fbpx

Se o governo perder Onix, perde pouco. Mas, se perder Guedes, perde um de seu tripé

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem um tripé formado por ele próprio, em cima de suas ideias e projetos de campanha, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fiador e responsável pela gestão de todo o plano de recuperação da economia, e o ministro Sérgio Moro, encarregado do combate a corrupção e ao crime organizado. Naturalmente, há outros temas caros, como a defesa da família, entregue a ministra Damares Alves, a educação, com escola sem partido, confiada ao ministro Ricardo Vélez Rodriguez. E, aí, por decorrência, todas as demais questões.

O deputado Jair Bolsonaro, ao tomar a corajosa iniciativa de se apresentar como postulante a candidato à Presidência da República, chamou a atenção da sociedade brasileira pela singularidade das questões abordadas, como o combate a corrupção, herança maldita do PT que se espraiou por toda a administração pública, nos três níveis de governo, o enfrentamento com o crime organizado, que tem se imposto diante das autoridades policiais, e a recuperação da economia, desde logo anunciada que pertenceria ao economista Paulo Guedes, tendo, ele próprio, confessando não ser um especialista na matéria. Foi uma confissão sincera e corajosa, que reforçou a credibilidade em seus discursos. Agora, na sexta-feira, aconteceu um preocupante bate-cabeça no governo, envolvendo diretamente o presidente da República, com anúncios de medidas, ligadas diretamente ao Ministério da Economia, pela manhã, que, em seguida, tiveram de ser desmentidas, gerando até mesmo uma preocupação no mercado.

E, no desvendamento do que teria determinado uma manifestação inoportuna e precipitada do presidente da República, surge a revelação de uma disputa de poder entre o ministro-chefe da Casa Civil, deputado Onix Lorenzoni, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

É bom lembrar que o presidente Bolsonaro falou de temas sensíveis, como o aumento de imposto, no IOF, idade mínima na Reforma da Previdência e incursionou, até mesmo, pela negociação da Boeing com a Embraer, na formação de uma terceira empresa, se dizendo preocupado com o grau da defesa dos interesses nacionais nessa futura empresa, o que provocou a queda das ações da Embraer, na Bolsa de Valores. Coisas sérias, portanto.

Toda a equipe do novo governo precisa ter consciência plena da responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro perante a sociedade nacional e diante da própria História do Brasil, eis que o mundo está voltando suas vistas para o Brasil, diante da promessa que o novo governo representa em promover grandes e profundas transformações, que passam pela moralidade pública, pelo combate sem trégua ao crime organizado e a criminalidade, de um modo geral por uma nova ordem econômica e social. O Presidente e os ministros, mais que comandar um governo, precisam se despertar pelo grave encargo do comando de uma verdadeira missão, por tudo o que foi discursado em praça pública e pela viva esperança de mais de 57 milhões de brasileiros. Ou seja, não há, nem na distância da Terra a Marte, o menor espaço para vaidade, disputa de poder e arrogância pessoal. E não é a primeira vez que o nome do ministro Onix Lorenzoni surge em ruídos de desentendimento dentro da equipe. Se as circunstâncias, eventualmente, impuserem uma mudança no governo, que se mude o comando da Casa Civil, de modo a nem se pensar no Ministério da Economia e no Ministério da Justiça, que aos olhos do País são os pilares de sustentação do governo.

O apoio da bancada do PSL à reeleição do presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, foi a atitude mais sensata dos partidários do presidente Jair Bolsonaro, pela garantia de apoio naquela Casa do Congresso às reformas indispensáveis que o governo precisará fazer. Se Lorenzoni não gostou, que não comprometa o Projeto do Novo Brasil. O projeto é bem maior do que ele.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *