Toda investigação e toda auditoria devem ser divulgadas para conhecimento da Nação

Conversando, na década de noventa, com o general Sebastião José Ramos de Castro, então no comando 5ª Brigada de Infantaria Blindada, da 5ª Região Militar, aqui em Ponta Grossa, disse a ele que todos os punidos pelo regime militar se apresentariam como vítimas, fazendo questão de registrar as punições em seus respectivos currículos. Tudo porque o regime militar cassou mandatos de políticos e prendeu terroristas sem nunca ter explicado à opinião pública a razão de cada ato punitivo. E, aí, estão Lula, Dilma, José Dirceu, José Genoíno, Fernando Pimentel e companhia. Todos eles “vítimas” do regime militar.

Agora, o governo do presidente Jair Bolsonaro já começa a levantar os primeiros números da verdadeira herança maldita deixada pelos punidos do regime militar, que, pousando de vítimas, conquistaram o poder pelo voto popular. E, aí, estão aparecendo os primeiros números do Bolsa Família, do Incra e do Sistema S, como deverá aparecer uma infinidade de números dos demais órgãos da administração federal, porque, onde for aberta uma gaveta, haverá de saltar verdadeiro amontoado de corrupção e fraudes de toda a natureza. E isso tudo é necessário que seja amplamente divulgado, não por vingança de governo, mas, sim, pelo significado democrático e didático de oferecer informações a sociedade para que ela possa fazer sua própria avaliação. E, aí, comparar a natureza do discurso das esquerdas com a prática havida em seus quatro seguidos períodos de governo.

Agora, mesmo, está o ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes nas redes sociais acusando Lula e o PT de terem entregue a uma empresa do senador  Eunício de Oliveira obra no valor de R$ 1 bilhão, sem licitação. E que ele próprio teria alertado Lula sobre tamanha irregularidade. Mas, Lula continua sem saber de nada do que aconteceu em seus dois governos.

Em relação ao Sistema S, que o ministro Paulo Guedes prometeu “passar a faca”, vale dizer que a direção desse sistema foi entregue a Jair Meneguelli, que, não tendo sido reeleito deputado federal em 1982, ano da primeira vitória de Lula para a Presidência da República, ganhou esse posto. Fundador e presidente da CUT, Meneguelli é nome histórico do povo da linha de frente do PT, como Lula, José Dirceu, João Vaccari Neto, José Genoíno e lideranças sindicalistas. Na semana passada, já saiu uma notícia de que a filha de Lula era funcionária fantasma de uma das organizações S, nomeada por Meneguelli. Mas, isso, seguramente, é café pequeno.

A reconstrução do Brasil, que o senador Álvaro Dias chamava de refundação da República, na campanha presidencial, terá de passar por esse levantamento geral, como no Ministério das Relações Exteriores, no Ministério da Educação, onde já estão instaladas situações polêmicas pela evidente reação das esquerdas, que, embora fora do governo, não estão fora do poder e ainda possuem força de vocalização, de discurso, de notícia.

Essa onda de terror que está se dando no Ceará já está indo longe demais para ser, apenas, obra de líderes de quadrilhas que estão presos. Bombas em viadutos e pontes constituem novidade nesse tipo de manifestações criminosas, tradicionalmente, limitadas a incêndios de carros e de ônibus. E, agora, com esse terrorismo se espalhando pelo interior do Estado, está a indicar que pode se tratar de alguma coisa mais séria, além de um simples protesto contra medidas anunciadas pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de endurecer o regime na penitenciárias estaduais.

Não foi sem razão, que o governo do presidente Jair Bolsonaro retirou poderes do Incra e da Funai, porque esses órgãos –  e não apenas eles – se ideologizaram, de alto a baixo, tanto que o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, já falou em fraudes na demarcação de terras indígenas pela Funai. Também, quatorze anos no poder representam valioso tempo para que as esquerdas partidarizassem a administração federal e avançassem pelo Poder Legislativo e mesmo pelo Poder Judiciário.

Significa dizer que o governo do presidente Jair Bolsonaro tem missão desafiadora pela frente, razão pela qual não pode haver espaço nesse governo para fogueiras de vaidades, eis que essa missão para ser cumprida vai ter grandes e sérios desafios pela frente, porquanto, vale repetir, as esquerdas estão fora do governo, mas não perderam o poder.

 

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