Em 85, a “Nova República” morreu com Tancredo. A Nova República, de fato, pode estar nascendo hoje

Em 1985, com a morte de Tancredo Neves, eleito presidente, José Sarney, vice de Tancredo, assumiu a Presidência da República, em meio a um ufanismo anunciando uma Nova República, pelo fato de a chapa Tancredo/Sarney, vitoriosa no Colégio Eleitoral, representar a posse do primeiro presidente civil, após o período do regime militar, que teve cinco generais como presidentes da República. Só que, de “nova”, a República só teve o nome, porquanto Sarney foi um vice arranjado para que Tancredo pudesse derrotar Paulo Maluf no Colégio Eleitoral. Como Sarney havia sido presidente da Arena, e havia um grupo significativo descontente com a candidatura de Maluf, esse grupo saiu da Arena e fundou o PFL. Nesse embalo, Sarney foi direto para o MDB, como representante do grupo dissidente da Arena, que votou na chapa Tancredo/Sarney, impondo uma derrota a Paulo Maluf. É claro que uma chapa montada em tais circunstâncias não reunia, absolutamente, nada para representar alguma coisa de novo. Muito menos, “fundar” uma Nova República. E Sarney comandou – e foi comandado – um governo de desastres, em todos os sentidos, inclusive, no que chamamos de probidade administrativa.

Depois, tivemos a sequência conhecida de Collor de Mello/Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula, Dilma/Temer. À exceção dos períodos de Itamar Franco e Fernando Henrique, tivemos nos demais governos todo o tipo de desmando, de imoralidade, de improbidade, tudo contribuindo para levar o País às profundezes da crise, em que se encontra.

Pois, diante desse quadro que a História já registra e diante das circunstâncias que determinaram o processo eleitoral de 2018 e seus resultados, se há alguma coisa de novo, de diferente, de singular para se evidenciar em relação a este primeiro de janeiro de 2019 é a posse do presidente Jair Bolsonaro, que reúne todas as condições para instalar e comandar, efetiva e verdadeiramente, uma Nova República. Sim, porque tudo é diferente em Jair Bolsonaro. Ele encarnou, como ninguém, a essência do sentimento do povo brasileiro por mudanças profundas, não apenas de estilo, como principalmente de conteúdo, a começar pela moralidade pública. O povo teve esgotada a sua infinita capacidade de tolerância com o mar de corrupção, de desonestidade, de roubalheira, mesmo, dos governos citados acima, com notória sobrecarga dos quatro períodos do PT, tempo em que bandidagem não conheceu limites nas suas ações criminosas, pouco, ou rigorosamente nada, se preocupando com os destinos do País e as necessidades de sua gente.

Por conseguinte, o presidente que hoje assume o comando da República em nada se parece com qualquer de seus antecessores, em especial, com os que contraíram dívidas com a História por desservirem o Brasil, como José Sarney, Lula, Dilma e o próprio Michel Temer. E, justamente, por não ter nada a ver com esses antecessores, merece um grande voto de confiança para realizar o projeto que anunciou na campanha e tem reafirmado depois dela, nesses sessenta dias de transição, em especial, pela qualidade da equipe que organizou, rompendo a cultura da velhacaria, da negociata com bancadas parlamentares oferecendo cargos em troca de votos, e promovendo distribuição de cargos para toda a militância partidária, sem a menor preocupação com a qualificação moral e profissional.

O presidente Jair Bolsonaro montou uma equipe que, desde logo, tem o respeito e a confiança da Nação. Assim, pois, ao contrário do que se anunciou há 34 anos passados, hoje, sim, é possível apostar na instalação de uma Nova República, estribada na decência, na dignidade, na moralidade, com acenos que reacendem no espírito do brasileiro o sentimento da esperança por um novo e mais justo Brasil.

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