Eleição em Ponta Grossa terá quatro grandes eleitores, Bolsonaro, Ratinho e Lula com Gleisi

Com a derrota das esquerdas nos principais Estados do País, o pleito municipal do ano que vem será um confronto direto entre a direita e a esquerda, eis que as esquerdas raivosas virão com toda a força para disputar cada cadeira de vereador, cada cadeira de prefeito, como estratégia de recomposição de forças para o novo e grande confronto de 2002, quando imaginam poder derrotar Jair Bolsonaro.

Por conta desse traçado, a eleição municipal será uma disputa em que irão se sobrelevar a figura do presidente Jair Bolsonaro, pela direita, e a de Lula, pela esquerda, com a liderança regional do respectivo Estado, que irá falar em nome do quadrilheiro-mor, preso aqui na República de Curitiba.

No caso do Paraná e, especificamente, de Ponta Grossa, teremos, no apoio ao candidato que representar a direita, as figuras do presidente Jair Bolsonaro e do governador Ratinho Júnior, enquanto o candidato que sustentar o discurso da esquerda, haverá de exibir a figura de Lula, com a presença da então deputada federal Gleisi Hoffmann, por ser o nome mais representativo das esquerdas no Estado. As características locais, ainda que importantes, haverão de ter peso menor no apelo eleitoral, porquanto, o embate ideológico terá grande presença no pleito, pelas ações desenvolvidas pelas esquerdas em combater, agredir, desafiar a direita, mirando no governo do presidente Jair Bolsonaro. É que as esquerdas já fizeram a leitura de que, se Bolsonaro fizer a metade do que prometeu, a direita permanecerá no Palácio do Planalto, pelos próximos vinte anos, começando pela reeleição do próprio Bolsonaro, que, embora já tenha declarado que não disputará a reeleição, será levado a rever tal posicionamento diante da importância em se manter no comando do projeto da reconstrução nacional, notadamente, no combate a corrupção e ao crime organizado. E essa discussão vai se espraiar pelos municípios, especialmente, pelas regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil. E, de certa forma, até mesmo no Norte e Nordeste, pelo que o governo de Bolsonaro realizar por lá, a começar pela água potável chegando a casa do nordestino. Com o nordestino tendo água em casa, Lula deixará de ser deus por lá para virar o que já é no restante do Brasil, o chefe da maior quadrilha de ladrões do dinheiro público da História do País.

Trazendo, então, esse assunto para Ponta Grossa, teremos, imagina-se, o então ex-deputado Márcio Pauliki e o candidato que for lançado pelos irmãos Oliveira, prefeito Marcelo Rangel e o secretário Sandro Alex, discursando na linha da trincheira da direita, exaltando os feitos do presidente Jair Bolsonaro e do governador Ratinho Júnior, em meio ao  discurso do candidato da esquerda, o deputado federal Aliel Machado, que poderá até mesmo ter a presença da então colega deputada Gleisi Hoffmann em seu palanque, no combate aos feitos de Bolsonaro e de Ratinho e na defesa do legado do seu ídolo extremo, o ex-presidente Lula. Como Aliel é uma liderança emergente e forjada inteiramente no que há de mais representativo das esquerdas, como o PT e o PCdoB, haverá de continuar a desfraldar a bandeira de suas origens, mesmo sabendo que uma companhia como a da então deputada federal Gleisi poderá não lhe ser tão útil, porque o manterá preso unicamente no eleitorado da esquerda, que não é majoritário na cidade.

A divisão da direita, com duas candidaturas competitivas, em meio a terceira candidatura, esta da esquerda, igualmente competitiva, levará decisão, indiscutivelmente, para um segundo turno, sendo difícil, hoje, imaginar se esse segundo turno será entre os dois candidatos da direita, o que enlouquecerá as esquerdas, ou se a disputa será entre um candidato da direita e o candidato das esquerdas. Que, neste caso, mantida a tendência da realidade política de hoje, dificilmente terá alguma chance de vitória.

Com os nomes de Márcio Pauliki, pela direita, e de Aliel Machado, pela esquerda, colocados desde logo, fica a expectativa pela decisão dos irmãos Oliveira quanto a definição de quem será apresentado ao eleitorado, com o apoio deles. Num primeiro momento, não parece tarefa fácil, não.

 

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