Com voto aberto, a eleição no Senado será um primeiro teste de força para Bolsonaro

Sem surpresa, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, revogou a liminar do ministro Marco Aurélio e manteve o voto secreto para a eleição da Mesa do Senado, fazendo que o senador Renan Calheiros coloque, de vez, sua candidatura a presidente da Casa na rua. Ou nos corredores do Senado. É que, mantido o voto secreto, Renan se torna mais forte, porque tem eleitores cativos das negociações dos velhos balcões de troca de interesses por voto, fazendo desaparecer o constrangimento de alguns em pronunciar o “santo” nome de Renan Calheiros ao microfone, caso o voto fosse aberto, como havia determinado Marco Aurélio na liminar, agora tornada sem efeito.

Se, pelos lados da Câmara dos Deputados, as coisas parecem mais tranquilas com a praticamente assegurada reeleição do deputado Rodrigo Maia para presidente da Casa, no Senado o quadro é mais preocupante porque não há coordenação, da parte do Palácio do Planalto, que, embora diga que não vai interferir, a interferência se impõe, por si só, dada a necessidade do governo em ter nas duas casas do Congresso Nacional uma direção parceira, especialmente, pelos importantes desafios pela frente, a começar pela Reforma da Previdência Social. E o desafio que se impõe passa pela Casa Civil, onde se encontra o ministro Onix Lorenzoni, que não gostou de ver o partido do presidente Bolsonaro anunciar apoio à reeleição do deputado Rodrigo Maia para a presidência da Câmara, porque se sentiu marginalizado. Pois, que não se sinta agora, em relação ao Senado, e trate de agir, profissionalmente, impedindo que um senador crivado de acusações e denúncias de corrupção possa sentar, de novo, na principal cadeira do Senado da República.

Em meio a esse novo ar que a sociedade brasileira está a respirar, por conta da posse do presidente Jair Bolsonaro, a Casa de Rui Barbosa não merece ser denegrida, desconsiderada, vilipendiada com a eleição de um senador, que representa o que há de pior na política brasileira, para presidi-la. Por si só, o senador Renan Calheiros deveria cumprir o seu novo mandato, sem  se apresentar para disputar qualquer cargo na Mesa, até em respeito ao próprio Senado, que a sua simples reeleição já faz com que a Câmara Alta fique mais baixa, menor, pequena. O Senado da República, Casa de Ruy Barbosa merece ser respeitada. Por isso mesmo, o coordenador político do governo do presidente Jair Bolsonaro precisa entrar em campo para salvar, não apenas o Senado, não apenas o governo, mas o Brasil, este Novo Brasil, que está surgindo, não para ser conivente com a corrupção, com a desonestidade, com a canalhice da velha política, mas, sim, para reafirmar valores da sociedade, da democracia, da Pátria.

A eleição da Mesa do Senado, com o voto secreto garantido pelo ministro Dias Toffoli, passa a se constituir em tema nacional, em questão de cidadania, em compromisso de patriotismo, com a mobilização dos mais de 57 milhões de brasileiros que elegeram Jair Bolsonaro, para restabelecer moral e dignidade na vida pública, e impuseram fragorosa derrota ao candidato do senador Renan Calheiros, Fernando Haddad, o poste do corrupto-mor que está preso em Curitiba, amigo de Renan, chamado Lula.

Dos três grandes e honrados senadores do Paraná, Renan não terá um único voto. E esses três grandes e valorosos senadores devem se envolver nesse processo do Senado, de modo a oferecer patriótica contribuição para a eleição de um senador digno, honrado e decente para presidir o Senado da República. Um senador que enalteça o Senado e que mereça o apreço do cidadão brasileiro. Quem sabe, Tasso Jereissati, quem sabe Álvaro Dias. Jamais Renan Calheiros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *