Projeto de Plauto não avançou na Assembleia, a despeito do apoio do governador Ratinho Jr

No dia 13 de novembro, agora, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho apresentou um histórico projeto de lei, na Assembleia Legislativa, reduzindo o Orçamento do Legislativo para 2019 de 3,1% para 2,5% da receita prevista para o Estado,, o que representaria uma redução de R$ 135 milhões, que passariam a integrar o Orçamento do governo do Estado. Uma matéria inovadora e consoante com os novos tempos surgidos nas urnas de outubro, com a eleição do governador Ratinho Júnior e do presidente Jair Bolsonaro, ambos com discursos de austeridade, de combate a corrupção e de zelo pelo dinheiro público.

O próprio governador eleito foi a Assembleia e manifestou seu apoio a iniciativa de Plauto, na conversa que teve com o presidente da Casa, deputado Ademar Traiano, que teria se comprometido em remeter expediente a governadora Cida Borghetti, de modo que partisse do Executivo uma proposta de alteração orçamentária. No fundo, uma questão a ser discutida, eis que a proposta de Plauto não propunha uma alteração no Orçamento do Poder Executivo, mas, sim, do Poder Legislativo. E não criava despesa, mas, sim, propunha redução de despesas da própria Casa.

Mas, ainda que se releve a tal questão constitucional, de que cabe ao Executivo legislar em matéria financeira e orçamentária, seria de se imaginar que, por se tratar de uma matéria singular e ajustada aos novos tempos, o Paraná desse um bonito exemplo ao Brasil. Como o Orçamento do Estado foi aprovado esta semana, sem a proposta de Plauto, ganha força a ideia de não ter havido o necessário empenho do presidente da Assembleia, nem interesse, quem sabe, por parte do Palácio Iguaçu.

Olhando aqui de longe, não custa concluir que a razão determinante para que o projeto de Plauto não tivesse prosperado esbarra na natureza mesquinha do ser humano em não embasar um projeto que colocaria o deputado Plauto em evidência privilegiada. Em se tratando de um colegiado, onde a vaidade se coloca permanentemente na ordem do dia, esse fato não chega a surpreender, ainda que mereça ser lamentado, porque, pelo deputado Plauto, o Paraná é que serviria de exemplo para o Brasil. Exemplo de austeridade, exemplo de abrir mão de um dinheiro que não será utilizado, exemplo de ajuste a um novo tempo, a um novo Paraná, a um novo Brasil.

Mesmo que a iniciativa de Plauto não tenha prosperado, seguramente, ela estará presente no Orçamento da Assembleia para 2020, por iniciativa do governador Ratinho Júnior. E continuará tendo a paternidade de seu autor, de seu criador, de seu principal inspirador, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho. Se ainda estivéssemos em campanha eleitoral, a justificativa até seria mais compreensível, porquanto o tema poderia resultar em votos para seu autor. Mas, a campanha já passou, quem ganhou, ganhou, quem não ganhou, não ganhou. Seja como for, nada mais pode ser feito. Mas, só no Orçamento para 2019. Para 2020, seguramente, a redução de 3,1% para 2,5% estará lá. Talvez até, num índice menor do que o 2,5%. E a ideia, porque essa nunca morre, continuará pertencendo ao deputado pontagrossense Plauto Miró Guimarães Filho.

Que é o patrono também do Curso de Medicina, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, porquanto, na história da UEPG, nenhum de todos os seus ex-reitores teve capacidade e determinação para levar um pedido de tal natureza ao governador do Estado. E Plauto levou esse assunto ao governador Jaime Lerner, que, de pronto, reconheceu o direito de a UEPG ter o seu Curso de Medicina, porque era importante para Ponta Grossa, importante para o Paraná.

Um comentário em “Projeto de Plauto não avançou na Assembleia, a despeito do apoio do governador Ratinho Jr

  • dezembro 7, 2018 em 08:38
    Permalink

    Parabéns Adail pela matéria esclarecendo a negativa do projeto do Deputado Plauto.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *