Alguém, dos corruptos, precisa proclamar: “Quem roubou, roubou; quem não roubou, não rouba mais”

Na segunda-feira, foi noticiada uma operação policial em Telêmaco Borba, com a prisão de um secretário municipal, um vereador, vice-presidente da Câmara de Vereadores, e mais quatro ou cinco pessoas, por conta de ações de improbidade administrativa, desvio de dinheiro público, mesmo, que envolvia pagamentos indevidos a uma oficina mecânica, aqui em Ponta Grossa, e outra na própria Telêmaco, que pertenceria ao vereador preso. A oficina aqui de Ponta Grossa, que não foi divulgado o nome, teria recebido um milhão de reais, enquanto a de Telêmaco teria embolsado quinhentos mil reais. Tão pouco, para uma estupidez desmedida.

Aí, tivemos as duas prisões do ex-governador Beto Richa, a primeira, por conta de conservação e abertura de novas estradas rurais, num conluio de aluguel de máquinas pesadas, de onde saía o dinheiro para a propina, para o crime de roubo do dinheiro público, para a corrupção. A segunda prisão envolveria recebimento de dinheiro das empresas concessionárias de rodovias, aqui no Estado. Todas elas, sob a coordenação da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, a ACBR, comandada pelo elegante cidadão João Chiminazzo Neto. Tudo isso em reuniões em gabinetes do Palácio Iguaçu e em salas especiais, na própria Curitiba. Tudo na maior tranquilidade, num pacto de parceria criminosa, em que a Prefeitura de Telêmaco mandava o dinheiro para as duas oficinas mecânicas que devolviam aos agentes ladrões, enquanto, em Curitiba, a prosa girava em torno do compromisso do governo em garantir generosidades para as empresas, que alugavam suas máquinas para as estradas rurais, e para as empresas do pedágio, que cumpriam com a sua parte, dando dinheiro sujo ao governador, ao irmão do governador e a mais gente do covil, na mais fantástica traição ao povo trabalhador e honrado do Paraná.

Depois do Mensalão, já no meio do primeiro governo de Lula, quando todos imaginávamos que aquela roubalheira era a maior do mundo, e depois que apareceu a Operação Lava Jato, que transformou o Mensalão em troco de vigarista, roubo de galinha, e há quem diga que, na hora que se abrir a caixa preta do BNDES, a roubalheira da Petrobrás será caixinha de grêmio estudantil, era de se imaginar que a bandidagem levaria um susto, e haveria uma convocação geral para uma grande, talvez, a maior assembleia de bandidos e criminosos do desvio do dinheiro público, aqui no Brasil, para um pacto geral, diante das investigações, condenações e prisões havidas, em que seria proclamada a ordem de um consenso geral: “Quem roubou, roubou; quem não roubou, não rouba mais. Olha os homens, aí, o Moro em Brasília e, no lugar dele, em Curitiba, essa juíza, de mão pesada.”

Mas, prevalece a velha “sabedoria” do mundo do crime: “Eles não souberam fazer; a gente é quem faz direito”. Até que a casa cai, e “a gente” descobre que também não soube fazer direito, enquanto um terceiro grupo continua se achando que eles, sim, é que conhecem o riscado do crime,

sem desconfiar que “o Moro” já está no calcanhar deles e a juíza, em Curitiba, com a mão pesada pronta para mais um sentença de cadeia.

Por fim, os estúpidos do Paraná, esses aprendizes de feiticeiros ali de Telêmaco Borba, e o ex-governador do Paraná, fazendo reuniões em seu gabinete e em salas no centro de Curitiba, ao lado do centro nervoso da Operação Lava Jato. Que insanidade! Que estupidez! Que viseira de idiotice de ladrão muito burro. (Com o pedido de desculpas ao animal, o verdadeiro, que, por sinal, é inteligente).

Que desconsideração para com a República de Curitiba!

Por fim, só lembrando que, ainda, dá tempo parta a tal assembleia…

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