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Juíza condena Lula, e já é acusada de perseguir politicamente o ex-presidente

A juíza Gabriela Hardt condenou, nesta quarta-feira, o ex-presidente Lula a doze anos e onde meses de prisão, no processo do Sítio de Atibaia. E, de pronto, o advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, disse que a decisão atenta contra “os mais basilares parâmetros jurídicos e reforça o uso perverso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política”. Zanin sempre acusou o ex-juiz Sérgio Moro de perseguir, politicamente, o ex-presidente Lula, sem nunca ter comprovado sua argumentação. Aliás, o que ele sempre reclamou de Moro em condenar Lula sem prova, ele fez contra Sérgio Moro, que nunca havia ocupado qualquer cargo político. Agora, repete a mesma ladainha contra a juíza Gabriela Hardt, que substitui Sérgio Moro no comando da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal, em Curitiba. Zanin sabe quem é Lula.

Deixando Zanin de lado, que é genro do também advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira, igualmente condenado nessa mesma ação, importa destacar a determinação da juíza Gabriela Hardt em ter emitido sentença condenatória ao ex-presidente Lula, evidenciando a diferença de proceder da Justiça Federal de Primeiro Grau, em relação aos tribunais superiores, em especial, o Supremo Tribunal Federal, que não contribui com a Operação Lava Jato, no julgamento de acusados com foro privilegiado, como senadores e deputados federais, de modo a dar maior credibilidade a essa notável operação que passou a simbolizar um tiro certeiro no coração da corrupção e do crime organizado no Brasil. Aliás, no que tem podido, por meio de alguns de seus ministros, o STF tem dificultado a vida da Operação Lava Jato, seja por soltar presos da Lata Jato – bom dia, ministro Dias Toffoli, como vai o ex-ministro José Dirceu? -, seja pela protelação escandalosa em estocar os processos de detentores de foro privilegiado, a começar pelos processos que envolvem o senador Renan Calheiros.

Além de todos os depoimentos de acusação prestados no processo do Sítio de Atibaia, incluindo-se os depoimentos de delação premiada, não fica a menor dúvida de que Lula sempre foi o verdadeiro dono do sítio. E, até parta reforçar tal condição do ex-presidente, vale registrar que os móveis da  casa principal do sítio, utilizada por Lula e dona Marisa, foram adquiridos aqui em Ponta Grossa, por um amigo do casal, que teve o cuidado de escolher móveis que se ajustassem ao gosto da saudosa dona Marisa. E daqui os móveis foram levados para o Sítio de Atibaia. Nada a ver com os empresários Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho, proprietários no papel do imóvel. Ou seja, Ponta Grossa que festejou Lula no início do ano de 2002, conferindo-lhe o título de Cidadão Honorário, também pode ser relacionada na história do Sítio de Atibaia, a atestar que quem mandava na propriedade não era nem Bittar, nem Suassuna, mas, sim, Lula e dona Marisa. A nota fiscal deve ter saído em nome do amigo do casal, responsável pelo presente, tão logo a reforma do sítio foi concluída.

E, como há mais sete ações em curso e uma delas já pronta para nova sentença, a do apartamento de São Bernardo, importa em reconhecer a eficiência e o compromisso com o Brasil dos brasileiros que compõem a Operação Lava Jato, policiais federais, procuradores federais e juízes federais. Se esse proceder notório pelo Império da Lei e da probidade administrativa se repetisse nos tribunais superiores, o Brasil estaria vacinado contra a roubalheira do dinheiro público, dando grande e exemplar demonstração ao mundo de combate a corrupção e ao crime organizado. Mais do que nunca, entretanto, a Operação Lava Jato, com a nova realidade do País, vai seguir determinada e corajosa em frente.

Se Sérgio Moro ganhou notoriedade pelo correto proceder de magistrado, eis que, no mesmo caminho, se encontra a valente e preparada juíza Gabriela Hardt. Que acaba de recolocar Lula no lugar que lhe pertence, a cadeia.

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