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Fim da aposentadoria a ex-governadores é um gesto simbólico de Ratinho, que vai muito além

O governador Carlos Massa Ratinho Júnior está determinado a cumprir, integralmente, com seu discurso de campanha eleitoral, em acabar com privilégios, em combater a corrupção, em buscar a eficiência e a modernidade, de modo a que o Paraná seja visto como referência no Brasil.

Já anunciou que os vencimentos do governador, vice-governador e secretários não terão reajuste; já determinou que cada secretário se empenhe em reduzir custos, sem comprometer a eficiência administrativa; devolveu avião, de aluguel milionário, e acaba de enviar à Assembleia Legislativa Proposta de Emenda Constitucional que põe fim a aposentadoria de ex-governadores. Todo esse conjunto de medidas é para demonstrar que o discurso de mudança, que pronunciou na campanha, vai ser repetido na prática. E o fim da aposentadoria de ex-governadores é um ato muito mais simbólico, porém, emblemático do compromisso com a moralidade pública.

Vale lembrar aqui o proceder do então candidato a governador em 1990, Roberto Requião, que, nos debates da televisão, desfez e tentou constranger o ex-governador José Richa, que concorria de novo, chamando-o de “governador aposentado”. Richa perdeu a eleição, mas não a dignidade, e Requião, com a farsa do matador Ferreirinha, derrotou José Carlos Martinez, no segundo turno, e venceu a eleição. E foi senador, governador mais duas vezes, senador de novo. E, hoje, é um governador aposentado. Perdeu a eleição agora, quando queria se manter no Senado. Perdeu a eleição e o respeito do povo do Paraná, como governador aposentado.

Como diz o governador Ratinho Júnior na mensagem a Assembleia Legislativa, essa aposentadoria é paga, hoje, a governadores eleitos e a governadores que assumiram o cargo, na condição de vice. Em tal situação, aparecem João Elísio Ferraz de Campos, vice de José Richa, que assumiu o governo em 86, com a renúncia de Richa para se eleger senador; Mário Pereira, que foi governador em 94, na renúncia de Requião para ser senador da República; e Orlando Pessuti, vice Requião, que assumiu o Palácio Iguaçu em 2010, para Requião se eleger senador, de novo. E Pessuti tem em casa a esposa, aposentada da Assembleia Legislativa, como ele próprio, na condição de ex-deputado também. E, por fim, temos o caso da ex-governadora Cida Borghetti, que assumiu o governo no ano passado, com a renúncia de Beto Richa para, em vão, tentar se eleger senador. Cida ainda não está recebendo a aposentadoria, porque seu pedido, protocolado em janeiro agora, está tramitando e pode nem se aposentar, com a aprovação do projeto enviado a Assembleia.

A cruzada do governador Ratinho Júnior não é fácil, eis que ao avançar na eliminação de privilégios vai bater de frente com forças tradicionais, acostumadas a boa vida às custas do dinheiro público. Coisa muito maior se dá no governo federal, como se vê, agora, a ex-presidente Dilma Rousseff querendo receber dez mil reais por mês, por ter sido presa e torturada no regime militar. E, como guerrilheira que foi, não deve nada a Nação?

Mas, o governador é jovem, determinado, enxerga longe, tem formação de berço e quer honrar nome e apelido que carrega do pai, fazendo um grande e vistoso governo, que produza bons frutos ao povo do Paraná, caminhando na mesma trilha do presidente Jair  Bolsonaro, que tem idêntico compromisso com o Brasil.

E, para encerrar, registrar que o senador Álvaro Dias, de todos os ex-governadores do Paraná, é o único que não aceitou a aposentadoria. Bonito exemplo de homem público digno e honrado.

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