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A Operação Lava Jato está longe do fim, diz delegado que assume a PF no Paraná

Na manhã desta segunda-feira, tomou posse o novo superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Luciano Flores de Lima. E, em seu discurso, anunciou que a Operação Lava Jato está longe do fim e que “outras operações estão no forno” e que há “boas fases por vir” e que devem ser “as maiores realizadas pela Polícia Federal”.

Como o novo superintendente já atuou na Operação Lava Jato, a sua fala serve como um revigoramento de toda a operação, um ajuste vigoroso na nova ordem político-institucional do País, longe de qualquer ameaça para dificultar os trabalhos de combate a corrupção e ao crime organizado, como estava a acontecer até o ano passado. Com o novo governo, comprometido com as razões determinantes da existência da Operação Lava Jato, o delegado Luciano Flores de Lima dá mostras de estar se sentindo, inteiramente, em casa e à vontade para avançar em sua missão, sabedor do apoio que terá das autoridades governamentais e de toda a sociedade nacional, que sempre viu na Operação Lava Jato um divisor de águas na realidade brasileira, entre o sonho das pessoas de bem e o tacão de autoridades envolvidas em corrupção, imaginando que sempre estariam acima da Lei. E, hoje, a Operação Lava Jato tem, no novo governo, um grande aliado e o maior incentivador, contrariamente, do que aconteceu nos governos anteriores. Lula não usa mais colarinho branco…

Depois, temos uma nova e promissora realidade política, eis que as eleições mandaram muitos políticos para casa, renovaram as instituições e propiciaram um clima de viva esperança do povo, pelo prevalecimento da Lei, com o desmonte da imagem poderosa e impoluta dos portadores de colarinho branco, pelo simples fato de ostentarem colarinho branco e que, por isso mesmo, poderiam fazer tudo o que bem entendessem, avançando no dinheiro público sem medida, convencidos da absoluta impunidade. Tudo pelo colarinho branco. Eduardo Cunha não usa mais colarinho branco

E o colarinho branco deixou de ser branco, perdeu seu significado e o império da Lei reaparece no Brasil de Rui Barbosa, com força e disposição para aqui se estabelecer e aqui permanecer, eis que já está a patrocinar o surgimento de uma nova cultura, em que o homem decente, correto, digno passa a ter valor. E é o que explica, inclusive, a espetacular renovação havida nos quadros da política nacional, nas eleições do ano passado.

Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Romero Jucá, Eunício de Oliveira, Beto Richa e tantos outros iguais não possuem mais foro privilegiado, passando todos eles a merecer o tratamento dispensado a todo o criminoso comum. É bem verdade que essa nova cultura ainda precisa ser construída, pois terá de romper as barreiras do Poder Judiciário, que hoje é a grande fonte a inspirar a insegurança jurídica no País. O ex-ministro ladrão, corrupto, guerrilheiro José Dirceu está no gozo da plena liberdade, porque um ministro do STF, Dias Toffoli, assim entendeu que deveria ser. O ex-governador Beto Richa, aqui do Paraná, preso duas vezes, por duas vezes foi libertado por ministros dos tribunais superiores, com recomendações de que o mesmo não pode ser incomodado mais pelas mesmas questões. Até foi dispensado em prestar um depoimento, marcado que estava para amanhã. Beto também tirou o colarinho branco.

No plano nacional, a derrota do senador Renan Calheiros na disputa pela presidência do Senado foi um fato da maior relevância, porque, se presidente do Senado novamente, a Operação Lava Jato teria novas e preocupantes dificuldades, como dificuldades teria o novo governo para avançar em seus projetos de combate a corrupção e ao crime organizado, como anunciou ontem o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Com Renan na presidência do Senado, o pacote de medidas anunciado por Sérgio Moro, dificilmente, avançaria no Senado. Mas que, agora, com o senador Davi Alcolumbre avançará, como avançarão todos os projetos de reformas do governo do presidente Jair Bolsonaro.

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