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A despeito da presença de militares, está faltando voz de comando na equipe de Bolsonaro

O deputado Jair Bolsonaro ganhou as eleições presidenciais, na esteira de uma proposta revolucionária de combate a corrupção, ao crime organizado, a esculhambação moral em que o PT transformou Brasília e o Brasil, e uma arrumação na economia do País e em tudo o mais. Nunca se viu antes e, muito dificilmente se verá depois, uma campanha tão abrangente e espontânea, em que o candidato, transformado em mito, literalmente, virou um símbolo do sonho e do desejo da sociedade por mudanças radicais, de modo a restabelecer a cultura da honestidade, da decência, do respeito, enfim, dos valores tradicionais da família brasileira. E de inteira e absoluta rejeição a tudo o que pudesse remeter ao PT e a Lula.

Foi, verdadeiramente, uma vitória popular, do povo nas ruas, do jovem na escola, da dona em casa em seu trabalho, do cidadão comum, do cidadão menos comum, do patrão, do empregado, enfim, das pessoas de bem do Brasil, que não suportavam mais as ações de quadrilhas e do crime organizado instalado no Poder Central. E tudo isso foi vencido, e o povo está esperançoso que as promessas de campanha haverão de ser cumpridas, a partir de primeiro de janeiro. E as coisas estão caminhando nessa direção, com a formação da equipe de governo, que retrata, exatamente, o anseio do restabelecimento da moral e da dignidade em Brasília e no Brasil.

Entretanto, há pequenas coisas – e que, de fato, sejam pequenas! – que começam a atrapalhar o projeto maior. O pessoal do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, é amador e precisa, com urgência, de alguém para orientar, eis que os seguidos bate-bocas em grupos nas redes sociais, em que o deputado federal mais votado do Brasil, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, xinga a deputada federal mais votada do Brasil, Joyce Hasselmann, de “louca” e é xingado por ela como “machão”, em meio a troca de farpas com o major Olímpio, senador eleito por São Paulo.

Há um ditado que ensina que “diploma não encurta a orelha de ninguém”. E, no caso presente, podemos fazer uma associação, dizendo que “voto não encurta a orelha de ninguém”.

Não bastasse isso, surge o caso do motorista do senador eleito pelo Rio, também filho do presidente eleito, Flávio, que teria movimentado, num ano, em sua conta bancária a importância de R$ 1,2 milhão, em meio a revelações de depósitos de valores de até cinco mil reais em dias de pagamento dos servidores da Assembleia Legislativa do Rio, levando a impressão de haver a cobrança de um pedágio no salário de servidores. E quanto mais demorar para esclarecer esse assunto, ruim e pior para o novo governo e, em especial, para o futuro presidente da República.

No meio de tudo isso, agora, eis que a futura primeira dama, Michelle Bolsonaro, manda tirar obras sacras do Palácio da Alvorada, onde irá residir a partir de janeiro, pelo fato de ser evangélica e as ditas obras remeterem para a crença católica. Coisa boba e coisa feia, eis que a futura primeira dama é que tem que se ajustar à realidade do novo mundo, a que passa pertencer, e não querer que o novo mundo se ajuste aos seus desejos, aos seus modos de ser, à sua crença. O Palácio da Alvorada não lhe pertence, como não lhe pertencem as obras sacras lá existentes, pois, tudo é patrimônio da República. Lamentalvemente, somos forçados a uma comparação indesejada, mas que cabe na situação presente, eis que a falecida dona Marisa, recém instalada no mesmo Palácio da Alvorada, mandou jardineiros criar, no jardim do Palácio, uma vistosa estrela vermelha do PT, pensando que o Palácio da Alvorada lhe pertencia. Fez isso num dia, e no outro viu ser desmanchado com a orientação de que lá não era, e nem seria, a sede do PT.

`Pois, bem, vale dizer que o Palácio da Alvorada não é, nem será, um espaço evangélico. As obras sacras, lá colocadas, vão muito além da religião católica, por expressarem figuras consagradas no credo da Humanidade. E isso deveria ser entendido pela futura primeira dama.

Com tudo isso acontecendo, e com vários generais e militares de patentes menores na equipe do presidente eleito, militar também, ganha força a evidência de estar faltando uma voz de comando no grupo. Para que coisas menores não venham a comprometer os projetos maiores.

Um comentário em “A despeito da presença de militares, está faltando voz de comando na equipe de Bolsonaro

  • dezembro 24, 2018 em 23:57
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    Acho que as decisões precisam ser mais sigilosas e com muita calma para não ofender ninguém; colocar o carro na frente dos bois nunca deu certo, o presidente tem três filhos políticos e cada um precisa ficar no seu quadrado, inclusive a primeira dama com todo o respeito; lembrando que Generais são muito inteligente e minhoca que tem juízo não atravessa galinheiro

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