fbpx

Grupo que perdeu a disputa pelo comando do Senado fica sem poder

“Vae victis! (ai dos vencidos!)”, proclamava Júlio César, o famoso e vitorioso imperador romano. Coisa parecida está acontecendo no Senado Federal, com a vitória do senador amapaense Davi Alcolumbre, que, rompendo tradição de indicação de nomes para Mesa pelas maiores bancadas da Casa, fez comunicar ao MDB uma lista de cinco nomes vetados por ele para qualquer cargo na Mesa ou na presidência de comissões importantes: Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Maranhão, Eduardo Braga e Fernando Bezerra, este último do PSB, mas da turma de Renan.

Como o MDB tem a maior bancada, em outros tempos, indicava o nome do primeiro vice-presidente e do presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Entretanto, como foi derrotado e protagonizou uma campanha nada republicana, agora, o vitorioso Júlio César, quer dizer, Davi Alcolumbre disse que quem manda é quem venceu e que quem perdeu se contente com as sobras. E, com isso, mandou o senador Renan Calheiros se recolher à sua insignificância. É que o confronto havido, nas circunstâncias em que se deu o embate, não é coisa comum na história do Senado da República. Como também não é coisa comum um senador ter um currículo nada respeitável e recomendável como o de Renan Calheiros.

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro e tendo como cabo eleitoral de sua vitória o ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, Davi Alcolumbre já manifestou sua disposição de apoiar as propostas do governo, notadamente, a Reforma da Previdência e o pacote anti-crime, anunciado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Para tanto, não poderia, mesmo, ter Renan Calheiros ao seu lado na Mesa e, muito menos, no comando da Comissão de Constituição e Justiça.

Candidata a candidata a presidência do Senado, a senadora Simone Tebet perdeu, na bancada do MDB, a indicação de seu nome contra Renan Calheiros. Descontente, registrou uma candidatura avulsa para ter o direito de falar e de se opor, no plenário contra Renan, tendo, assim, anunciado sua desistência na sessão de votação do sábado e o destino de seu voto para o senador Davi Alcolumbre. Por ora, se mantém no MDB.

Reconhecido pelo gesto da senadora de Mato Grosso, Alcolumbre já sinalizou que destina ao MDB a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, desde que o nome do partido seja o da senadora Simone Tebet. E, aí, se a bancada não concordar, é bastante provável que Simone confirme sua ida para CCJ e anuncie sua saída do MDB. Ou seja, o outrora MDB, que dava as cartas e jogava de mão no Congresso e no governo, agora se vê em posição humilhante. Ou aceita indicar o nome de Simone, ou assiste a debandada de senadores do partido.

Tão importante quanto a vitória na segunda votação no sábado, é a posição adotada pelo novo presidente do Senado, eis que a bancada do MDB, comandada por Renan Calheiros, estava a representar o que de pior poderia existir na política brasileira. E, agora, ao perder a eleição para comandar o Senado, última trincheira que restara para Renan, o senador alagoano amarga as consequências de uma derrota, que não imaginava, e vê o MDB se esfarelar do poder que tinha no passado.

Ainda que a eleição tenha sido interna no Senado, o resultado está sendo comemorado pelo Brasil, pois a derrota de Renan Calheiros era o que precisava acontecer, depois da derrota imposta ao PT, a Lula, a Dilma, a Haddad, o poste. Com isso, o Brasil inaugura um novo tempo e um novo sistema politico, sem os chefes do crime organizado, e com gente limpa, decente e comprometida com o futuro da Nação.

Um comentário em “Grupo que perdeu a disputa pelo comando do Senado fica sem poder

  • fevereiro 6, 2019 em 07:50
    Permalink

    Senadora de Mato Grosso do Sul, detalhe que o povo de lá não perdoa.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *