O Contorno Norte é um grande desafio para uma grande obra viária do Paraná

Quarenta quilômetros de estrada duplicada, com todas as obras de arte, representam uma importante rodovia. E é dessa importante rodovia que o Paraná está a precisar. Mas, para ser executada, precisa de uma decisão de governo. De um governo com visão alargada para o futuro, para a infraestrutura do Estado, para a modernidade do Paraná. Até parece que o colunista está reproduzindo o discurso de campanha do governador Carlos Massa Ratinho Júnior.

O Paraná tem um conceito nacional de Estado organizado. Por conta disso, o Estado atrai importantes investimentos, como o segundo polo da indústria automobilística nacional, erradamente, construído em Curitiba e Região Metropolitana, pelo arquiteto e governador Jaime Lerner. Um grande arquiteto, um político mediano. É que, por lhe faltar visão política, trouxe para Curitiba e a Região Metropolitana o erro de São Paulo. Em 1970, o professor Figueiredo Ferraz, ao ser nomeado prefeito de São Paulo, disse, em seu discurso de posse, que “São Paulo precisa parar de crescer”. Isso há quase cinquenta anos. E São Paulo não parou de crescer. E Jaime Lerner transformou Curitiba em Cidade Industrial, acabando com a qualidade de vida que havia dado ao curitibano, ao vender Curitiba para o mundo como a cidade com a melhor qualidade de vida do Brasil. Mas, isso é outro assunto, porque não tem mais como corrigir. Aliás, Jaime Lerner, enquanto governador, desmanchou com os pés o que, como prefeito, havia construído em Curitiba.

Mas, voltemos ao Contorno Norte, que tem tudo para se constituir numa das grandes obras do governo de Ratinho Júnior. E com a vantagem, para Ponta Grossa, de o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, a quem compete trabalhar pela viabilização desse arrojado projeto, uma vez autorizado pelo governador, ser pontagrossense, deputado federal eleito pela cidade, pela Região dos Campos Gerais, por parte do Norte Velho e parte do Centro-Sul do Estado. Não é da cultura do político pontagrossense ser ousado, agente de grandes feitos, de grandes obras. Temos o exemplo ridículo do que é chamado de Contorno Leste, uma obra projetada pelo governo do prefeito Péricles de Holleben Mello e executada no segundo governo do prefeito Pedro Wosgrau Filho. Por essa obra, dois prefeitos medíocres. Está lá o exemplo do que os dois fizeram.

Temos três honrosas exceções, nas figuras do prefeito Cyro Martins, com a industrialização da cidade, com o deputado federal Ary Kffuri que patrocinou a vinda dos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento para Ponta Grossa e com o deputado Plauto Miró Guimarães Filho, que trouxe o Curso de Medicina para a Universidade Estadual de Ponta Grossa, vencendo a inanição e a incompetência de todos os reitores da instituição, de Álvaro Rocha, na década de setenta, a Roberto Merhy, no alvorecer do Século XXI.

Podemos ter um quarto nome, e aí já numa obra de grande repercussão para o Paraná e o Sul do Brasil. Basta que o deputado e secretário Sandro Alex, primeiro, sensibilize o governador Ratinho Júnior para tomar a decisão política, para, a partir de então, o pontagrossense Sandro Alex assumir a responsabilidade pela viabilização dessa grande obra, que vai cortar um pedaço do território de Ponta Grossa para servir o Paraná, na sua contribuição a grandeza do Brasil.

O desafio é grande, a obra é grande, mas o tempo é curto. E o governador quer que o Paraná se mostre como o Estado mais moderno ao Brasil.

Cabe ao secretário Sandro Alex oferecer a sua contribuição.

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