A “despetização” não está apenas nos cargos em comissão. Especial nas ONGs

Ainda que o ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, tenha sido pouco polido ao falar em “despetização”, na exoneração de 350 ocupantes de cargos em comissão em sua pasta, é preciso reconhecer que a “petização” do governo não se fez apenas nos cargos em comissão. Por isso, o novo governo, nessa área específica, tem um sério desafio pela frente, eis que a reação que tem partido das esquerdas, particularmente de suas bases, tem muito a ver com as manifestações de fiscalização nas ONGs existentes nas comunidades indígenas, na gestão da Saúde Publica, Brasil afora, e nos braços avançados de órgãos como o Incra, Ibama e Funai. E já para não se falar na gama de movimentos sociais, que, agora sem as fontes de financiamento público, começam a enfrentar dificuldades para os costumeiros protestos e invasões de antes.

O governo do presidente Jair Bolsonaro está, inteiramente, comprometido em restabelecer a ordem, a eficiência e o zelo na aplicação do dinheiro público, em toda a administração federal. Não será uma tarefa fácil, pelo gigantismo do desmonte havido e pela estrutura criminosa que foi estabelecida em todo o território nacional. Mas, o governo do Novo Brasil já está a sinalizar que não tem medo de cara feia, e que vai resgatar os compromissos assumidos com o povo brasileiro, nas ruas e praças públicas.

A pequena, mas incisiva, Reforma Trabalhista havida no curto governo do ex-presidente Michel Temer já foi uma estocada nas forças das esquerdas, com o fim da obrigatoriedade do Imposto Sindical, que está a provocar o esvaziamento nos cofres de milhares de sindicatos, a ponto de ser noticiado que a CUT, a maior e mais poderosa central sindical do País, está em dificuldade financeira. Nunca esteve antes. Está, agora, a viver uma nova experiência, sem o bafejo desmedido do poder.

Quando se anuncia que será deflagrado um processo de fiscalização nas ONGs que atuam nas comunidades indígenas e quilombolas, militantes de esquerda se alvoroçam porque o governo vai meter a mão em atividades muito rendosas para elas. E, aí, vem o ministro da Saúde e anuncia também que quer saber como funcionam as ONGs que têm convênios com os governos e atuam na área da Saúde Púbica. Mais que os cargos em comissão, a “despetização” do governo, de repente, atirou no que viu e está acertando no que não viu, o que, na realidade, é uma força de expressão, porquanto se há um governo que vai agir em cima informações é o atual governo. Não foi sem razão que o general Augusto Heleno acusou a ex-presidente Dilma Rousseff de ter desmontado o Gabinete da Segurança Institucional, o GSI, antigo SNI – Serviço Nacional de Informações. E que, agora, está sendo remontado, reorganizado, profissionalizado, como o antigo e eficiente SNI, que jamais deveria ter sido extinto. E, por ironia, foi extinto por puro preconceito de uma classe política corrupto e desonesta.

Os cargos em comissão, que sempre fizeram muito bem aos militantes petistas e das esquerdas, em geral, são, quando muito, a cobertura do bolo, porquanto o bolo, mesmo, está nos sindicatos, nas ONGs e nos movimentos sociais. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, levou o COAF para seu Ministério, porque quer saber onde está o dinheiro do crime organizado. E ele próprio já disse que uma das frentes para derrotar o crime organizado é o bloqueio de contas bancárias que sustentam a criminalidade. Sem dinheiro, os bandidos não têm como se sustentar, nem sustentar seus comparsas em ações criminosas, como estão a fazer no Ceará.

Sem o dinheiro do antigo Imposto Sindical, os sindicatos já não exibem mais as forças de antes para as suas grandes e seguidas greves. Sem o dinheiro das ONGs, as esquerdas também irão perder forças e, assim, os movimentos ditos sociais, mas que, na verdade, têm sido muito mais criminosos. Aliás, invadem prédios e cobram pedágio dos invasores, manipulados por eles.

A raiva e o ódio das esquerdas estão, justamente, nas ações do governo de Jair Bolsonaro na direção que mais as atingem e mais as desestruturam. As que mais irão despetizar o Brasil.

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