Sandro, na equipe de Ratinho Júnior, precisa garantir a construção do Contorno Norte

O Paraná, desde o advento do pedágio no final do primeiro governo de Jaime Lerner, em 98, nunca mais construiu uma grande obra rodoviária, uma grande estrada. Tudo ficou por conta das concessionárias de rodovias do Anel de Integração. Em seu primeiro governo, Beto Richa inaugurou o novo contorno em Campo Largo, como se fosse uma obra de seu governo. Foi obra do dinheiro do pedágio, obra da Rodonorte. Em seu segundo turno, Beto andou inaugurando trechos da duplicação da Rodovia do Café, de Ponta Grossa a Apucarana, que a Rodonorte, com o dinheiro do pedágio, está construindo. E que, por conta do contorno de Campo Largo, terá um trecho reduzido nessa importante e grande obra, que notabilizou o governador Ney Braga, quando de sua construção em seu primeiro governo, no início da década de sessenta, e que, como ministro da Agricultura, trouxe o presidente Castelo Branco para inaugurá-la.

E Ponta Grossa, que é um marcante tronco rodoferroviário que liga o Brasil de Sul a Norte, de Leste a Oeste, está com suas rodovias congestionadas. A Avenida do Contorno Presidente John Kennedy, da mesma época da Rodovia do Café, não tem mais para onde se expandir, para onde ser alargada, enquanto o tráfego pesado vem crescendo e se acentuando da mesma forma, como o trecho da PR-151, na ligação com Carambeí, obra do governo de Paulo Pimentel, ligando Ponta Grossa a Piraí do Sul, na outra metade da década de sessenta.

E a alternativa que hoje está colocada sobre a mesa é a construção de um novo contorno, de uma nova rodovia, que um novo espaço para dar fluidez ao tráfego que transporta o progresso do Brasil, de um canto a outro, passando por Ponta Grossa. E esse novo espaço, que já tem projeto e já tem nome, Contorno Norte, que sai da BR-376, altura do Distrito Industrial, e vai até a estrada velha para Castro, alcançando a PR-151, onde bifurca, seguindo para São Paulo, de um lado, e indo para o Norte/Oeste/Sudoeste do Estado de outro, até o Trevo Caetano, com um percurso de 40 quilômetros, a um custo estimado de R$ 300 milhões. Obra grande, a registrar a passagem de um governador pelo Palácio Iguaçu, como Ney Braga e Paulo Pimentel, que estamos a lembrar nas rodovias citadas. E o Contorno Norte poderá ficar com o registro do governador Ratinho Júnior.

E o agente a correr atrás da viabilização desse projeto é o deputado federal Sandro Alex, feito titular da Secretaria da Infraestrutura e Logística do Paraná, pelo governador Ratinho Júnior. Não se trata de uma obra para Ponta Grossa, mas, sim, de uma obra que vai passar por Ponta Grossa, para favorecer o Paraná e contribuir com o Brasil. Em matéria de rodovia, podemos dizer que tudo o que é necessário para Ponta Grossa, interessa ao Paraná e é importante para o Brasil.

E o deputado Sandro Alex, reeleito para seu terceiro mandato, como o quinto parlamentar mais votado, dentre os 30 deputados federais do Paraná, está se licenciando do mandato para ocupar a Secretaria da Infraestrutura e Logística do governo do Paraná, por convite do governador Ratinho Júnior.

Como tem sido um bom deputado e um bom agente carreador de recursos federais para Ponta Grossa e municípios dos Campos Gerais, do Norte Pioneiro e do Centro-Sul do Estado, a compensar essa troca só mesmo a realização de uma grande obra, de uma importante obra, de uma obra que se insira, de modo destacado, no papel e na denominação da própria Secretaria – Infraestrutura e Logística.

E, para tanto, o desafio já está colocado, imaginando-se até mesmo que o secretário Sandro Alex já tenha discutindo esse assunto com o governador Ratinho Júnior, de modo a colocar essa obra na relação dos projetos importantes do Ministério da Infraestrutura, por meio de convencimento do ministro Tarcísio Gomes de Freitas, que é um grande conhecedor da malha rodoviária nacional, eis que já dirigiu o DNIT, que é o órgão que dá sentido ao próprio Ministério.

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