No Estado, o projeto do Plauto ficou para trás. E, aqui, o do Mingo parece ter sumido

Amigo do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, desde a sua primeira campanha para deputado, em 1990, o vereador Mingo Menezes apresentou na Câmara Municipal projeto idêntico ao que Plauto propôs na Assembleia Legislativa, reduzindo o percentual do Orçamento da Câmara Municipal. Já consideramos, aqui, o destino dado pelos deputados estaduais a proposta de Plauto. E, pelo visto, coisa parecida estaria se dando, por aqui, com o projeto do vereador Mingo. Aliás, só com a notícia da apresentação do projeto, Mingo recebeu telefonema de vereadores de outros municípios, pedindo cópia da proposta. E coisa boa existe para ser copiada.

As mudanças, pela demagogia, pelo oportunismo, pelo interesse pessoal se dão de maneira rápida e precisa. Temos o exemplo clássico, no Paraná, em que, empossado governador, em março de 1987, Álvaro Dias tornou gratuito o ensino superior nas faculdades e universidades do Estado, deixando essas instituições sem o dinheiro que garantia a manutenção do dia-a-dia. Quem, hoje, ousaria em revogar a tal gratuidade, estabelecendo uma mensalidade, por exemplo, de cem reais? Haveria protesto e greve de estudantes no Paraná inteiro.

Vai um tempo, ainda, para que nossos políticos entendam que o correto, a partir das eleições de outubro, será o homem público decente, sério, trabalhador, defensor dos interesses da sociedade. Mas, bem que os deputados estaduais do Paraná poderiam ter saído na frente, dando um exemplo ao Brasil, dos novos tempos. Da mesma forma, nossos vereadores, aqui, também poderiam fazer com que Ponta Grossa desfraldasse essa bandeira da mudança positiva. Como acaba de fazer, por exemplo, a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, que rejeitou a ideia de reajuste dos subsídios dos vereadores, por unanimidade, reconhecendo a situação difícil do País, que os senadores não se preocuparam, na aprovação do aumento do salário dos ministros do STF, que produzirá um efeito cascata que deve bater na casa dos quatro bilhões de reais, no próximo ano. Mas, Brasília só mudará, a partir de primeiro de janeiro, com a decretação da ordem patriótica do presidente Bolsonaro: “Mais Brasil, menos Brasília!”

Como as boas ideias nunca morrem, a proposta do deputado Plauto haverá de se manter viva, devendo, com a posse do governador Ratinho Júnior, se tornar realidade, a partir de 2020. Coisa parecida, também, deverá se dar, por aqui, em relação ao projeto do vereador Mingo.

E é oportuno que se diga que Plauto surgiu com esse projeto, pelo fato de ter estado nas campanhas de Ratinho Júnior e de Jair Bolsonaro, o que fez com que absorvesse o discurso do novo, da mudança, da revolução, pelo voto. E, ao lado de Plauto, esteve o vereador Mingo, nas duas campanhas também. Ou seja, as coisas não acontecem, por acaso.

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