio do Planalto. Tanto, assim, que o PT chegou a ser chamado e considerado como uma organização criminosa, na aparência de um partido político. E, no embalo das ações criminosas do povo do PT, políticos de outros partidos, que nunca foram santos, mas que guardavam boa distância de serem bandidos semelhantes aos bandidos do PT, avançaram em suas práticas criminosas, tanto os partidos aliados ao PT, quanto os que faziam oposição, como o PSDB, por exemplo.

Por isso, a exemplar sentença da juíza Gabriela Hardt, que responde pela 13ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, desde a renúncia do juiz Sérgio Moro, merece ser vista como um ato da maior relevância na afirmação da Justiça contra o crime organizado, contra o chefe da maior quadrilha de ladrões do dinheiro público da História do País, contra um indivíduo que, alcançando a Presidência da República, tinha a obrigação de honrar o juramento da posse e de dignificar o exercício da mais elevada função pública. Sim, é preciso que seja enfatizado esse ato valoroso da respeitável magistrada, que honra a toga e dignifica a Justiça, oferecendo boas e grandes razões para que o cidadão comum volte a acreditar na Justiça, volte a ter orgulho de sua condição de cidadão do bem, volte a acreditar no Brasil.

E tudo isso é consequência da Operação Lava Jato, que está lavando a alma do povo brasileiro, que está fazendo escola dentro do Poder Judiciário, que está, e com razão, a preocupar e mesmo a constranger os tribunais superiores, aos olhos da sociedade nacional, na quadra destes históricos acontecimentos pelo restabelecimento da moral e da dignidade na vida pública do Brasil.

Aliás, a revolução política que aconteceu em outubro do ano passado foi produto da chama de esperança cívica acendida pela Operação Lava Jato. A Câmara dos Deputados, seguramente, nunca mais será a mesma, como o Senado Federal acaba de dar eloquente demonstração de sua conversão a causa do bem, na derrota imposta ao senador Renan Calheiros, do MDB aliado do PT, e ele próprio parceiro e seguidor de Lula. Para a obra se completar, só está faltando a ida de Renan para a cadeia. Basta que o STF faça o que está sendo feito na Primeira e Segunda Instâncias da Justiça Federal.

Em São Paulo, a força tarefa da Operação Lava Jato pediu mais de 80 anos de cadeia para o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, por desvio de R$ 7,7 milhões em obras públicas. Paulo Preto foi chefe da Dersa nos governos de Geraldo Alckmin e José Serra, do PSDB.

Se as pessoas de bem não prestarem atenção nessa segunda condenação de Lula a doze anos e onze meses de prisão, a exemplo do que ele fez com a corrupção, de repente, vai banalizar a própria condenação e a cadeia. Ele não é um preso político; ele é um criminoso, que está sendo condenado, pela segunda vez na Primeira Instância da Justiça Federal.

É a demonstração da caminha, com passos firmes, da Operação Lava Jato.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *