Eleição municipal vai se dar em três frentes com candidaturas competitivas

A cidade viveu, em 2012, uma campanha eleitoral, bastante disputada, em três frentes, com as candidaturas do deputado estadual Marcelo Rangel, do empresário Márcio Pauliki e do também deputado estadual Péricles de Holleben Mello, com um inesperado segundo turno entre Marcelo e Péricles, com a vitória de Marcelo. Antes, fora em 2008, com Pedro Wosgrau, disputando a reeleição, mais as candidaturas do deputado estadual Jocelito Canto e do radialista Sandro Alex. Em 2006, Jocelito Canto não quis disputar a Câmara Federal, porque dizia haver uma convocação do eleitorado para que voltasse a concorrer à Prefeitura Municipal. Assim, preferiu a Assembleia Legislativa, para ficar mais próximo do eleitorado e construir sua nova candidatura a prefeito. Porém, na disputa de 2008, também de forma surpreendente, Jocelito ficou fora do segundo turno, disputado por Wosgrau e Sandro, com diferença apertada para Wosgrau, que se consagrou, perante a História, como o único a governar Ponta Grossa, pela terceira vez.

Já em 2016, a disputa se deu, mais que entre duas candidaturas, entre duas correntes ideológicas, com o prefeito Marcelo Rangel concorrendo, como representante da direita, a reeleição e tendo como principal adversário o deputado federal Aliel Machado, que, com a participação, apoio e incentivo do deputado estadual Péricles de Holleben Mello, passou a ocupar o espaço de principal referência das esquerdas, o que foi reafirmado agora, nas eleições do ano  passado, com a reeleição de Aliel, que protagonizou um belo feito com a conquista de 95 mil votos no Estado, dos quais, 25 mil em Ponta Grossa, enquanto Péricles não conseguiu se manter na Assembleia Legislativa. Mas, pelo seu histórico de luta e liderança na formação, inclusive, das esquerdas, surge, desde logo, como forte nome para compor a chapa com Aliel, na condição de candidato a vice-prefeito.

Com essa aura de principal liderança das esquerdas, Aliel Machado é nome natural para o embate do ano que vem, enquanto do lado da direita, as coisas já prenunciam duas candidaturas sustentadas por dois grupos, o que, a princípio, deixará o governador Ratinho Júnior livre de se envolver na campanha eleitoral daqui, pois, se de um lado, terá o grupo dos irmãos Marcelo Rangel, prefeito, e Sandro Alex, deputado federal e seu secretário, de outro, terá o deputado estadual Plauto Miró Guimarães, que foi um dos primeiros a se manifestar em favor de sua candidatura, tendo, inclusive, enfrentado resistência em seu próprio partido, o DEM, o que é por ele reconhecido. É que Plauto, pelos entendimentos que estão se processando, deverá apoiar a candidatura do empresário e ainda deputado Márcio Pauliki.

Em relação ao nome a ser apresentado pelo prefeito Marcelo Rangel, à sua própria sucessão, com o apoio de seu irmão, deputado federal e secretário de Estado Sandro Alex, não há nenhum indicativo mais claro, um nome que tenha sido preparado para essa missão, ainda que, pela naturalidade do cargo, fale-se numa eventual candidatura da professora Elizabeth Silveira Schmidt, vice-prefeita, e que, por coincidência, nesta segunda quinzena de janeiro estará no exercício do mandato de prefeita, pela licença do prefeito Marcelo Rangel, para um período de férias.

É possível que surja mais uma ou outra candidatura, como a do vereador Felipe Passos, por exemplo, caso o bispo Dom Sérgio continue apoiando e incentivando o jovem líder católico, como fez na campanha para deputado federal. Entretanto, a competição, mesmo, pelas perspectivas eleitorais, haverá de se dar com os candidatos das três frentes, lembrando, por fim, que há a jovem deputada Mabel Canto, que, embora tenha anunciado que não disputará a eleição municipal, deverá se posicionar, em favor de uma candidatura. Que, pelos indicativos de hoje, tenderia para Márcio Pauliki.

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